La iglesia dice: El cuerpo es una culpa.
La ciencia dice: El cuerpo es una máquina.
La publicidad dice: El cuerpo es un negocio.
El cuerpo dice: Yo soy una fiesta.
+/- ← lunet ← foto The body, de Fallon Zophy
La iglesia dice: El cuerpo es una culpa.
La ciencia dice: El cuerpo es una máquina.
La publicidad dice: El cuerpo es un negocio.
El cuerpo dice: Yo soy una fiesta.
Basta olhar a televisão estadunidense durante dez minutos para concluir que os comunicadores dos EUA já não têm os recursos intelectuais nem a capacidade política para montar uma propaganda exitosa bem informada. O Canal Fox é para idiotas em casa. Além disso, o que poderiam alardear os propagandistas subvencionados pelo Estado? Os ataques dos drones Predator (aviões não tripulados) no Afeganistão? Guantánamo? Trinta milhões de pessoas com trabalho precário ou desempregadas nos EUA? Os EUA já não são o que eram quando a taxa de crescimento econômico estava em alta e o capitalismo parecia capaz de cumprir suas promessas.Arte de Kimera-Kimera
Vamos rever a detenção de Manning nos últimos nove meses seguidos:
confinamento solitário 23-horas/dia;
impedido até mesmo de se exercitar em sua cela;
um total de uma hora fora de sua cela por dia, onde tem permissão de andar em círculos em um quarto sozinho quando algemado, e é devolvido à sua cela no minuto que ele pára de andar;
forçado a responder às perguntas dos guardas, literalmente, a cada 5 minutos, durante todo o dia, todos os dias, e despertado à noite cada vez que ele se encolhe no canto da sua cama ou fora da visualização completa do guarda.
Existe alguém que duvida que essas medidas - e especialmente esta nudez forçada prolongada - são punitivas e destinadas a prejudicar ainda mais a sua saúde mental, saúde física e vontade?
Como The Guardian relatou no ano passado, a nudez forçada é quase certamente uma violação das Convenções de Genebra; as convenções não se aplicam a tecnicamente Manning, como ele não é um prisioneiro de guerra, mas certamente estabelecem as proteções mínimas que todos os presos - para não falar em cidadãos sem condenação alguma - têm direito.
Menos de 24 horas depois de o BC elevar a taxa de juro para 11,75% -- medida profilática para desaquecer a economia e conter ‘pressões inflacionárias' decorrentes do descompasso entre oferta e demanda, explicam os consultores dos mercados financeiros -- o IBGE divulgou dados do PIB de 2010. O confronto entre os sinais emitidos pela economia real e a decisão do BC deveria inspirar, no mínimo, alguma reflexão em círculos saltitantes, dentro e fora do governo, unidos pela ciranda-cirandinha do ‘corta-corta'. Vejamos:
a) o PIB brasileiro cresceu 7,5% no ano passado em relação a 2009;
b) a retomada em 2010, todavia, não se mostrou apenas vigorosa na recuperação do tempo perdido: ela foi sobretudo notável na sua consistência;
c) o crescimento do PIB foi puxado, com folgada dianteira, pela formação bruta de capital que registrou um crescimento histórico de 21,8%;
d) mas foi principalmente a produção de máquinas e equipamentos que impulsionou esse salto na agregação de capacidade produtiva: o avanço nesse segmento atingiu 30,5% em 2010 (havia caído 13,1% no ano anterior);
e) sim, a expansão do consumo também foi robusta. Puxada por ganhos reais de salário e maior disponibilidade de crédito, subiu 7% no ano. As grandezas, porém, são eloquentes: o investimento em estruturas e máquinas para promover a ampliação da oferta está crescendo a uma velocidade três vezes superior à da demanda corrente.
Diante desse desenho, o que faz o jogral ortodoxo? Esquece-o para destacar os 'desequilíbrios' observados no último trimestre de 2010, quando, de fato, o consumo cresceu quatro vezes mais que a média da economia e a taxa de investimento retrocedeu. Nenhuma chance à possibilidade de ser um hiato em que o entusiasmo natalino do consumidor se descolou do freio empresarial, compreensível este, à véspera de um novo governo. Não. Vaticina-se o caos, somente mitigável à base de longa e virulenta dieta de 'pão e água', leia-se, menos investimentos públicos, mais juros. Assim se torna uma profecia auto-realizável.