2010-09-27

Umas coisinhas que não sairão na velha mídia



O candidato José Serra acaba de ser denunciado por calúnia e difamação eleitoral. O motivo foram as afirmações caluniosas contra o PT no último dia 22 de julho, quando disse que o partido é ligado às Farc. Talvez o candidato Serra não saiba, ou não lembre, que no Brasil há leis. Ele acusou, e por isso tem o ônus de provar o que disse.

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O festival de distorções eleitoreiras de informações na velha mídia continua, como sempre em favor do seu candidato, José Serra, e do seu partido, o PSDB. A candidata Marina acusou o candidato Serra de intimidar jornalistas. Mas não foi isso o que a Folha noticiou. Ao invés, noticiaram que Marina acusou Serra e Lula de intimidar jornalistas.

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Não espere para ver na velha mídia sobre a investigação de fraude milionária da merenda escolar na administração de Beto Richa, do PSDB do Paraná. Também não espere ver na velha mídia que Beto Richa pediu e conseguiu a censura da revista Isto É no estado do Paraná.

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Te mete! Pro jornal inglês The independent, Dilma será a mulher mais poderosa do mundo!

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Apesar da direita brasileira ter, em geral, uma grosseira inspiração em Sarah Palin e quetais do GOP estadunidense, o Brasil tem ao menos um conservador de respeito, o Cláudio Lembo.

2010-09-24

Os pingos nos iis de La Vieja Bruja sobre liberdade de expressão e denúncias vazias

A velha mídia histericou mais uma vez. Como soi acontecer em tais oportunidades, confunde seus desejos com a realidade. O quadro que se repete agora é bem conhecido de quem participou da batalha de 2006, na qual a blogosfera trouxe ao público informações ocultadas ou distorcidas pela velha mídia. Sendo mais do mesmo, dá um certo cansaço, mas também nos leva a agir, pois nos põe a pensar coisas como:

Tá na hora de caminhar pelas ruas do BomFim, comprar pão e pensar que a inteligência vai vencer as sombras e o ódio. De novo.

Isto é, tá na hora de usar argumentos e a razão, pois eles ocupam bem os espaços que a emoção do ódio ocupa tão mal. No quadro em tela, a histericagem é dizer que há alguma ameaça à democracia no ar, e o banho frio de realidade é colocar os pingos nos iis, avaliando a situação de maneira objetiva. É o que La Vieja Bruja fez, mais uma vez, com a competência que já mostrou em 2006. E antes. E depois. Eis seu texto, com meus comentários perturbando a leitura:
Há uma tênue e hipócrita linha separando o editorial de hoje [ontem] do Estado de São Paulo (“O desmanche da democracia”) da cobertura jornalística do “Manifesto pela democracia” (“Após ataques de Lula, juristas lançam ‘Manifesto em Defesa da Democracia’”), ato público realizado ontem, 22, em São Paulo, SP, por intelectuais, juristas, jornalistas e políticos tucanos.
Ainda bem.
Muito embora um “manifesto pela democracia” que condene o direito de um Presidente da República de expressar sua opinião acerca do comportamento da mídia esteja fadado à contradição – o que deve ser atacado é a verdade ou falsidade de suas opiniões, e não seu direito de as externar -, é ótimo que uma linha editorial qualquer assuma abertamente uma posição ideológica no debate público nacional.
La Bruja está nos fazendo ver o esdrúxulo, o contraditório nas ações, ou performativo, da manifestação do Estadão. O jornal louva uma manifestação que se diz pró-democracia. No entanto, e isto é oximorônico, o ato é contra a manifestação de uma opinião! Ora, isto é bizarro, pois qualquer liberal xumbrega, como eu, sabe muito bem que está ok atacar, isto é discutir, os argumentos apresentados, mas não se ataca a manifestação de uma opinião, ou argumento, por si só!

Ainda assim, apesar do bizarro da situação, para La Vieja é um ganho que o Estadão esteja abrindo sua posição ideológica - ainda que de maneira tímida, e, no fundo, ainda de dentro de um armário que não engana a mais ninguém, a não ser à velha mídia ela mesma, no seu armário (mas armários são assim mesmo)... Como o Lula sugere: é hora da imprensa assumir, de maneira categórica, que tem candidato e partido. Veja o vídeo.

A meu ver, isto não é suficiente. O Estadão e o resto da velha mídia ainda estão no armário, apesar de agora só se enganarem a si mesmos, já que todo o mundo já sabe que as organizações Globo, o Estadão e a Folha defendem o candidato Serra, e defendem os interesses do PSDB. É preciso que essa velha mídia saia do armário de maneira clara e explícita, para seu próprio bem, pois essa neurose é cansativa, tem seus tiques repetitivos, e virou mero autoengano. Chega. Basta. Digam claramente que defendem o Serra, e ganhem um pouco do nosso respeito.

Seja como for, o ponto de La Vieja é que o alinhamento do Estadão com uma posição política é um ganho, apesar do bizarro de ser uma posição política que se diz democrática, mas ataca uma manifestação política, ao invés do seu conteúdo veritativo. La Bruja continua:
Mesmo que falacioso – “(…) É claro que o que move o inventor da sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, é o medo de que a sequência de denúncias – todas elas com foros de verdade, tanto que já provocaram quatro demissões na Pasta, entre elas a da própria Erenice – impeça, na 25.ª hora, a eleição de Dilma no primeiro turno (…)” – e esperançosamente desesperado – “(…) Mas a tal ponto avançou o rolo compressor do liberticídio que diversos setores da sociedade resolveram se unir para dizer “alto lá”. Intelectuais, juristas, profissionais liberais, artistas, empresários e líderes comunitários – todos eles figuras de projeção – lançaram ontem em São Paulo um “manifesto em defesa da democracia”, que poderá ser o embrião de um movimento da cidadania contra o desmanche da democracia brasileira comandado por um presidente da República que acha que é tudo – até a opinião pública – e que tudo pode (…)” –, o editorial do Estadão assume, definitivamente, o discurso da candidatura oposicionista à sucessão presidencial, fato inédito nas mais recentes disputas eleitorais nacionais.
Com a paciência que é preciso ter ante a falácia, La Bruja mostra que os argumentos do Estadão são fracos. Muito fracos. Para o Estadão, a verdade de uma denúncia é medida pelas suas consequências. Ora, mas assim sendo, você prova a verdade de uma acusação falsa quando, por exemplo, você destroi a vida social de um pai de família inocente, acusando-o do estupro de uma criança, e assim fazendo-o mudar de emprego ou cidade, ou ser linchado. Se assim fosse, então a tortura seria um bom método de investigação, pois traz como consequência a confissão. Mas não é assim que se estabelece a verdade de uma denúncia. É preciso provas. Ou, ao menos, não é assim que as coisas devem ser feitas em Estados civilizados. Para não falar de Estados democráticos.

Ainda assim, esta falácia é comemorável, pois é louvável, por si só, que um jornal possa se alinhar a um partido oposicionista. Eu concordo. La Vieja continua:
Antes dessa revelação, os mais importates veículos impressos nacionais – o próprio Estadão, a Folha de São Paulo, o Globo, a Zero Hora, dentre outros –, bem como a mais importante rede de televisão – a Globo -, contentavam-se em repetir o velho, surrado e já senil mantra da imprensa nacional dita “livre”, segundo o qual toda crítica à liberdade de imprensa é, na melhor das hipóteses, uma desfaçatez, um mal-disfarçado ataque à democracia.
Graças, porém, ao amadurecimento de nossa democracia e de nosso republicanismo, que muito deve à garantia da liberdade de opinião sob a qual se vive no governo Lula, veículos de comunicação podem externar sua opinião sobre os rumos sucessórios às claras, bem ao contrário do que acontecia sob os anos de chumbo, quando alguns deles eram obrigados, por forças ocultas, a emprestar seus veículos – não os de comunicação, a bem da verdade – às patrulhas urbanas da força fascista que tripudiava sobre a democracia.
Hoje, no entanto, não há força oculta que proíba o Estadão de desqualificar um Presidente da República, a fim de rebater sua tese de que a imprensa tem apresentado denúncias sem provas. Furioso, corrupto, baixo, antidemocrático, cínico, autoritário e antiético foram os argumentos apresentados pelo Estado de São Paulo, numa tentativa surreal de vender à opinião pública a tese de que toda crítica à atuação da imprensa é uma crítica aos alicerces mesmos da democracia.
O ponto de La Vieja é que hoje, no governo Lula, e também nos governos imediatamente anteriores, temos a esplêndida situação na qual jornais podem falar o que quiserem do presidente, adjetivando à vontade. Isto é louvável, pois não era assim no passado da ditadura. A situação é tão aberta que os jornais podem, até mesmo, chamar a ditadura de "ditabranda", o que vai contra os fatos, mas ainda assim pode ser dito.

Sendo assim, temos que nos alegrar, pois vivemos em uma sociedade na qual os jornais são livres para se opor ao partido situacionista, ainda que usualmente tenham vergonha de admitir que são oposição. Nossa velha mídia é livre para se alinhar ao candidato oposicionista, ainda que não o assuma abertamente.

Mas, é claro, há algo que permanece bizarro: é louvável que vivamos em uma situação na qual temos ampla liberdade de imprensa, mas é reprovável, por ser oximorônico, que ao mesmo tempo se ataque pessoas por apresentarem opiniões e argumentos:
Ora, justamente ao contrário, desqualificar quem apresenta argumentos fundamentados é que é solapar a democracia. Embora não haja prova de que Erenice Guerra não tenha traficado influência a fim de beneficiar x ou y, também não há prova, além do testemunho de um suposto empresário – e convém ter em mente que, nesse caso, estamos tratando da palavra de uma pessoa contra outra -, de que tenha usado sua proximidade com Dilma Rousseff a fim de se locupletar, e muito menos de que a candidata petista à sucessão presidencial tenha sido sua cúmplice.
Portanto, sustentar que a imprensa tem apresentado denúncias sem provas não representa nenhuma ameaça à democracia, e muito menos seu “desmanche”.
O ponto é que muitos e muitos estão dizendo, desde antes de 2006, que a imprensa apresenta denúncias sem provas, e o faz, de maneira casuísta e oportunista, para beneficiar seus candidatos e partidos. E, muitas vezes, quem fez tais acusações apresentou as provas do que diz. Ora, sendo assim, é claro que tais críticos da imprensa não estão atacando a imprensa ou a liberdade de imprensa. O que se faz, em tais ditos, é argumentar em favor da tese da parcialidade da imprensa a partir de provas, e isso está ok. Cabe responder aos argumentos de tais críticos, não atacar suas pessoas, ou suas instituições. E cabe tratar argumentos como argumentos, não como ameaças às instituições, pois instituições sólidas e civilizadas têm como base nada mais, nada menos do que argumentos.

Quanto às denúncias vazias, isto é carentes de provas, elas são um problema. Primeiro, porque é abusivo tomar a consequência de uma denúncia vazia pela demonstração da sua verdade. Segundo, porque é perverso:
Como se prova inocência quando se é acusado de corrupção por uma única testemunha? Nao se prova. O ônus cabe a quem acusa e através dos caminhos competentes para tanto.
Resta a juristas, intelectuais, jornalistas, políticos tucanos e à mídia preocupada com a democracia, portanto, apresentarem provas suficientes do envolvimento de Dilma Rousseff no suposto tráfico de influência supostamente praticado por Erenice Guerra e familiares. E, mais ainda, apresentar provas suficientes do envolvimento da própria Erenice no referido esquema.
Pois é. Na boa, os tais intelectuais cansados e indignados deveriam refletir um pouco, dado que são... intelectuais! Que tal se indignarem com as denúncias vazias? Um bom motivo para isso é o fato delas não serem bem-vindas em sociedades civilizadas. E que tal se indignarem contra protestos contra manifestações de opiniões? Um bom motivo para isso é que o direito à opinião deve ser livre, estando aberto o direito, e por vezes o dever, de se mostrar que uma opinião é verdadeira, ou falsa.

Note que, se o direito à opinião é livre, então o direito à denúncia vazia é livre. No entanto, se uma denúncia vazia traz dano a alguém, como no caso do inocente acusado de estupro, então é preciso que o denunciante repare o dano, de maneira exemplar, pois isto é muito grave. E, obviamente, ainda que qualquer um possa apresentar qualquer denúncia vazia, daí não segue que qualquer um deve esperar que qualquer pessoa deva sofrer as consequências de quaisquer denúncias. Obviamente, em sociedades civilizadas, as pessoas e instituições só devem sofrer as consequências das denúncias sólidas, isto é das denúncias acompanhadas das provas suficientes e adequadas. E, de maneira igualmente óbvia, a credibilidade de um falante ou meio de comunicação é inversamente proporcional à quantidade de denúncias vazias apresentadas. Portanto, ainda que cada um possa denunciar vacuamente o quanto queira, desse tipo de comportamento segue a perda da credibilidade, não o contrário.
Enquanto tais provas não aparecem, a vantagem é toda do presidente Lula, pois afirmar que setores da mídia inventam estórias quando não apresentam provas de acusações que fazem é dizer a verdade.
Nada mais do que a verdade.
Pois é.

2010-09-21

A evolução dos santinhos tucanos

Vejam que maravilha este santinho de um candidato a deputado estadual do PSDB do Ceará.

Primeiro vai seu número 45blablablá.

Em segundo o número de um peemedebista.

Em terceiro o número do Jereissati.

Em quarto o número do candidato a governador do PSB.

Em quinto, o 13 da Dilma!

Lindo, né? E evoluído.

É, evoluído, pois na eleição passada a oposição chegou a "errar" o número 13, do Lula, colocando o número do Alckmin ao lado do nome do Lula.

Agora as bases da oposição estão com o 13, sem erro.

(Valeu, Danilo!)

2010-09-19

Lula e del Toro



Logo depois de falar à multidão, cansado e emocionado, Lula desceu uma pequena rampa para compartilhar alguns momentos com o ilustre convidado, presenciados com exclusividade por Opera Mundi. Del Toro estendeu a mão, algo formal, mas logo recebeu um abraço apertado. 
....
Com timidez, pediu ao presidente que autografasse seu boné. Lula sorriu e atendeu o pedido, em uma cena inusitada. 

Do Opera Mundi

Marcos Coimbra, do Vox Populi, judiando

Não há ninguém tão dependente da opinião do jornalista tucano quanto o político tucano. Parece que acorda de manhã ansioso para saber o que colunistas e comentaristas tucanos (ou que, simplesmente, não gostam de Lula e do governo) escreveram. Sabe-se lá o motivo, os tucanos da política acham que os tucanos da imprensa são ótimos analistas. São, provavelmente, os únicos que acham isso.
Na Carta Capital.

2010-09-17

Quatro meses pra sair do buraco, por Edgar Vasques

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No Sul 21.

A hora do pé quente, cabeça fria

Sabe, os últimos grandes defensores da candidatura Serra despirocaram, e tão usando seus jornais, revistas e TVs pra mostram o quanto podem descer, fenômeno notado até mesmo fora do país. Nessa hora, os defensores da candidatura Dilma precisam manter a calma, pois a catarse porca -- porcatarse? -- da imprensa serrista vai continuar, para espanto da população que ri desse tipo de piti.

Agora é hora de tranquilidade budista e determinação muçulmana, como diz meu amigo Fonceqa. Ok, os serristas mais estridentes não tem espinha nem nervo ante a derrota que desponta no horizonte. Mas nós não temos nenhum motivo para ficar assim. Ao contrário, é hora de jubilo, mas sem salto alto. É hora de simplesmente se manter ao lado da população que escolhe continuar tendo emprego e esperança de um futuro tranquilo e próspero.

É hora de deixar no ar um "menos" para quem não é serrista, mas tá despirocando por contágio. E também de rir, com inteligência, dos çábios serristas.

Enfim, o lance é o seguinte. O mundo tá em crise, mas o Brasil tá tranquilo. Pelo jeito vamos acabar com a pobreza logo, quiçá em 2016. Os filhos dos nossos vizinhos pobres estão trabalhando nas lojas e padarias, mas também estão na facul, por causa do ProUni. Batemos recordes de geração de emprego. Tudo isso é ótimo para todos, pobres e ricos, ricos e pobres. Tudo o que precisamos é querer continuar isso. Ao que vemos, o povo quer. Então basta pé quente, cabeça fria. Numa boa. Na maior.

Benicio veste o boné


O ator de Hollywood Benicio del Toro veste acessório fashion durante visita a uma escola do MST.

2010-09-16

A frase memorável do candidato Serra


O Fonceqa disse, e eu concordo:
«Esta, enfim, parece ser a frase com que lembraremos de Serra nestas eleições: "Faz de conta que eu não vim".»
Agora, fico imaginando: se afastaram o Da Costa da campanha para evitar trapalhadas, o que vão fazer com o pateta-mor? Escondê-lo até o dia 3 de outubro?

A história de fundo você vê aqui, o desenrolar dos fatos em #SerraDeuPiti, um dos hits do Twitter.

2010-09-15

O piti de Serra - Márcia Peltier teve que passiflorinar


Atualização, 21h05 - #SerraDeuPiti tá em quarto lugar nos Trending Topics do Brasil. A imagem acima vem daqui, via @Lele_BA.

Atualização, 18h56 -

Sem brincadeira nenhuma, é a humilhação das humilhações, o fundo do poço da candidatura tucana ao Planalto. Patético, triste, ridículo, covarde, paranoide!

Como o Terra noticia, a palavra-chave #SerraDeuPiti se alastra pelo Twitter, perigando se tornar um TrendingTopic (TT, uma expressão comumente usada nas conversas) em pouco tempo.

As pessoas também tão rindo horrores do dito «Faz de conta que eu não vim», e usando a palavra-chave #fazdecontaqueeunaovim. Como diz @vanessalampert,

«@joseserra_ Pode deixar, vamos fazer de conta que você não veio e votaremos na Dilma. #fazdecontaqueeunaovim #Serradeupiti».
(((Início do post original)))

Muito, muito patético o piti do Serra na gravação do programa da Márcia Peltier. Do Terra:
Em gravação do programa Jogo do Poder, da CNT, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, se irritou com perguntas sobre a quebra de sigilos de tucanos e pesquisas e ameaçou deixar a entrevista.
....
Márcia tentou contemporizar, mas não conseguiu acalmá-lo. "A candidata do PT virá aqui?", perguntou. Após a afirmativa de Márcia, ele retrucou: "então, pergunta para ela".
"Agora nós vamos falar sobre programas", tentou prosseguir a apresentadora. Neste momento, Serra levantou-se e ameaçou sair do estúdio. Tentando arrumar o fio do microfone, disse: "eu não vou dar essa entrevista, você me desculpa".
Márcia insistiu dizendo que eles falariam de programa de governo, mas ele se manteve firme. "Faz de conta que eu não vim". "Mas porquê, candidato?", disse, ainda sentada. "Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério. (...) Apaga aqui". "O que o senhor quer que apague?", perguntou Márcia. "Apague a TV pra gente conversar".
Márcia pediu que as câmeras fossem desligadas e as luzes do estúdio apagadas, mas Serra continuou falando: "porque isso aqui está parecendo montado". "Montado para quem? Aqui não tem isso", defendeu a jornalista.
Preparadíssimo o candidato da oposição, hein? Super equilibrado. Pobre da Márcia Peltier, tentando passiflorinar o cara.

Via Tijolaço.

A quem interessa uma Carta Capital invisível?

Enquanto o governo mete-se em mais uma guerra de informações com a Veja e seus veículos co-irmãos, nem uma palha foi mexida para se averiguar a história das Verônicas S. e D., metidas que estão numa cabeludíssima denúncia de quebra de sigilo bancário, justamente quando uma delas, a filha de Serra, posava de vítima de quebra de sigilo fiscal por funcionários da Receita acusados de estar a serviço da campanha de Dilma Rousseff. Nem o Ministério da Justiça, nem a Polícia Federal, nem a CGU, nem Banco Central tomaram qualquer providência a respeito. Nenhum líder governista no Congresso deu as caras para convocar os suspeitos de terem facilitado a vida das Verônicas – os tucanos Pedro Malan e Armínio Fraga, por exemplo. Nada, nada.

Então, quando me perguntam o porquê de não haver repercussão das matérias da CartaCapital na velha mídia, eu respondo com facilidade: é proibido. Ponto final. Agora, se me perguntarem por que o governo, aliás, sistematicamente acusado de ter na Carta um veículo de apoio servil, não faz nada para apurar a história da quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, eu digo: não faço a menor idéia.

Notícias, provas e campanhas

Baita texto do Marcos Rolim:
Mas em meio ao alarido nacional sobre a Receita – que retirou da pauta qualquer tema programático – eclodiu o escândalo da espionagem política no RS. Um dos operadores – que assessorava a governadora - está preso e o Ministério Público, tanto quanto se sabe, possui indícios comprometedores. Felizmente, o tema não foi até agora politizado pela oposição e não houve quem tivesse, de forma irresponsável, solicitado ao TRE a impugnação de qualquer candidatura.

Nos dois casos estamos lidando com práticas criminosas. Em ambos não há provas contra os governantes ou contra seus respectivos partidos. Tudo o que se disser, por enquanto, na tentativa de responsabilizar partidos ou candidatos é especulação; quando não tentativa ilegítima de auferir benefícios eleitorais. Pena que na disputa para a presidência, a maior parte da imprensa nacional e dos chamados “formadores de opinião” tenha resolvido fazer campanha, ao invés de cobri-la.

2010-09-14

Santa lógica!

O Idelber traz ao debate os abusos de argumentos falaciosos contra as pessoas oponentes, perpretados por alguns jornalistas famosos.

Caso pra sentir #vergonhalheia pelos carinhas, pois estão argumentando de maneira viciosa.

Fica feio para os jornalões, pois até têm revisores de português, mas deixam passar argumentos com erros grosseiros do ponto de vista da prática do bom debate.

Ou seja, nesses casos os jornalões até revisam a forma do texto, mas publicam um conteúdo que é pura meleca do ponto de vista lógico. Rico material para o estudo das falácias, tal como a falácia do argumento ad hominem.

2010-09-13

Aparecem emails de espionagem no governo Yeda

Da Carta Capital:
A cada dia que passa, mais provas surgem incriminando o círculo próximo da governadora do RS, Yeda Crusius, a atividades ilegais dentro do seu gabinete. CartaCapital teve acesso a emails que comprovam a participação direta do ex-chefe de gabinete Ricardo Lied na utilização do escritório de espionagem que virou a Casa Militar do Estado.

As mensagens a seguir são de setembro de 2008 e mostram como Lied solicitou – e foi atendido – que oficiais da Inteligência do Estado utilizassem o Sistema de Consultas Integradas para bisbilhotar informações policiais do ex-deputado estadual Luis Fernando Schmidt (PT), na época candidato à prefeitura da cidade de Lajeado, e adversário político do primo do chefe de gabinete, Márcio Klaus (PSDB).

2010-09-11

Talvez isso pudesse ser chamado de desinvestigação

Pois é, no Brasil só menores de 11 anos imaginariam que para fazer reportagem primeiro se busca evidências, para depois apresentar conclusões. Aqui é exatamente o contrário, nas redações dos grandes jornais, revistas e TVs:
Qualquer brasileiro minimamente informado já viu esse filme, como vê novamente com a história da vez, envolvendo a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Não existe nenhuma preocupação com sutileza. Se o alvo é Lula, vão em cima de sua família e principais auxiliares. Se o alvo é Dilma, ninguém mais próxima no governo que a sua sucessora, com quem trabalhava diretamente antes de se candidatar à Presidência da República.

Darcy Ribeiro sobre os filósofos

Esses meus colegas têm um irresistível pendor barbarológico e um apego a toda conduta desviante e bizarra. Dedicam seu parco talento a quanto tema bizarro lhes caia em mãos, negando-se sempre, aparvalhados, a usar suas forças para entender a nós mesmos ....
-- no prefácio de O povo brasileiro, leitura apropriada para um 11 de setembro

Leandro Fortes faz jornalismo de verdade

Ora vejam, em meio à mixórdia jornalística dos grandes jornais e TVs, o jornalista Leandro Fortes faz uma das matérias do ano, ao mostrar que o site Decidir.com, da filha do Serra e da mulher do Daniel "Mendes" Dantas, ambas "Verônica", quebrou o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros. Diz Brizola Neto, sobre o assunto:
no caso de 2001, relatado por Carta Capital, todos os brasileiros com conta corrente ativa ficaram com seus dados bancarios abertos na internet por cerca de 20 dias.

O site responsável pelo crime chamava-se Decidir.com e estava registrado em Miami em nome de seis sócios, entre eles Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, posteriormente envolvido até o pescoço na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
Não que isso não fosse sabido. É que tinha jornalista mixó se fazendo de loco. Daí o valor da matéria do Leandro Fortes na Carta Capital.

Aliás, até mesmo o "escândalo" da hora é coisa antiga, mas tem político mixó se fazendo de loco.

Aliás, as relações "de família", "carnais" de Serra com Dantas, de conhecimento público, são motivo para ficarmos espertos. O caso da Decidir.com é exemplar:
A Decidir.com se apresentava em seu site como um espaço de informações para os interessados em se tornar um fornecedor do Estado brasileiro. No mínimo, havia um conflito de interesses pela participação nessa empresa da filha de um ministro de Estado, cuja pasta tinha grande relação com fornecedores.

A empresa se desfez no ano seguinte, e em 2008, após a Operação Satiagraha, Verônica Serra negou conhecer Verônica Dantas.
Aliás, Dantas, que Dantas?

Dantas, o Daniel, é o cara que FHC acha brilhante, enquanto Lula acha um escroque.

Dantas é o cara que fez certas redações não muito certas acusarem a polícia por fazer seu trabalho policial.

Dantas é o cara que corrompia vários jornalistas e juízes, segundo indícios.

Dantas é o cara que, fosse preso, poderia motivar uma edição presos e presídios da revista Caras. Eu compraria.

Enfim, como bem sabemos, Dantas é aquele cara que sai da cadeia com seu STF Express, após ser pego em flagrante tentando corromper policial que estava indo prendê-lo por outros casos escabrosos, os quais deveriam sair no Wikileaks -- o HD do Dantas tinha que estar lá! -- já que jornalista que investiga Dantas acaba condenado.

Então, bora lá comprar a Carta Capital, porque tem informação.

2010-09-09

Texto fundamental do Marcos Coimbra, presidente do Vox Populi

Abaixo, texto integral do Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi. É leitura fundamental.
O fato novo
Marcos Coimbra

Quem, nas duas últimas semanas, leu os colunistas dos “grandes jornais” (os três maiores de São Paulo e Rio) deve ter notado a insistência com que falaram (ou deixaram implícito) que as eleições presidenciais não estavam definidas. Contrariando o que as pesquisas mostravam (a avassaladora dianteira de Dilma), fizeram quase um coro de que “nada era definitivo”, pois fatos novos poderiam alterar o cenário.

Talvez imaginassem (desconfiassem, soubessem) que uma “bomba” iria explodir. Tão poderosa que mudaria tudo. De favorita inconteste, Dilma (quem sabe?) desmoronaria, viraria poeira.

Veio o fato novo: o “escândalo da Receita”. Durante dias, foi a única manchete dos três jornais. É muito? Certamente que sim, mas é pouco, em comparação ao auxílio luxuoso da principal emissora de televisão do país. Fazia tempo que um evento do mundo político não ganhava tanto destaque em seus telejornais. Houve noites em que recebeu mais de 10 minutos de cobertura (com direito a ser tratado com o tom circunspecto que seus apresentadores dedicam aos “assuntos graves”).

Hoje, passados 15 dias de quando “estourou” o “escândalo”, as pesquisas mostram que seu impacto foi nulo. A “bomba” esperada pelos que torciam pelo fato novo virou um traque.

Por mais que os “grandes” jornais tenham se esforçado para fazer do “escândalo da Receita” um divisor de águas, ele acabou sendo nada. Tudo continuou igual: Dilma lá na frente, Serra lá atrás.

Tivemos, nesses dias, uma espécie de dueto: um dia, essa imprensa publicava alguma coisa; no outro, a comunicação da campanha de Serra a amplificava, dando-lhe “tom emocional”. No terceiro, mais um “fato” era divulgado, alimentando a campanha com um novo conteúdo. E assim por diante.

Um bom exemplo: o “lado humano” da filha de Serra ser alvo dos malfeitores por trás do “escândalo”. Noticiado ontem, virou discurso de campanha no dia seguinte, com direito a tom lacrimejante: “Estão fazendo com a filha do Serra o mesmo que fizeram com a filha do Lula”.

Há várias razões para que a opinião pública tenha tratado com indiferença o “escândalo”. A primeira é que ele, simplesmente, não atingiu a imensa maioria do eleitorado, por lhe faltarem os ingredientes necessários a se tornar interessante. O mais óbvio: o que, exatamente, estava sendo imputado a Dilma na história toda? Se, há mais de ano, alguém violou o sigilo tributário de Verônica Serra e de outras pessoas ligadas ao PSDB, o que a candidata do PT tem a ver com isso? É culpa dela? Foi a seu mando? Em que sua candidatura se beneficiou?

A segunda razão tem a ver, provavelmente, com a dificuldade de convencer as pessoas que o episódio comprove o “aparelhamento do estado pelo PT” ou, nas palavras do candidato tucano, a “instrumentalização” do governo pelo partido. Será que é isso mesmo que ele revela?

Se a Receita Federal fosse “aparelhada” ou “instrumentalizada”, por que alguém, a mando do PT (ou da campanha), precisaria recorrer a um estratagema tão tosco? Por que se utilizaria dos serviços de um despachante, mancomunado com funcionários desonestos? Não seria muito mais rápido e barato acessar diretamente os dados de quem quer que seja?

Não se discute aqui se alguém quis montar um dossiê anti-Serra ou se ele chegou a existir. Sobre isso, sabemos duas coisas: 1) é prática corrente na política brasileira (e mundial) a busca de informações sobre adversários, que muitas vezes ultrapassa os limites legais; 2) o tal dossiê nunca foi usado. As vicissitudes da candidatura Serra ao longo da eleição não têm nada a ver com qualquer dossiê.

O próprio “escândalo” mostra que a Receita Federal possui sistemas que permitem constatar falhas de segurança, rastrear onde ocorrem e identificar responsáveis. É possível que, às vezes, alguém consiga driblá-los. No caso em apreço, não.

No mundo perfeito, a Receita é inexpugnável, não existem erros médicos na saúde pública, todos os professores são competentes, não há guardas de trânsito que aceitam uma “cervejinha”. Na vida real, nada disso é uma certeza.

Todos esperam que o governo faça o que deve fazer no episódio (e em todas as situações do gênero): investigue as falhas e puna os responsáveis. Ir além, fazendo dele um “escândalo eleitoral”, é outra coisa, que não convence, pelo que parece, a ninguém.
Via iG.

2010-09-08

Liberdade de imprensa segundo o certeiro Brizola Neto

O privilégio de impressão dado pela nobreza e pelo clero, há cinco séculos, depois de evoluir para uma certa democratização com a pequena imprensa, que se multiplicava em pequenos jornais, no século 19 e começo do século 20, regrediu para a condição monopolista, à medida em que começaram a se formar os conglomerados de comunicação, nos últimos 50 anos.
No Tijolaço.

O preço dos livros traduzidos

A tradução de A escritura e a diferença sai por 90 reais.

Meus alunos precisariam buscá-la no 4shared, se estivesse nas leituras do semestre.

Usado, o livro sai por valores entre 40 e 77 reais.

Trata-se de uma tradução antiga, dos anos 1970. Por que tão cara? Alguém poderia avisar para o pessoal da editora Perspectiva que já inventaram uma coisa chamada "livro de bolso".

No original, o livro importado sai por 24 reais.

Dá para pagar uma mensalidade de curso de francês com o valor economizado. E, o que é melhor, dá para comprar o livro. Mesmo alguns alunos de graduação poderiam comprá-lo.

PS - Há uma ótima discussão deste post aqui.

2010-09-07

Solidariedade ao meu amigo Marco Weissheimer

Pô, com que direito se bisbilhota a vida de um jornalista? Apresento aqui minha solidariedade ao meu amigo, o jornalista e blogueiro Marco Weissheimer, do blog RS Urgente, quem teve seus dados bisbilhotados ilegalmente por um sargento com senha "master" (quem forneceu? pra quê?) a dados sigilosos de pessoas e instituições.

Qual a motivação para espionar ilegalmente um jornalista e bloguista que nos informou, em primeira mão, sobre diversos escândalos do governo Yeda?

O Marco não foi a única vítima. Para ficar em apenas mais um caso, como ousam seguir o itinerário de uma criança pequena, filho de uma oposicionista?

Acho que nenhum brasileiro com mais de 12 anos é bocó o suficiente para acreditar que tais fatos graves venham a ter a repercussão dos tolos e ridículos #DilmaFactsByFolha. Por isso, é hora da blogosfera se mexer, seja mostrando solidariedade, seja informando.

2010-09-06

As privatizações tucanas ofendem o capitalismo, segundo professor da UFRJ

Se a discussão em torno das privatizações for tratada de forma RACIONAL E PRAGMÁTICA E NÃO DE FORMA IDEOLÓGICA (nem à esquerda nem à direita), a racionalidade das privatizações se apoia em um tripé: (1) em caso de deficits/insolvência, busca-se desonerar o tesouro/viúva, outorgando à gestão da iniciativa privada, teoricamente mais competente, o que antes era da iniciativa pública. (2) Com incremento de novas tecnologias, busca-se a melhoria e o barateamento do produto/serviço. (3) Por último, desonerando o tesouro, busca-se também desonerar o contribuinte, que é quem arca com os custos da improdutividade do setor público.
ABSOLUTAMENTE NADA DISSO SE DEU COM AS PRIVATARIAS TUCANAS.
Primeiro parâmetro (1) : no setor de energia, temos a SEGUNDA MAIOR tarifa do mundo, só perdemos para a Suiça (cuja matriz energética é o petrolóleo do Oriente médio). Pior, vendeu-se o patrimônio da Viúva, arrecadaram-se US$ 20 bilhões (metade dos quais pagos com dinheiro subsidiado pelo BNDES e pela Eletrobrás), produziu-se um apagão e dois calotes. Somando-se todos os curto-circuitos, pode-se estimar que o país perdeu cerca de US$ 15 bilhões. Basta ler um trabalho do economista indiano Sunil Tankha, de 34 anos, do Grupo de Planejamento Regional e Desenvolvimento Internacional do Massachusetts Institute of Technology, o MIT. O trabalho de Tankha é intitulado: “Uma confusão de meios e fins: A breve e infeliz época da privatização da energia elétrica no Brasil”.

No setor de telefonia móvel e fixa, também temos a SEGUNDA MAIOR TARIFA DO MUNDO: só perdemos para o Japão. O setor das rodovias dispensa comentários. Como diz a Dilma, trata-se de um aumento de imposto disfarçado.

Além do mais, no período da privataria, elevou-se a carga tributária de 26% do PIB para 36%. Ano passado, com as desonerações do governo Lula, ela caiu para 33% do PIB.

Moral da história. As privatarias tucanas nem desoneraram o tesouro, nem reduziram os custos para os usuários, nem melhoram a qualidades dos serviços prestados, nem desoneraram o contribuinte.
A PRIVATARIA DO TUCANATO É A DESMORALIZAÇÃO DE QUALQUER PROGRAMA SÉRIO DE PRIVATIZAÇÕES, É A DESMORALIZAÇÃO DO PRÓPRIO CAPITALISMO.
O texto acima saiu no Facebook de Roberto de Sá Pereira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

2010-09-04

A prosperidade, a esquerda

Trecho de um texto bem bacana do Francisco Viana:
A ideia da prosperidade, como a ideia de liberdade, é da esquerda. Surge no Renascimento e se projeta pelos séculos seguintes, sempre iluminada pelo propósito de democratizar os frutos do progresso. Democratizar a participação coletiva na construção do mundo. O marco dos novos tempos datados do renascimento é a ruptura com a ideia da felicidade na vida celestial, trazendo o paraíso do céu para a terra. A felicidade é aqui, agora, é a partida para o futuro modelado pela essência do presente. Tudo isso aconteceu muito antes de Marx. O capitalismo, inclusive, foi resultado desse sonho quando a burguesia revolucionária revelou-se contra o espartilho do feudalismo.
Achei este texto ótimo, pois coloca os pingos nos iis.

Em primeiro lugar, por trazer à tona o óbvio: frente ao mundo feudal, o mundo capitalista é o mundo progressista, isto é de esquerda. Isso, é claro, bem antes da ainda vaga ideia de socialismo.

Em segundo lugar, por colocar à frente a prosperidade como bandeira de esquerda. Grana nos bolsos, eis o que importa. Governar para que os bolsos mais vazios se encham proporcionalmente mais do que os outros, eis a política.

Pô, demais o que o maduro presidente Lula diz sobre o #mimimi desesperado de Serra

Disse o presidente, aqui na cidade vizinha de Esteio:
Questionado se havia sido alertado sobre o episódio por Serra, Lula disse: “Não, ele não alertou. Ele se queixou do que estava acontecendo com ele na internet. Como eu sou vítima disso há muito tempo, sempre achei que a internet livre tem coisas extraordinariamente sérias e tem coisas levianas”.

O presidente disse também que “não há nada demais” na internet sobre a filha de Serra. “Não tem nada demais. Tem insinuações como tem contra o presidente Lula, como tem contra a família do presidente Lula, como contra vocês, jornalistas, individualmente. Vivemos numa democracia e temos que aprender a respeitar. Querer que eu censure a internet, não é meu papel. E não vou censurar”, completou.

“Hoje, ele deve estar com dor de cabeça porque o PIB vai crescer acima daquilo que os mais pessimistas previam que ia crescer. O Brasil vive um momento de ouro e eu não vou permitir que nenhuma ‘futrica’ menor - porque não tem nenhuma acusação grave contra o Serra ou contra qualquer coisa. Tem as coisas de internet contra o Serra e contra todo mundo. Então, o presidente da República tem coisa mais séria para cuidar do que cuidar das dores de cotovelo do Serra”.
No UOL.

2010-09-02

Sabe o tal sonho americano, american dream?

Pois é, segundo o Luiz Carlos T. Cappi, presidente do Bradesco, o endereço do "sonho americano" será o Brasil, nos próximos dez anos.

60% da nossa população será "economicamente ativa", no próximo decênio. Nada mal, hein?

Do imóvel ao automóvel, a grande notícia do dia

Aqui no mundo real dos brasileiros que só querem trabalhar e prosperar em paz, a notícia do dia é que o volume de grana no financiamento de imóveis superou o volume de grana no financiamento de automóveis.

Isto é algo tão obviamente necessário, e sensato, que só podemos comemorar o acontecimento, o qual trará mais empregos e renda para todos.

O desespero de Serra no Twitter

Há uma grande quantidade de tuits sobre o desespero do candidato Serra. Eis uma seleção.
@marcospiros: O desespero de Serra suja o seu passado: de militante estudantil, ele se transformou em comediante, só falta trabalhar no Casseta e Planeta.
@daraujop: Rapaz, o Serra só não está se descabelando por pura impossibilidade física. O menino tá desesperado. #tadinho
@gisleidyviolin: Que comédia Zé Serra!Pensei que você iria cair de pé,mas demonstra que vai terminar esta eleição sendo um pateta. http://tinyurl.com/27wwldb
@EdNola: Serra melancólico, falso, biografia manchada pela insensatez, pelo vale tudo, pelo desespero de chegar ao poder.
@andersonico: Aonde estará Regina Duarte p/ narrar seu medo do PT e Dilma no poder?! Cadê?! Aparece musa dos desesperados, Serra precisa d ti no 2º turno!
@ChesterVinih: O desespero do Serra por votos ta tenso, chorando na tv,fazendo mimimi, comparando a Dilma com o Collor, Num sabe brincar num desce pro Play
@DeniseChiara: Olha, eu acho que esse ato de desespero do #Serra contra a Dilma, só prova o óbvio: já era, PERDEU, PLAYBOY!!
@ramiresvalle: No voto tá ruim, agora a tucanada tenta ganhar no tapetão!!! É evidente o desespero na equipe do serra burns! vamos que vamos!

Disclaimer

Nota bem que eu publico aqui opiniões de diversas pessoas, o que não quer dizer que eu concorde com tudo. A responsabilidade pelo que reproduzo aqui é dos autores citados. Essa responsabilidade se estende aos autores dos comentários feitos às postagens deste blog.