Na foto acima vemos José Serra, então ministro do planejamento de FHC, batendo o martelo com muito gosto em mais uma privatização dos bens públicos. Dá para ver que ele sente prazer em privatizar. Precisamos lembrar que na época FHC dizia: «A gente não retarda privatização. Não é contra nenhuma privatização. Vai vender tudo que der». O ministro Serra concordava com seu chefe, como se vê pelas citações abaixo.
Em maio de 1995, Serra quer privatizar rapidinho. Segundo a revista Veja, ele declarou: «Estamos fazendo o possível para privatizar em alta velocidade».
Em abril de 1996, Serra não parece mais tão apressado para privatizar, mas ainda assim defende as privatizações, e declara, nas páginas amarelas de Veja, sobre a escandalosa privatização da empresa petrolífera da Argentina: «A empresa petrolífera argentina foi bem privatizada».
Agora, nas eleições de 2010, quando as vendas abusivas dos bens públicos se mostrou desastrosa, o candidato Serra faz de conta que nunca disse tais coisas. Ele nos deve explicações, as quais certamente não virão, pois tudo o que lhe desagrada é considerado "pauta petista", e não há um único pingo de humildade naquele corpo, o que lhe impede de reconhecer os próprios erros.
Atualizado 14h50
2010-10-29
2010-10-25
Deixa de ser enganador, Serra Rojas
Deixa de ser
Enganador
Uma bolinha de papel
Não fere nem causa dorEste samba partido alto de Tantinho da Mangueira e Serginho Procopio é pro Serra Rojas, vulgo Serra Bola Murcha, e ele não engana mais ninguém. Dia 31 vote 13.
2010-10-20
Notas e palpites
Serra usou no programa eleitoral Políbio Braga, jornalista que responde pela acusação de apologia ao crime, artigo 286 do Código Penal.
*****
Esportistas lançam manifesto pró-Dilma.
*****
Que tal essa: estatais de São Paulo são cabides de empregos para tucanos e simpatizantes, como Soninha Francine, coordenadora da campanha do Serra. É o tipo de notícia que Serra não vai querer comentar, como todo e qualquer aspecto da REALIDADE que ele chama de "pauta petista".
*****
O Brasil subiu 13 posições no ranking mundial de liberdade de imprensa.
*****
Pra quem ainda não sabe, o bolsa família é um programa de estímulo à economia.
*****
Campanha de Dilma começa a combater o telemarketing da calúnia. Este Serra Dick Vigarista tem cada uma!
*****
Como toooodo o mundo sabe, a quebra dos sigilos dos tucanos é obra dos tucanos.
*****
Não há dúvida: Veja é a revista mais VENDIDA.
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Esportistas lançam manifesto pró-Dilma.
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Que tal essa: estatais de São Paulo são cabides de empregos para tucanos e simpatizantes, como Soninha Francine, coordenadora da campanha do Serra. É o tipo de notícia que Serra não vai querer comentar, como todo e qualquer aspecto da REALIDADE que ele chama de "pauta petista".
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O Brasil subiu 13 posições no ranking mundial de liberdade de imprensa.
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Pra quem ainda não sabe, o bolsa família é um programa de estímulo à economia.
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Campanha de Dilma começa a combater o telemarketing da calúnia. Este Serra Dick Vigarista tem cada uma!
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Como toooodo o mundo sabe, a quebra dos sigilos dos tucanos é obra dos tucanos.
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Não há dúvida: Veja é a revista mais VENDIDA.
2010-10-18
Não merecemos jihads
É preciso lei eleitoral que separe eleição de religião. Se os Malafaias da vida desistirem de intermediários como o Serra, e usarem como base política a manipulação da fé, teremos jihads --- guerras santas --- por aqui. De todos os muitos e variados atos desagregadores de Serra, esse é o mais perigoso de todos.
A grande lição da filosofia política moderna é pensar a política a partir de bases neutras justamente por isso. Jihads era o que havia na Europa, no início da era moderna, quando católicos e protestantes se massacravam barbaramente, em guerras e conflitos infindáveis e caríssimos. A coisa só parou quando houve a devida clareza sobre a necessidade da separação entre política e religião.
Precisamos aprender com a história, pois temos uma saudável pluralidade religiosa no nosso país, e temos que fazer com que isso sirva para a elevação das pessoas, não para o ódio, a guerra e o massacre.
Eis porque não podemos permitir que um candidato explore a religião como faz Serra. Perto do risco de transformar a beleza da pluralidade religiosa em base para o ódio e a violência, o uso hipócrita e casuísta da religião por Serra --- dado o fato do aborto praticado pela sua esposa, a qual disse que Dilma "mata criancinhas" --- é coisa pequena. O risco maior é transformar o oportunismo em ferida que não fecha, com consequências bem maiores e mais duradouros do que os votos de um candidato irresponsável e desagregador como Serra.
A grande lição da filosofia política moderna é pensar a política a partir de bases neutras justamente por isso. Jihads era o que havia na Europa, no início da era moderna, quando católicos e protestantes se massacravam barbaramente, em guerras e conflitos infindáveis e caríssimos. A coisa só parou quando houve a devida clareza sobre a necessidade da separação entre política e religião.
Precisamos aprender com a história, pois temos uma saudável pluralidade religiosa no nosso país, e temos que fazer com que isso sirva para a elevação das pessoas, não para o ódio, a guerra e o massacre.
Eis porque não podemos permitir que um candidato explore a religião como faz Serra. Perto do risco de transformar a beleza da pluralidade religiosa em base para o ódio e a violência, o uso hipócrita e casuísta da religião por Serra --- dado o fato do aborto praticado pela sua esposa, a qual disse que Dilma "mata criancinhas" --- é coisa pequena. O risco maior é transformar o oportunismo em ferida que não fecha, com consequências bem maiores e mais duradouros do que os votos de um candidato irresponsável e desagregador como Serra.
2010-10-14
Emprego é autoestima e independência, emprego é Dilma
Para nós trabalhadores, o emprego é a base da autoestima e da independência, sendo um elemento fundamental da nossa identidade. Tanto é assim que sobrevivemos a várias crises no amor, na família e no estudo focando no trabalho. É o emprego o que nos dá um norte, e uma pausa para respirar, quando tudo está difícil. E o emprego nos faz andar com as próprias pernas, o que nos dá o direito de fazer o que quiser, com quem quiser, do jeito que quiser. É o governo do Lula quem cuida do trabalhador, impedindo os ataques dos chacais do PSDB, e por isso trabalhador vota Dilma.
Sabe, fui um desempregado no final do governo FHC, do PSDB. Aquilo até hoje me perturba. Até hoje lembro das dificuldades familiares, das brigas, das privações, mas principalmente da vergonha. Meus amigos compravam minhas coisas pra me ajudar, o que era um alívio. Era duro ver as fábricas e negócios fechando, e os imóveis comerciais desocupados. Mas era mais duro ainda a incerteza sobre a grana pras coisas mais básicas, como pasta de dente. Era duro comer macarrão porque é barato, não por opção. Ao menos tínhamos manjericão no quintal, o que ao menos dava um bom molho pesto. Mas era duro conviver com outros igualmente desempregados, e igualmente sem grana, em um ambiente tenso.
Lembro que, já no mestrado, consegui um bico como entrevistador, o que me rendeu 240 reais muito bem vindos, após dois dias perambulando pelas vilas mais obscuras de Canoas, onde vi bem de perto como viviam outras vítimas das ideias do PSDB que tinham menos sorte do que eu. Antes eu era professor em uma escola privada, mas eu e vários outros professores fomos despedidos porque a classe média já não tinha dinheiro para mandar seus filhos para a escola privada, pois o desemprego e a falta de grana eram generalizados. A coisa ficou horrível para mim quando o seguro-desemprego acabou.
Meus pais também não podiam me ajudar, pois estavam em situação pior do que a minha. Minha mãe já não tinha inquilinos para seus imóveis residenciais e comerciais, e meu pai vendia o que podia para ao menos ter dinheiro para despedir os funcionários. Era um clima horrível.
Isso tem tudo a ver com as eleições presidenciais, meus amigos. O mundo viveu uma crise enorme em 2008, e o Brasil poderia ter sido muito afetado, se seguisse as ideias do Serra. Olha o vídeo abaixo, ele é muito importante:
Este vídeo mostra o candidato Serra criticando as decisões da equipe do Lula, e dizendo, ao lado dos especialistas do PSDB, que eles fariam diferente, cortando o investimento estatal. Ora, se essas ideias tivessem sido seguidas, hoje haveria crise e desemprego massivos no Brasil, pois não haveria os investimentos do PAC do Lula.
Isso significa, para nós trabalhadores, que a vitória de Serra e equipe é uma ameaça à nossa autoestima e independência. Para quem já foi um desempregado, como eu, as ideias do Serra trazem de volta a sombra da angústia e da vergonha. Imaginar Serra presidente é imaginar que, outra vez, faltará dinheiro no bolso, e outra vez haverá tensão no ar entre amigos e familiares.
É por isso que nós trabalhadores temos que votar na Dilma, pois a Dilma foi uma das criadoras do programa do Lula. A Dilma nos garantiu o emprego, isto é a base da nossa autoestima, em um momento em que os políticos do PSDB queriam jogar nossos empregos pela janela. Foi a Dilma, junto com o Lula, quem não abriu mão de cuidar dos nossos empregos na hora da crise maior, quando os Estados Unidos, o país mais poderosos do mundo, tava quebrado. Eles até bateram recordes de criação de empregos bem no meio da crise dos países mais poderosos.
O comportamento da Dilma no meio da crise internacional mostra que ela tem compromisso com a gente que trabalha, e precisa do emprego para andar de cabeça erguida, com orgulho. Ela não deixou de cuidar da gente nem na hora mais difícil. É por isso que a gente que trabalha vota na Dilma.
Sabe, fui um desempregado no final do governo FHC, do PSDB. Aquilo até hoje me perturba. Até hoje lembro das dificuldades familiares, das brigas, das privações, mas principalmente da vergonha. Meus amigos compravam minhas coisas pra me ajudar, o que era um alívio. Era duro ver as fábricas e negócios fechando, e os imóveis comerciais desocupados. Mas era mais duro ainda a incerteza sobre a grana pras coisas mais básicas, como pasta de dente. Era duro comer macarrão porque é barato, não por opção. Ao menos tínhamos manjericão no quintal, o que ao menos dava um bom molho pesto. Mas era duro conviver com outros igualmente desempregados, e igualmente sem grana, em um ambiente tenso.
Lembro que, já no mestrado, consegui um bico como entrevistador, o que me rendeu 240 reais muito bem vindos, após dois dias perambulando pelas vilas mais obscuras de Canoas, onde vi bem de perto como viviam outras vítimas das ideias do PSDB que tinham menos sorte do que eu. Antes eu era professor em uma escola privada, mas eu e vários outros professores fomos despedidos porque a classe média já não tinha dinheiro para mandar seus filhos para a escola privada, pois o desemprego e a falta de grana eram generalizados. A coisa ficou horrível para mim quando o seguro-desemprego acabou.
Meus pais também não podiam me ajudar, pois estavam em situação pior do que a minha. Minha mãe já não tinha inquilinos para seus imóveis residenciais e comerciais, e meu pai vendia o que podia para ao menos ter dinheiro para despedir os funcionários. Era um clima horrível.
Isso tem tudo a ver com as eleições presidenciais, meus amigos. O mundo viveu uma crise enorme em 2008, e o Brasil poderia ter sido muito afetado, se seguisse as ideias do Serra. Olha o vídeo abaixo, ele é muito importante:
Este vídeo mostra o candidato Serra criticando as decisões da equipe do Lula, e dizendo, ao lado dos especialistas do PSDB, que eles fariam diferente, cortando o investimento estatal. Ora, se essas ideias tivessem sido seguidas, hoje haveria crise e desemprego massivos no Brasil, pois não haveria os investimentos do PAC do Lula.
Isso significa, para nós trabalhadores, que a vitória de Serra e equipe é uma ameaça à nossa autoestima e independência. Para quem já foi um desempregado, como eu, as ideias do Serra trazem de volta a sombra da angústia e da vergonha. Imaginar Serra presidente é imaginar que, outra vez, faltará dinheiro no bolso, e outra vez haverá tensão no ar entre amigos e familiares.
É por isso que nós trabalhadores temos que votar na Dilma, pois a Dilma foi uma das criadoras do programa do Lula. A Dilma nos garantiu o emprego, isto é a base da nossa autoestima, em um momento em que os políticos do PSDB queriam jogar nossos empregos pela janela. Foi a Dilma, junto com o Lula, quem não abriu mão de cuidar dos nossos empregos na hora da crise maior, quando os Estados Unidos, o país mais poderosos do mundo, tava quebrado. Eles até bateram recordes de criação de empregos bem no meio da crise dos países mais poderosos.
O comportamento da Dilma no meio da crise internacional mostra que ela tem compromisso com a gente que trabalha, e precisa do emprego para andar de cabeça erguida, com orgulho. Ela não deixou de cuidar da gente nem na hora mais difícil. É por isso que a gente que trabalha vota na Dilma.
Palavras-chave:
Dilma Rousseff,
eleições,
José Serra,
PSDB
2010-10-09
Religião, Kehl e outras coisas
Não há nada de surpreendente no fato da religião tomar conta da agenda de debate do segundo turno.
Em primeiro lugar, temos um candidato, José Serra, que decidiu seguir a cartilha de campanha do Grand Old Party, isto é do Partido Republicano dos EUA, talvez porque os marqueteiros do Obama tenham lhe dado um fora, talvez porque não tem nada de bom a propor aos eleitores.
Isso mostra que, lamentavelmente, o PSDB conseguir ficar em um nível político abaixo do PFL. O PFL ao menos era um partido de coronéis. Já o PSDB se apresenta, de fato, como um partido do medo e da irracionalidade. Ok, o PFL rifou oportunidades dos pobres irem à facul, ao se opor ao Prouni, e agora temos o vice Da Costa propondo a conivência com a homofobia. Mas não esperávamos que o PSDB fosse colocar os direitos civis em risco só para tentar ganhar uma eleição.
Em segundo lugar, a candidata abertamente religiosa Marina Silva se saiu bem no primeiro turno. Certo, ela se saiu bem contando com votos de pessoas que não são religiosas. No entanto, se essas pessoas ainda assim votaram nela, agora fica parecendo que falta aos candidatos restantes incorporar a casca da política+religião, visto que suas propostas de Marina já foram encampadas por ambos candidatos ao segundo turno.
Pra nós, resta manter pé quente, cabeça fria, pois quem é religioso como meu amigo Williges não está nem um pouco feliz com o oportunismo do candidato Serra.
*****
O silêncio dos serristas no caso da demissão de Maria Rita Kehl do Estadão é eloquente.
Em primeiro lugar, mostra que não se escandalizaram pelo fato de uma articulista ter sido demitida após dizer a verdade.
Em segundo lugar, mostra que são coniventes com um jornal que privilegia sua opção política à verdade.
Em terceiro lugar, mostra que não têm compromisso com a liberdade de opinião.
O caso também torna uma piada o tal do XXX dias sob censura do Estadão. Mas o Estadão já é uma piada de qualquer forma.
Após a demissão da Maria Rita Kehl, infelizmente as opiniões dos outros articulistas do Estadão ficam maculadas, valendo bem menos. Afinal de contas, é seguro que eles estão de acordo com a opinião do patrão, mas não é seguro que eles retratam à risca a verdade.
*****
Você gostou do manifesto dos professores e pesquisadores de filosofia em defesa da candidatura Dilma Rousseff? Se quiser, assine embaixo, mesmo não sendo professor ou pesquisador.
*****
Dia 15 tem encontro dos blogueiros e tuiteiros pró-Dilma em Porto Alegre.
*****
Recebeu boatos contra Dilma?
Primeiro, marque a mensagem recebida como spam. Isso vai impedir que milhares de outras pessoas a recebam.
Segundo, veja os esclarecimentos aqui.
*****
Se quiser uma antimusa, o pessoal da censurada faz XXX dias Falha de São Paulo apresentou a Tucanhêde. Confere lá.
Em primeiro lugar, temos um candidato, José Serra, que decidiu seguir a cartilha de campanha do Grand Old Party, isto é do Partido Republicano dos EUA, talvez porque os marqueteiros do Obama tenham lhe dado um fora, talvez porque não tem nada de bom a propor aos eleitores.
Isso mostra que, lamentavelmente, o PSDB conseguir ficar em um nível político abaixo do PFL. O PFL ao menos era um partido de coronéis. Já o PSDB se apresenta, de fato, como um partido do medo e da irracionalidade. Ok, o PFL rifou oportunidades dos pobres irem à facul, ao se opor ao Prouni, e agora temos o vice Da Costa propondo a conivência com a homofobia. Mas não esperávamos que o PSDB fosse colocar os direitos civis em risco só para tentar ganhar uma eleição.
Em segundo lugar, a candidata abertamente religiosa Marina Silva se saiu bem no primeiro turno. Certo, ela se saiu bem contando com votos de pessoas que não são religiosas. No entanto, se essas pessoas ainda assim votaram nela, agora fica parecendo que falta aos candidatos restantes incorporar a casca da política+religião, visto que suas propostas de Marina já foram encampadas por ambos candidatos ao segundo turno.
Pra nós, resta manter pé quente, cabeça fria, pois quem é religioso como meu amigo Williges não está nem um pouco feliz com o oportunismo do candidato Serra.
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O silêncio dos serristas no caso da demissão de Maria Rita Kehl do Estadão é eloquente.
Em primeiro lugar, mostra que não se escandalizaram pelo fato de uma articulista ter sido demitida após dizer a verdade.
Em segundo lugar, mostra que são coniventes com um jornal que privilegia sua opção política à verdade.
Em terceiro lugar, mostra que não têm compromisso com a liberdade de opinião.
O caso também torna uma piada o tal do XXX dias sob censura do Estadão. Mas o Estadão já é uma piada de qualquer forma.
Após a demissão da Maria Rita Kehl, infelizmente as opiniões dos outros articulistas do Estadão ficam maculadas, valendo bem menos. Afinal de contas, é seguro que eles estão de acordo com a opinião do patrão, mas não é seguro que eles retratam à risca a verdade.
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Dia 15 tem encontro dos blogueiros e tuiteiros pró-Dilma em Porto Alegre.
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Recebeu boatos contra Dilma?
Primeiro, marque a mensagem recebida como spam. Isso vai impedir que milhares de outras pessoas a recebam.
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Se quiser uma antimusa, o pessoal da censurada faz XXX dias Falha de São Paulo apresentou a Tucanhêde. Confere lá.
Palavras-chave:
apagão da mídia,
eleições,
liberdade de expressão,
Maria Rita Kehl,
velha mídia
2010-10-08
Dilma vs Serra, Lula vs FHC - vamos discutir o que realmente importa
Palavras-chave:
Brasil,
Dilma Rousseff,
eleições,
José Serra
2010-10-07
Manifesto pró-Dilma dos professores e pesquisadores de filosofia
Manifesto
Professores e Pesquisadores de Filosofia apoiam Dilma Rousseff para a Presidência da República
Professores e pesquisadores de Filosofia, abaixo assinados, manifestamos nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Seguem-se nossas razões.
Os valores de nossa Constituição exigem compromisso e responsabilidade por parte dos representantes políticos e dos intelectuais
Nesta semana completam-se vinte e dois anos de promulgação da Constituição Federal. Embora marcada por contradições de uma sociedade que recém começava a acordar da longa noite do arbítrio, ela logrou afirmar valores que animam sonhos generosos com o futuro de nosso país. Entre os objetivos da República Federativa do Brasil estão “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, “garantir o desenvolvimento nacional”, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.
A vitalidade de nossa República depende do efetivo compromisso com tais objetivos, para além da mera adesão verbal. Por parte de nossos representantes, ele deve traduzir-se em projetos claros e ações efetivas, sujeitos à responsabilização política pelos cidadãos. Dos intelectuais, espera-se o exame racionalmente responsável desses projetos e ações.
Os oito anos de governo Lula constituíram um formidável movimento na direção desses objetivos. Reconheça-se o papel do governo anterior na conquista de relativa estabilidade econômica. Ao atual governo, porém, deve-se tributar o feito inédito de conciliar crescimento da economia, controle da inflação e significativo desenvolvimento social. Nesses oito anos, a pobreza foi reduzida em mais de 40%; mais de 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média; a desigualdade de renda sofreu uma queda palpável. Não se tratou de um efeito natural e inevitável da estabilidade econômica. Trata-se do resultado de políticas públicas resolutamente implementadas pelo atual governo – as quais não se limitam ao Bolsa Família, mas têm nesse programa seu carro-chefe.
Tais políticas assinalam o compromisso do governo Lula com a realização dos objetivos de nossa República. Como ministra, Dilma Rousseff exerceu um papel central no sucesso dessa gestão. Cremos que sua chegada à Presidência representará a continuidade, aprofundamento e aperfeiçoamento do combate à pobreza e à desigualdade que marcou os últimos oito anos.
Há razões para duvidar que um eventual governo José Serra ofereça os mesmos prospectos. É notório o desprezo com que os programas sociais do atual governo – em particular o Bolsa Família – foram inicialmente recebidos pelos atores da coligação que sustenta o candidato. Frente ao sucesso de tais programas, José Serra vem agora verbalizar sua adesão a eles, quando não arroga para si sua primeira concepção. Não tendo ainda, passado o primeiro turno, apresentado um programa de governo, ele nos lança toda sorte de promessas – algumas das quais em franco contraste com sua gestão como governador de São Paulo – sem esclarecer como concretizá-las. O caráter errático de sua campanha justifica ceticismo quanto à consistência de seus compromissos. Seu discurso pautado por conveniências eleitorais indica aversão à responsabilidade que se espera de nossos representantes. Ironicamente, os intelectuais associados ao seu projeto político costumam tachar o governo Lula e a candidatura Dilma de populistas.
O compromisso com a inclusão social é um compromisso com a democracia
A despeito da súbita conversão da oposição às políticas sociais do atual governo, ainda ecoam entre nós os chavões disseminados por ela sobre os programas de transferência de renda implementados nos últimos anos: eles consistiriam em mera esmola assistencialista desprovida de mecanismos que possibilitem a autonomia de seus beneficiários; mais grave, constituiriam instrumento de controle populista sobre as massas pobres, visando à perpetuação no poder do PT e de seus aliados. Tais chavões repousam sobre um equívoco de direito e de fato.
A história da democracia, desde seus primeiros momentos na pólis ateniense, é a história da progressiva incorporação à comunidade política dos que outrora se viam destituídos de voz nos processos decisórios coletivos. Que tal incorporação se mostre efetiva pressupõe que os cidadãos disponham das condições materiais básicas para seu reconhecimento como tais. A cidadania exige o que Kant caracterizou como independência: o cidadão deve ser “seu próprio senhor (sui iuris)”, por conseguinte possuir “alguma propriedade (e qualquer habilidade, ofício, arte ou ciência pode contar como propriedade) que lhe possibilite o sustento”. Nossa Constituição vai ao encontro dessa exigência ao reservar um capítulo aos direitos sociais.
Os programas de transferência de renda implementados pelo governo não apenas ajudaram a proteger o país da crise econômica mundial – por induzirem o crescimento do mercado interno –, mas fortaleceram nossa democracia ao criar bases concretas para a cidadania de milhões de brasileiros. Se atentarmos ao seu formato institucional, veremos que eles proporcionam condições para a progressiva autonomia de seus beneficiários, ao invés de prendê-los em um círculo de dependência. Que mulheres e homens beneficiados por tais programas confiram seus votos às forças que lutaram por implementá-los não deve surpreender ninguém – trata-se, afinal, da lógica mesma da governança democrática. Senhoras e senhores de seu destino, porém, sua relação com tais forças será propriamente política, não mais a subserviência em que os confinavam as oligarquias.
As liberdades públicas devem ser protegidas, em particular de seus paladinos de ocasião
Nos últimos oito anos – mas especialmente neste ano eleitoral – assistiu-se à reiterada acusação, por parte de alguns intelectuais e da grande imprensa, de que o presidente Lula e seu governo atentam contra as liberdades públicas. É verdade que não há governo cujos quadros estejam inteiramente imunes às tentações do abuso de poder; é justamente esse fato que informa o desenvolvimento dos sistemas de freios e contrapesos do moderno Estado de Direito. Todavia, à parte episódios singulares – seguidos das sanções e reparos cabíveis –, um olhar sóbrio sobre o nosso país não terá dificuldade em ver que o governo tem zelado pelas garantias fundamentais previstas na Constituição e respeitado a independência das instituições encarregadas de protegê-las, como o Ministério Público, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal.
Diante disso, foi com desgosto e preocupação que vimos personalidades e intelectuais ilustres de nosso país assinarem, há duas semanas, um autointitulado “Manifesto em Defesa da Democracia”, em que acusam o governo de tramas para “solapar o regime democrático”. À conveniência da candidatura oposicionista, inventam uma nova regra de conduta presidencial: o Presidente da República deve abster-se, em qualquer contexto, de fazer política ou apoiar candidaturas. Ironicamente, observada tal regra seria impossível a reeleição para o executivo federal – instituto criado durante o governo anterior, não sem sombra de casuísmo, em circunstâncias que não mereceram o alarme da maioria de seus signatários.
Grandes veículos de comunicação sistematicamente alardeiam que o governo Lula e a candidatura Dilma representam uma ameaça à liberdade de imprensa, enquanto se notabilizam por uma cobertura militante e nem sempre responsável da atual campanha presidencial. As críticas do Presidente à grande imprensa não exigem adesão, mas tampouco atentam contra o regime democrático, em que o Presidente goza dos mesmos direitos de todo cidadão, na forma da lei. Propostas de aperfeiçoamento dos marcos legais do setor devem ser examinadas com racionalidade, a exemplo do que tem acontecido em países como a França e a Inglaterra.
Se durante a campanha do primeiro turno houve um episódio a ameaçar a liberdade de imprensa no Brasil, terá sido o estranho requerimento da Dra. Sandra Cureau, vice-procuradora-geral Eleitoral, à revista Carta Capital. De efeito intimidativo e duvidoso lastro legal, o episódio não recebeu atenção dos grandes veículos de comunicação do país, tampouco ensejou a mobilização cívica daqueles que, poucos dias antes, publicavam um manifesto contra supostas ameaças do Presidente à democracia brasileira. O zelo pelas liberdades públicas não admite dois pesos e duas medidas. Quando a evocação das garantias fundamentais se vê aliciada pelo vale-tudo eleitoral, a Constituição é rebaixada à mera retórica.
Estamos convictos de que Dilma Rousseff, se eleita, saberá proteger as liberdades públicas. Comprometidos com a defesa dessas liberdades, recomendamos o voto nela.
Em defesa do Estado laico e do respeito à diversidade de orientações espirituais, contra a instrumentalização política do discurso religioso
A Constituição Federal é suficientemente clara na afirmação do caráter laico do Estado brasileiro. É garantida aos cidadãos brasileiros a liberdade de crença e consciência, não se admitindo que identidades religiosas se imponham como condição do exercício de direitos e do respeito à dignidade fundamental de cada um. Isso não significa que a religiosidade deva ser excluída da cena pública; exige, porém, intransigência com os que pregam o ódio e a intolerância em nome de uma orientação espiritual particular.
É, pois, com preocupação que testemunhamos a instrumentalização do discurso religioso na presente corrida presidencial. Em particular, deploramos a guarida de templos ao proselitismo a favor ou contra esta ou aquela candidatura – em clara afronta à legislação eleitoral. Dilma Rousseff, em particular, tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto e a liberdade de manifestação religiosa. Conclamamos ambos os candidatos ora em disputa a não cederem às intimidações dos intolerantes. Temos confiança de que um eventual governo Dilma Rousseff preservará o caráter laico do Estado brasileiro e conduzirá adequadamente a discussão de temas que, embora sensíveis a religiosidades particulares, são de notório interesse público.
O compromisso com a expansão e qualificação da universidade é condição da construção de um país próspero, justo e com desenvolvimento sustentável
É incontroverso que a prosperidade de um país se deixa medir pela qualidade e pelo grau de universalização da educação de suas crianças e de seus jovens. O Brasil tem muito por fazer nesse sentido, uma tarefa de gerações. O atual governo tem dado passos na direção certa. Programas de transferência de renda condicionam benefícios a famílias à manutenção de suas crianças na escola, diminuindo a evasão no ensino fundamental. A criação e ampliação de escolas técnicas e institutos federais têm proporcionado o aumento de vagas públicas no ensino médio. Programas como o PRODOCENCIA e o PARFOR atendem à capacitação de professores em ambos os níveis.
Em poucas áreas da governança o contraste entre a administração atual e a anterior é tão flagrante quanto nas políticas para o ensino superior e a pesquisa científica e tecnológica associadas. Durante os oito anos do governo anterior, não se criou uma nova universidade federal sequer; os equipamentos das universidades federais viram-se em vergonhosa penúria; as verbas de pesquisa estiveram constantemente à mercê de contingenciamentos; o arrocho salarial, aliado à falta de perspectivas e reconhecimento, favoreceu a aposentaria precoce de inúmeros docentes, sem a realização de concursos públicos para a reposição satisfatória de professores. O consórcio partidário que cerca a candidatura José Serra – o mesmo que deu guarida ao governo anterior – deve explicar por que e como não reeditará essa situação.
O atual governo tem agido não apenas para a recuperação do ensino superior e da pesquisa universitária, após anos de sucateamento, como tem implementado políticas para sua expansão e qualificação – com resultados já reconhecidos pela comunidade científica internacional. O PROUNI – atacado por um dos partidos da coligação de José Serra – possibilitou o acesso à universidade para mais de 700.000 brasileiros de baixa renda. Através do REUNI, as universidades federais têm assistido a um grande crescimento na infraestrutura e na contratação, mediante concurso público, de docentes qualificados. Programas de fomento, levados a cabo pelo CNPq e pela CAPES, têm proporcionado um sensível aumento da pesquisa em ciência e tecnologia, premissa central para o desenvolvimento do país. Foram criadas 14 novas universidades federais, testemunhando-se a interiorização do ensino superior no Brasil, levando o conhecimento às regiões mais pobres, menos desenvolvidas e mais necessitadas de apoio do Estado.
Ademais, deve-se frisar que não há possibilidade de desenvolvimento sustentável e preservação de nossa biodiversidade – temas cujo protagonismo na atual campanha deve-se à contribuição de Marina Silva – sem investimentos pesados em ciência e tecnologia. Não se pode esperar que a iniciativa privada satisfaça inteiramente essa demanda. O papel do Estado como indutor da pesquisa científica é indispensável, exigindo um compromisso que se traduza em políticas públicas concretas. A ausência de projetos claros e consistentes da candidatura oposicionista, a par do lamentável retrospecto do governo anterior nessa área, motiva receios quanto ao futuro do ensino superior e do conhecimento científico no Brasil – e, com eles, da proteção de nosso meio-ambiente – no caso da vitória de José Serra. A perspectiva de continuidade e aperfeiçoamento das políticas do governo Lula para o ensino e a pesquisa universitários motiva nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff.
Por essas razões, apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Para o povo brasileiro continuar em sua jornada de reencontro consigo mesmo. Para o Brasil continuar mudando!
06 de outubro de 2010O manifesto reproduzido acima se encontra aqui, e a lista dos que o subscrevem está aqui.
Palavras-chave:
Brasil,
Dilma Rousseff,
filosofia,
manifestos
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