2010-05-28

Falácia intensional

O erro de tratar as descrições ou nomes diferentes do mesmo objeto como equivalentes, mesmo nos contextos em que as diferenças entre elas importam. Relatar as crenças ou afirmações ou alegações sobre a necessidade ou possibilidade de alguém podem ser tais contextos. Nestes contextos, substituir uma descrição por uma outra que se refere ao mesmo objeto não é válido e pode transformar uma sentença verdadeira em uma falsa.
Exemplo:
Michelle disse que quer encontrar seu novo vizinho Stalnaker esta noite. Mas eu sei que Stalnaker é um espião da Coreia do Norte, então Michelle disse que quer conhecer um espião da Coreia do Norte esta noite.
Michelle não disse tal coisa. O pensador relapso presumiu ilegitimamente que o que é verdadeiro de uma pessoa sob uma descrição permanecerá verdadeiro quando dito da mesma pessoa sob uma segunda descrição, mesmo neste contexto de citação indireta. O que era verdadeiro da pessoa quando descrita como “seu novo vizinho Stalnaker”; é que a Michelle disse que quer encontrá-lo, mas não era legítimo para mim presumir que isso é verdade da mesma pessoa quando ele é descrita como “um espião para a Coreia do Norte”.
          Contextos extensionais são aqueles em que é legítimo substituir igual por igual, sem se preocupar. Mas qualquer contexto em que esta substituição de termos correferentes é ilegítima é chamado de um contexto intensional. Contextos intensionais são produzidos através de citação, modalidade e intencionalidade (atitudes proposicionais). Intencionalidade é o fracasso da extensionalidade, daí o nome “falácia intensional”.

(Trecho do verbete “Fallacy” da Internet encyclopedia of philosophy, de autoria de Bradley Dowden, revisado pela última vez em 2010-1-31, em http://www.iep.utm.edu/fallacy/#Intensional, visitado em 2010-5-28, traduzido por César S. dos Santos.)

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2010-05-26

Agamben sobre o conceito de democracia

Eis alguns trechos de um artigo do filósofo italiano Giorgio Agamben publicado na última edição da revista Theory & event. A tradução é ligeira, então não corra riscos citando-a em trabalhos acadêmicos e discussões mais sérias:

[...] A partir da perspectiva que nos interessa, é a distinção e a articulação entre soberania e governo, que é a base do pensamento político de Rousseau, que é determinante. [...]

Se hoje testemunhamos a dominação esmagadora do governo e da economia sobre a soberania popular que tem sido progressivamente esvaziado de qualquer sentido, pode ser que as democracias ocidentais estão pagando o preço de um legado filosófico que assumiram sem reservas. O equívoco que consistente em conceber o governo como um simples poder executivo é um dos erros mais preocupantes, com consequências na história da política ocidental. Ele conseguiu garantir que o reflexo político da modernidade se perdeu atrás de abstrações vazias, como o Direito, a vontade geral e da soberania popular, deixando sem resposta o problema é que a partir de qualquer ponto de vista decisivo: o do governo e sua articulação com o soberano . [...]

O sistema político ocidental resulta da costura de dois elementos heterogêneos, que legitimam um ao outro e que dão mútua consistência um ao outro: a racionalidade político-jurídica e uma racionalidade econômico-governamental, uma "forma de constituição" e uma "forma de governo". Porque é que a politeia está travada nesta ambiguidade? O que confere ao soberano (o kyrion) o poder de assegurar e garantir a sua união legítima? Não é uma questão de uma ficção destinada a ocultar o fato de que o centro da máquina está vazio, que entre os dois elementos e as duas racionalidades não existe articulação possível? E que é da sua desarticulação que é uma questão de fazer o que emerge ingovernável, que é ao mesmo tempo a fonte eo ponto de fuga de toda a política?

É provável que enquanto o pensamento não resolver enfrentar esse nó e seus anfibologia, toda discussão sobre a democracia - como uma forma de constituição e como técnica de governo - arrisca cair em conversa fiada.

O título do artigo é "Nota introdutória sobre o conceito de democracia" [Introdutory note on the concept of democracy], e o link para acesso via portal de periódicos da Capes é este.

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Serra promove baixaria na Internet, diz Marcelo Branco

Do Sul21:

Correio do Povo fez segunda matéria envolvendo o tema da Internet e as eleições. O jornal reproduziu a crítica do coordenador de redes sociais da campanha da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, Marcelo Branco. Ele acusou ontem o pré-candidato tucano, José Serra, de promover "baixaria" na Internet. Ele valoriza o papel das redes sociais nesta eleição e ironiza a presença de Serra na rede. "Qual é o espaço na Internet que a campanha do Serra tem ocupado até agora? Um site que chama o presidente Lula de mentiroso com nariz de Pinóquio, acusações levianas todo dia e uma rede de pessoas pagas para fazer campanha negativa.

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2010-05-24

Ala pró-liberdades deixa Partido da Arca de Noé

Com o acolhimendo da criacionista Marina Silva, o PV deixou em segundo (terceiro? quarto?) plano bandeiras históricas, como a defesa do direito do aborto e do casamento gay, e passou a ser mais um partido pró-, quiçá, preservacionismo mais criacionismo, o que nos dá algo como um Partido da Arca de Noé, PANo. 

Por conta disso, verdes históricos abandonaram a legenda. Eles apoiam a candidatura de Dilma Rousseff, e buscam assinaturas para fundar o Partido da Liberdade. 

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Marcelo Branco, falando sobre Dilma nas redes sociais

Quando a manchete era a "inexistência" de petróleo no Brasil

Ótimo texto sobre o comportamento autodestrutivo de Israel

2010-05-23

Proliferação nuclear, estilo Israel

Documentos liberados após décadas de sigilo revelam que, nos anos 1970s, Israel estava empenhado em vender armas nucleares ao regime racista da África do Sul. Além disso, documentos da embaixada dos EUA no Irã capturados por estudantes, após a revolução de 1979 que derrubou o Xá, revelaram o interesse deste em comprar os mesmos produtos.

Isto sim é proliferação nuclear.

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PS - Melhor comentário à notícia, no Facebook do Haaretz.com: «All in all, israel is nuclear armed, broken countless int'l laws, occupies, kills and discriminates and it moans about Iran. Nice.» (Yousef Ali)

2010-05-19

O punho cerrado de Obama

No discurso de posse, com W. Bush e família saindo de cena rápido mas fininho, Obama disse algo lindo, sobre a relação que promoveria com os países em conflito com os EUA, como o Irã. Não lembro as palavras exatas, mas ele disse algo como:

Se vocês abrirem seus punhos, nós lhes estenderemos a mão.

Eu me emocionei. É tudo o que eu gostaria de ter ouvido um presidente dos EUA falar, naquele momento. Senti esperança de paz.

Agora, Obama cerra o punho. Os céticos já diziam que a coisa seria assim, e eles têm razão, infelizmente. Não há diferença entre Obama e W. Bush para nós que não votamos para presidente dos EUA.

O Brasil e outros países buscam soluções pelo diálogo, e fomos todos esbofeteados pela hybris estadunidense. Isso não quer dizer que perdemos, pois o perdedor claro é Obama, pois ele simplesmente repete a fórmula que tirou a credibilidade de W. Bush e Blair, além dos EUA e da Inglaterra. Não se pode dizer nem mesmo que Obama e os EUA ganham por ter a decisão final, no caso a opção pela guerra, dado que as sanções darão nisso. Não há vitória aqui, pois este é o beco sem saída no qual W. Bush enfiou os EUA, e do qual os estadunidenses achavam que Obama os tiraria. É um beco sem saída econômico, dados os custos trilionários da guerra. É um beco sem saída político, dada a insatisfação popular. E é um beco sem saída diplomático, por razões mais do que óbvias.

PS - É claro que a comunidade internacional tem o direito de tentar impedir a proliferação de armas nucleares, se é que isto não é um dever. A crítica é ao meio escolhido, no caso as sanções. Por duas razões. Primeiro, é inefetivo, pois maltrata a população civil, o que leva à exacerbação e extremismo internos, com consequente enfraquecimento de posições mais ao centro e liberais. No caso do Irã, isto sim é explosivo. Segundo, porque a história recente nos mostra que usualmente o passo seguinte é a guerra ou o impasse, ao invés do diálogo. Tivemos guerra no caso do Iraque, e impasse nos casos de Cuba e das Coreias. O meio escolhido tem que ser o diálogo. Esta é uma lição importante do século 20, a qual levou à criação da ONU. Pode ser caro e doloroso esquecer disto.

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2010-05-18

Sobre o acordo nuclear com o Irã, vale a pena ler...

Levando em conta que a Globo decidiu noticiar meras reações emocionais negativas e tolices, eis uma amostra do que vale a pena ler sobre o acordo nuclear com o Irã conquistado pelo eixo Brasil-Turquia:
  • Brasil e Turquia conseguiram fazer com que o Irã aceitasse agora os termos da proposta dos EUA de oito meses atrás. Ou seja, não há conflito com os EUA. Ao contrário, há competência de Brasil e Turquia por terem conseguido fazer, pelos EUA, o que os EUA não conseguiram.
  • Para Leonam dos Santos Guimarães, consultor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o acordo conquistado por Brasil e Turquia é positivo, e não há bases nucleares para a desconfiança dos EUA e da Europa, apesar de haver bases geopolíticas que extrapolam a discussão.
Também vale a pena lembrar, e discutir, o que não está sendo discutido: o poder nuclear de Israel. Discutindo o problema do ponto de vista nuclear, ao invés de geopolítico: cadê a proposta de sanções a Israel? Israel preocupa a AIEA, e está com novos submarinos capazes de lançar mísseis com ogivas nucleares.

PS - A França apoia o acordo. Se tiver acordado e tiver paciência, troca por um instante do Studio Pampa, programa com garotas seminuas da TV Pampa, o qual é um programa relativamente sério, perto da concorrência, e coloca na Globo, canal que estará apresentando um comidiciário ou notédia (mistura de comédia com noticíario, pois as "notícias" são uma piada) só pra ver o apresentador William Waack fazendo cara feia para Sarkô, por (sic!) chutar as canelas dos EUA. Isso se o apoio da França ao Brasil for assunto para a Globo, é claro.

2010-05-17

Eixo Brasil-Turquia é nova força global, diz colunista de The Guardian

Para Stephen Kinzer, do jornal inglês The guardian, o acordo com o Irã mostra que o eixo Brasil-Turquia é uma nova força global.

Para Kinzer, o acordo com o Irã conquistado pelo eixo Brasil-Turquia é uma boa notícia para todos, a não ser para os membros dos governos dos EUA e de Israel que buscavam uma desculpa para isolar o Irã. e, apesar das declarações da secretária de Estado Hillary Clinton em direção contrária, há sinais de que Obama via com bons olhos a iniciativa do novo eixo.

Kinzer elogia a habilidade dos corpos diplomáticos do Brasil e da Turquia, e dos líderes Lula e Erdogan. Ele nota que, nos últimos anos, Brasil e Turquia foram os países que mais abriram embaixadas no mundo.

Além da conquista do acordo, Kinzer nota que o eixo Brasil-Turquia mostrou aos EUA, Israel e União Europeia que eles estavam errados ao presumir que somente ameaças e sanções fariam o Irã aceitar um acordo.

PS - É de se imaginar que a conquista do acordo tenha reflexos no Brasil. Por exemplo, já há quem diga que o PSDB entrará com ação no TSE contra o Irã, por campanha antecipada para Dilma. :)

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2010-05-16

A Yeda da TVE-RS

Há uma governadora Yeda Crusius das pesquisas de opinião. Esta bateu recorde de rejeição pela população. 

E há uma governadora Yeda Crusius da propaganda oficial que aparece o tempo todo na TVE do Rio Grande do Sul. Esta recebe inúmeros elogios ridículos de tão exagerados, e discursa sem parar.

A propaganda oficial da Yeda é totalmente acrítica, além de obviamente descolada da realidade, e nauseantemente repetitiva. Essa propaganda cabe direitinho na definição de aparelhamento, ao menos no quesito da ocupação de uma organização para usá-la para fins particulares.  

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2010-05-14

Sou mais uma ficha suja

(((Só pensando em voz alta, e tentando provocar tumulto)))

Sócrates, Jesus, Galileu, Descartes, Spinoza, Russell.... Uma parte considerável das pessoas que se destacam em suas áreas ao longo da história teve uma "ficha suja", isto é foi "fichada" e "enquadrada", e de diversas maneiras punida, seja com morte, cadeia ou exílio, de acordo com as leis do seu tempo e lugar. 

Dependendo das leis de um lugar, uma condenação é um mérito. 

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Agricultura familiar

O jornal Sul 21 traz uma ótima reportagem sobre o importante setor econômico da agricultura familiar, o qual é responsável por 11% do PIB brasileiro, produz 70% do feijão consumido no Brasil e hoje se insere nos mercados nacional e internacional com o poder de formar os preços dos seus produtos.

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2010-05-13

Moby - Ooh yeah

Os Estados Unidos de Tara



Recomendo aos que gostam de TV o seriado The United States of Tara. O episódio 7 da segunda temporada em particular.

Imprensa alternativa sem RSS?

Você encontra jornais e revistas em bancas, e na internet. Também pode segui-la por RSS. Como sabemos, no Brasil esta imprensa é parcial, e muitas vezes enganadora. A solução? Outros canais de mídia. Blogs estão entre estes. Mas são iniciativas amadoras, as quais não chegam a bancas. Mas chegam a todos que tem acesso a quem tem acesso à internet. Desde que as pessoas entrem no site, ou, o que é cada vez mais usual, assinem o RSS do site. 

Eu assino o RSS de centenas de sites e blogs. Só assim consigo acompanhá-los. Seria uma perda de tempo absurda entrar a cada dia em cada um dos sites, só para ver se tem algo novo. Com o RSS, o novo é enviado para mim. É simples. 

É fácil ter um canal de RSS. Um amador como eu faria isso ou colocando meu conteúdo no Blogger.com, ou republicando-o no Blogger.com o Posterous. com. E é de graça. 

Bem, por motivos inexplicáveis, canais de imprensa alternativos, como a Carta Maior e o Sul 21, não têm RSS. Eles esperam que eu entre lá todos os dias? Bem, talvez eu faça isso, mas outros não farão. Eles esperam que eu recorte e cole o conteúdo para republicar por aí? Bem, talvez eu faça isso, mas outros preferirão mandar um email pelo Google Reader. Eles esperam que eu assine a newsletter por email? Me desculpe, mas estamos em 2010, e tal solução precária deve ser evitada, até mesmo porque minha caixa de email está cheia de emails, isto é de mensagens profissionais e pessoais dirigidas a mim. Prefiro deixar as notícias em outro lugar. 

Esses canais alternativos já não alcançam as bancas. Dada a base de transmissão restrita, não dá para entender como recursos como o RSS não fazem parte do próprio projeto dessas mídias. Claro, o problema é técnico, não de conteúdo. Mas, se a ideia é colocar bom conteúdo online sem suporte técnico adequado, melhor é continuar em uma base amadora, como o Blogger.com, ou usar uma base como o Wordpress. Até porque site de notícias sem RSS é algo amador. 

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2010-05-12

O matador é a guerra às drogas

O matador é a guerra às drogas -e não as drogas. Pôr fim à proibição é a maior e mais importante mudança em políticas públicas que as nações do mundo poderiam fazer para conter o banho de sangue, a corrupção e os danos infligidos pelas gangues, cartéis e facilitadores, ao mesmo tempo reconquistando o controle sobre as drogas.

Eu moro em Chicago, terra de Al Capone, um gângster que controlava as ruas e que teve grande influência na sociedade norte-americana de 80 anos atrás. Capone amealhou fortuna no negócio do álcool, com a ajuda de míope política governamental norte-americana que colocara fora da lei substâncias aditivas que as pessoas desejavam -cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas mais fortes.

A proibição do álcool, mais do que não funcionar, manchou as ruas de sangue -jovens, velhos, bêbados, abstêmios, culpados e inocentes eram alvejados por balas perdidas e bebidas desreguladas. Lamentavelmente, meu país esqueceu as lições de Capone e agora promove a proibição de diversas drogas por todo o mundo.

De James Gierach. É claro que ninguém que decide algo vai entender ou aceitar isso, e também é claro que não há opinião pública alguma que promova a mudança devida. De modo que podemos nos preparar para mais horror e espetáculo de violência evitável, por muitas e muitas décadas.

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Lançamento do "Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé"

Sexta-feira, em São Paulo, será lançado - com um debate sobre midia e eleições - o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Pra quem vive na capital paulista, é  uma ótima chance pra ver de perto três jornalistas que ajudaram a destravar o debate sobre a imprensa  no Brasil.

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E não vai

Alexandre era motoboy em bairro pobre e grande de São Paulo, Cidade Ademar. Deixou a pizzaria onde trabalhava duas da manhã. Pertinho de sua casa, foi abordado por policiais - a moto estava sem placa. Ele tocou para casa. A polícia o alcançou lá.

Maria Aparecida viu seu filho ser espancado e estrangulado até a morte. 

"Enquanto ele apanhava, caiu celular, carteira, e eles dizem que o meu filho estava armado. Mas só encontraram a arma no hospital", disse Maria Aparecida. O filho nunca teve uma arma.

Não consigo imaginar o que uma mãe ou um pai sentem ao ver seu filho espancado até a morte. Sabe por que esses assassinos desgraçados fizeram isso? Porque sabiam que não ia acontecer nada com eles.

E não vai.

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Beijo perigoso

19. A medieval manuscript warns Japanese men against deep kissing during the female orgasm because a woman might accidentally bite off part of her lover’s tongue.

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2010-05-11

Veja demite editor que critica fraude - os twits

Abril demite editor que criticou matéria da revista Veja

A National Geographic Brasil, da Editora Abril, demitiu no final desta terça-feira (11), o editor-assistente Felipe Milanez pelas críticas que fez no Twitter dele à revista Veja, da Abril, por causa da reportagem “A farra da antropologia oportunista”, que trata de delimitação de reservas indígenas e quilombos no país.

- A decisão me foi comunicada pelo redator-chefe Matthew Shirts. Ela veio lá de cima e ainda estou zonzo porque não imaginava que minha opinião fosse resultar nisso - disse Milanez.

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Israel mensura a fome que produz nos palestinos

Several years ago, when Ariel Sharon was prime minister, his main advisor, Dov Weisglass “jokingly” said that Israel’s siege was intended to put Gazans on a diet:

“It’s like a meeting with a dietitian. We need to make the Palestinians lose weight, but not to starve to death.”

Yes, it was macabre, but typical of the callousness and gallows humor Israeli leaders like to employ when dealing with Palestinians.  Little did we know that the IDF actually does maintain a formerly secret document about how many calories it takes to maintain Gazans on the near edge of malnutrition

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2010-05-10

Ipea mostra que empresas não repassam ganhos ao trabalhador

Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nesta quarta-feira (5), diz que trabalhadores brasileiros ainda não estão recebendo salários acrescidos dos ganhos de produtividade da recuperação econômica do País.

Segundo o estudo, no biênio 2008/2009 o peso do trabalho na renda nacional era de 43,5% e aumentou 9,5% em relação aos anos de 1999 e 2000.

Para o presidente do instituo, Márcio Pochmann, a falta de repasse compromete a sustentação da trajetória que o Brasil vem apresentando, na ampliação da massa de rendimentos do trabalho na renda nacional.

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Consultores caríssimos fecham um dos melhores departamentos de filosofia da Inglaterra

Yes, that's right. The year before Middlesex administrators closed the philosophy department, the admin authorized some 5.3 million pounds for marketing and consultants. They spent 3.1 million pounds on consultants alone.

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Memória: FHC adorava jogar bilhões no lixo

Se eu disser que, em 1998, o governo FHC gastou mais de 40 milhões de dólares das reservas brasileiras para manter o real valendo o mesmo que um dólar até o dia da sua reeleição, você acredita? E se eu disser que, em 1998, o governo FHC gastou mais de 40 bilhões de dólares das reservas brasileiras para manter o real valendo o mesmo que um dólar até o dia da sua reeleição, você acredita? Bom, a afirmativa certa é a segunda “bilhões”.

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A crise europeia é uma crise do setor privado

O QUADRO financeiro europeu continua muito grave. A Alemanha, afinal, decidiu dar apoio ao pacote financeiro grego, de forma que a dívida do setor público da Grécia está equacionada. A imprensa tem dado amplo noticiário sobre o assunto, mas afinal se limita a informar sobre o deficit público e a dívida pública do Estado grego, em vez de informar sobre o problema fundamental que não é do setor público, e sim do setor privado: é o deficit em conta-corrente e a dívida externa dos países. O problema fiscal é grave porque o deficit de 2009 somou-se a elevados níveis de dívida pública, mas o desequilíbrio não está apenas nos governos; está nos países como um todo e, portanto, em seu deficit em conta-corrente e em sua dívida externa, que englobam o setor público e o setor privado.

Se o problema fosse apenas do setor público, o socorro financeiro e uma política dura de ajuste fiscal resolveriam a questão. Sendo do país, necessita da depreciação cambial que não podem realizar.

A União Europeia controla os deficit públicos, não controla os deficit em conta-corrente. Os jornais não publicam dados sobre esse deficit porque não os recebem dos economistas. Esses não os informam porque a teoria econômica ortodoxa pressupõe que o setor privado é equilibrado pelo mercado: é o chamado “princípio de Lawson”, associado ao ministro das Finanças de Margaret Thatcher, Nigel Lawson.

Mão invisível do mercado... LOL!!!! XD

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Mudar a Lei da Anistia – proposta de Marcos Rolim | Luciana Genro

Inconformada com a decisão do STF de considerar a anistia válida para os torturadores da ditadura militar, recebi a informação de Suzana Lisbôa, ativista da justa causa dos direitos humanos, de que o ex- deputado federal Marcos Rolim havia apresentado um projeto de lei que acrescentava na famigerada lei da anistia a simples e defintiva frase:” tortura não é crime conexo”. Pesquisei e localizei a proposta, protocolada em 1999 pelo deputado que dedicou a sua militância aos direitos humanos e que foi uma referência nesta área. Entrei em contato com ele e pedi sua autorização para reapresentar a proposta, agora em meu nome, visto que ele não é mais deputado. Autorização recebida, estou apresentando amanhã o projeto que era de Marcos Rolim. Tal mudança legal seria desnecessária se o STF tivesse julgado diferente, mas diante da decisão daquela  Corte, cabe agora tentar mudar a lei. Além do mais, o Brasil está prestes a ser julgado na Corte Interamericana de Direitos Humanos e deverá ser condenado por descumprir os preceitos com os quais se comprometeu no âmbito internacional, isto é, garantir que violaçõe aos direitos humanos sejam devidamente investigadas, julgadas e punidas. A manutenção de qualquer óbice legal ao julgamento e punição de torturadores colide com os principios do direito internacional aos quais o Brasil, voluntariamente, se comprometeu a respeitar. Não precisamos e não devemos, portanto, aguardar uma condenção da Corte Interamericana dos Direitos Humanos.

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A escalada de violência da PM paulista | Luis Nassif

Tudo começou por volta das 3h, quando Maria ouviu barulho de sirene. Por ser a hora em que o filho costumava chegar do trabalho de entregador de pizza, se levantou. Antes de chegar à porta, escutou os gritos de Alexandre. Ao sair, o jovem já estava sendo espancado.

“Comecei a gritar que ele era meu filho, para não baterem nele. Mas eles falavam que eu parecia um canguru pulando e que, se eu não calasse a boca, eles iriam me prender. Não sei por que tinham tanta raiva.”

Segundo ela, foram cerca de 30 minutos de pontapés e socos no estômago. “Eu tentava segurar a mão do policial e pedia pelo amor de Deus para que parasse. Eles diziam que meu filho era vagabundo, e eles podiam fazer o que quisessem porque eram policiais.”

Só pararam quando Alexandre caiu, inerte. “Eu ainda tinha esperança de que tinham dado alguma injeção, mas depois vi o pescoço do meu filho mole, a baba escorrendo e a poça de sangue crescendo.”

Vale a pena ler a matéria toda. Revoltante ver trabalhadores sendo assassinados deste jeito.

A coisa acontece em São Paulo, até pouco atrás governada pelo agora candidato a presidente José Serra. O que Serra, autor da tola, inócua e burocrática ideia do "Ministério da Segurança" tem a dizer? Vai propor uma "Secretaria de Motoboys Espancados"? Ou vai ficar quieto, já que não é mais governador, e não tem nada a ver com isso?

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Revista Veja, ao longo dos anos

Existem diferenças muito contundentes entre a Veja de 89, a de 2002 e a de hoje?
Há diferenças claro. Havia, em 1989, um grau um pouco mais elevado de compromisso com notícias, com investigações jornalísticas, o que parece ter se perdido totalmente ao longo dos anos. A revista se tornou uma difusora de propagandas, tanto de governos como de produtos (basta ver as capas sobre Viagra ou cirurgias plásticas).

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Sobre o projeto “ficha-limpa” « Túlio Vianna

Entendam: pra tornar inelegível alguém é preciso um fundamento jurídico. E, no caso, o fundamento jurídico é um processo PENAL em andamento.

E, se o fundamento da inexigibildiade é um processo PENAL em andamento no qual se presume que o sujeito é inocente? #comofica?

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SP recebeu do governo federal R$660mi para educação básica, mas recursos não foram aplicados nisso

O estado de São Paulo aparece como maior devedor em valores absolutos: R$ 660 milhões, o equivalente a 3,9% do montante que o governo paulista repassou ao fundo, em 2009. O Espírito Santo tem a segunda maior dívida: R$ 259 milhões. Em termos percentuais, porém, o governo capixaba é líder disparado.

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$$Tragédia grega$$

Cuidado: você pode ter cara de bandido

Enfim, em breve teremos que ter cuidado ao entrar na seção de bolachas de um supermercado ou mesmo em uma agência bancária para pagar uma conta. O conceito de “lugar perigoso” mudou radicalmente e os preços e tarifas altas não são mais a única forma de se agredir um consumidor.

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Pedida a prisão do ex-chefe da Casa Militar

A polícia civil pediu, na sexta-feira, a prisão preventiva do ex-chefe da Casa Militar do Palácio Piratini, coronel Joel Prates Pedroso. Essa poderia ser uma das razões da queda do chefe de polícia, João Paulo Martins, que alegou estar se aposentando.

O pedido de prisão e o indiciamento do coronel foram encaminhados pela polícil civil, que aponta envolvimento do oficial no desvio de telhas da Defesa Civil. Segundo fontes ligadas a Segurança Pública, Yeda teria ficado irritada porque só foi comunicada do caso pelo ex-chefe de polícia  após o pedido de prisão ter dado entrada na Justiça.

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2010-05-09

Às favas os fatos

Uma vez um amigo meu jornalista me disse que na Veja as matérias e o que elas devem dizer são pensadas na redação e que os repórteres têm que ir à rua para corroborá-las, mesmo que os fatos as contradigam. Achei que isso seria demais, quase uma versão jornalística do arroubo de Jarbas Passarinho ao aprovar o AI-5, quando disse “às favas os escrúpulos”. Na Veja, vigoraria algo como “às favas os fatos”.

Do Juremir Machado da Silva Brizola Neto.

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2010-05-08

Cartoon Saturday: Tea Party history lesson - Cartoon Saturday

Facebook’s Gone Rogue; It’s Time for an Open Alternative | Epicenter | Wired.com

Clearly Facebook has taught us some lessons. We want easier ways to share photos, links and short updates with friends, family, co-workers and even, sometimes, the world.

But that doesn’t mean the company has earned the right to own and define our identities.

It’s time for the best of the tech community to find a way to let people control what and how they’d like to share. Facebook’s basic functions can be turned into protocols, and a whole set of interoperating software and services can flourish.

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O idiota de classe alta do ano, por Monty Python

2010-05-07

Brasil volta a construir um petroleiro

O primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) será lançado ao mar e batizado hoje (7), no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca, Pernambuco, em solenidade com a presença do presidente Lula. A embarcação, do tipo Suezmax, tem 274metros de comprimento e capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo.
Trata-se da primeira embarcação de grande porte construída no Brasil a ser entregue ao sistema Petrobras em 13 anos.

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Serra atrasa, sua assessoria impede atividade educacional com horário marcado

O pior, contudo, é que o espaço que a Fenasoja destinou a Serra para a entrevista coletiva em que disparou os impropérios aí mencionados, era o mesmo que deveria ser usado, depois, justamente pelo pessoal do IFET. Mas a agenda do tucano atrasou. E na hora reservada para a atividade educacional, quando alguns alunos já se acomodavam na sala, a comitiva do pré-candidato chegou. Sem sequer um pedido de desculpas ou qualquer explicação, os alunos foram retirados do local pela assessoria de Serra para que ele pudesse receber a imprensa. Para ficar com as expressão do próprio candidato: – Questão de prioridade.

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Seagal

Ontem vi um filme com Steven Seagal salvando um trem com um Newton, da Apple. 

Ri bastante. Creio que a versão '10 do filme traria um iPad ao invés de um Newton, e seria igualmente hilária. 

Mais engraçada do que a ideia de um anabolizado salvando pessoas em um trem cheio de terroristas com um brinquedinho de plástico, só o cabelo imexível do Steven Seagal. Como ele consegue? Acho que ele trocou os fios capilares por um capacete de fibra de vidro. 

Aliás, o Steven Seagal como um todo é uma figura imóvel, no filme. É como se ele fosse um daqueles bonecos de plástico. Catchup, fogo e trem à parte, é difícil classificar Under siege 2 como um filme de ação, pois o protagonista é uma múmia. Eu chamaria de um filme de inação. No máximo, de filme nerdferroviário. 

O filme também dava dicas sobre como fazer bombas com um pouco de cachaça. É como se Seagal tivesse sido aluno do pessoal da CIA que treinou os criadores da futura Al Qaida, no final dos anos 70s. 

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History of BP Includes Role in 1953 Iran Coup After Nationalization of Oil

As tens of thousands of gallons of oil continue to spew into the Gulf of Mexico from the BP oil spill we continue our series on BP. Sixty years ago, BP was called the Anglo-Iranian Oil Company. We look at the story of the company’s role in the 1953 CIA coup against Iran’s popular progressive Prime Minister Mohamed Mossadegh.

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Mércio Gomes sobre a difusão de preconceitos e a ignorância da revista Veja

Não pode passar despercebido ao mais desavisado e ingênuo leitor dessa revista o ranço, o azedume de preconceitos e vícios jornalísticos apresentados sobre a questão indígena brasileira. Porém a factualidade do texto também está comprometida por desvirtuamentos de pesquisa, compreensão e análise que certamente intencionam provocar uma impressão extremamente negativa da questão indígena em nosso país.

Os autores da matéria “A farra da antropologia oportunista”, ao que tudo indica jornalistas jejunos no trato de tais assuntos, parecem perseguir uma linha editorial ou um estilo jornalístico em que a busca de objetividade possível é relegada ao interesse ideológico de denegrir as conquistas dos segmentos mais oprimidos do povo brasileiro e demonstrar o seu favorecimento aos poderosos da nação. Primam por um estilo sardônico, próprio de jornalistas que fazem de seu ofício a defesa inquestionável do status quo social e econômico brasileiro, aludem a supostos fatos a partir de evidências descontextualizadas e apresentam citações sem a mínima preocupação com comprovação.

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2010-05-06

Muslim Vendor Gets No Credit in Helping to Foil Times Square Bomb Plot

As the media focuses on the fact that the suspect in the failed Times Square bomb plot is a Pakistani Muslim. What about the man who first noticed the smoke rising from the SUV? A street vendor, a Muslim immigrant from Senegal, says he first sounded the alarm and helped stop the plot

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O plano de Serra, trocando em miúdos: menos empregos, menos concursos, etc.

A primeira medida econômica de Serra seria um duro ajuste fiscal – como é típico dos governos neoliberais. Segundo revelado por dois membros da equipe econômica tucana, se promoveria a renegociação de contratos e o corte de despesas públicas – conforme o modelo do FMI. Esse seria o começo do “choque de gestão”, típico das gestões tucanas.
“Ele vai entrar com medidas fiscais e até renegociação de alguns contratos”, disse a fonte tucana.”As despesas da máquina pública estão sob um controle muito frouxo...”

O plano econômico do candidato José Serra, revelado à agência Reuters por um tucano, é um banho de água fria para as pessoas que esperam um emprego melhor, em um concurso, por exemplo, pois lá viria o "choque de gestão". Aqui no sul o conhecemos. Ele significa menos atividade econômica, e descuido do patrimônio público, o qual se fragmenta e mata, como aconteceu com a ponte de Agudo.

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PS - a notícia está circulando em vários sites.

Candice Boucher por Raphael Mazzucco

Da Playboy mexicana.

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Isto sim é promessa eleitoral

A base lulista triplicou na Câmara

Revista Veja também fraudou citação do professor Mércio Gomes

- Frase atribuída a Mércio Gomes

Diante desse quadro, é preciso dar um basta imediato nos processos de demarcação“, como já advertiu há quatro anos o antropólogo Mércio Pereira Gomes, ex-presidente da Funai e professor da Universidade Federal Fluminense.

- Resposta de Mércio Gomes

Denego-lhe o falso direito jornalístico de atribuir a mim uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante daquilo que penso sobre a questão indígena brasileira.

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A farra do jornalismo oportunista? « Savoir-Faire

Com base nesses dados, a porcentagem de 77,6% alegada na reportagem da revista Veja não se sustenta sob qualquer argumento. Além disso, a matéria dá a entender que basta requerer a terra para se ter acesso a ela, ou mesmo que o governo em exercício estaria sendo uma espécie de “facilitador” do processo. Isso não se sustenta no caso das terras de quilombo e nem das terras indígenas, uma vez que o governo em exercício demarcou e homologou menos terras (em extensão e quantidade) do que o governo anterior!

A matemática esotérica dessa reportagem parece estar baseada numa alegação da Senadora Kátia Abreu, de que “90% do território brasileiro estaria congelado e inacessível ao ‘progresso’, como terras indígenas, quilombos, parques, cidades e infra-estrutura”. Ela disse ter encomendado uma pesquisa junto à Embrapa que provaria a veracidade dessa afirmação… espero que, diferente da Senadora, os pesquisadores em questão saibam soma, subtração e porcentagem.

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2010-05-05

Márcio Aith, da Veja para a campanha de Serra

A porta giratória que une a campanha de Serra às redações da Folha de São Paulo e da revista VEJA moveu-se mais uma vez: Márcio Aith, que, aspas para o jornal na coluna Painel, "vinha trabalhando na Folha como repórter especial" - e pouco antes fora editor-executivo de VEJA - agora passa a trabalhar diretamente na campanha demotucana, como coordenador de imprensa do candidato do conservadorismo brasileiro.

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Miriam Leitão responde *bem* a Kátia Abreu

A senadora reclama dessas normas dizendo que elas são fruto de preconceito ideológico contra a propriedade privada. Na verdade, não parecem ser contra o capitalismo, mas sim a favor do trabalho assalariado e, com garantias e direitos, que é da natureza do próprio capitalismo. Não cumprir essas regras seria restituir uma ordem medieval do trabalho.

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Os novos mandamentos do estagiário, por Allan Sieber

Antropologia 101 para o povo da revista Veja

Em terceiro lugar, a revista parte do pressuposto inteiramente injustificado de que “ser índio” é algo que remete ao passado; algo que só se pode ou continuar (a duras penas) a ser, ou deixar de ser. A idéia de que uma coletividade possa voltar a ser índia é propriamente impensável pelos autores da matéria e seus mentores intelectuais. Mas como eu lembro em minha entrevista original deturpada por Veja, os bárbaros europeus da Idade Média voltaram a ser romanos e gregos ali pelo século XIV — só que isso se chamou “Renascimento” e não “farra de antropólogos oportunistas”. Como diz Marshall Sahlins, o antropólogo de onde tirei a analogia, alguns povos têm toda a sorte do mundo.

Do Eduardo Viveiros de Castro. O povo da Veja deveria agradecer pela aula. O cara é ocupado, e deveria estar gastando seu tempo cuidando de coisas importantes, ao invés de ficar dando aula pro pessoal de uma revista tosca como a Veja.

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O professor Eduardo Viveiros de Castro manda o pessoal da revista Veja estudar

Reitero que a revista fabricou descaradamente a declaração “Só é indio quem nasce, cresce e vive em um ambiente cultural original”. Se o leitor tiver o trabalho de ler na íntegra a entrevista reproduzida em Veja.com, verá que eu digo exatamente o contrário, a saber, que é impossível de um ponto de vista antropológico (ou qualquer outro) determinar condições necessárias para alguém (uma pessoa ou uma coletivdade) “ser índio”. A frase falsa de Veja põe em minha boca precisamente uma condição necessária, e, ademais, absurda. Em meu texto sustento, ao contrário e positivamente, que é perfeitamente possível especificar diversas condições suficientes para se assumir uma identidade indígena. Talvez os responsáveis pela matéria não conheçam a diferença entre condições necessárias e condições suficientes. Que voltem aos bancos da escola.

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O falsificante poder de síntese da revista Veja, por Eduardo Viveiros de Castro

Quanto à curiosa noção de que eu autorizei a revista, em particular, a “usar de maneira sintética” esse texto, observo que, além de isso “não condizer com a verdade”, certamente não é o caso que esse poder de síntese de que a Veja se acha imbuída inclua a atribuição de sentenças que não só se encontram no texto em questão, como são, ao contrário e justamente, contraditas cabalmente por ele. A matéria de Veja cita, entre aspas, duas frases que formam um argumento único, o qual jamais foi enunciado por mim.

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2010-05-04

Uma multa do tempo da privataria

Em janeiro deste ano, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) confirmou uma multa de R$ 286 milhões ao grupo RBS, por manter, em 1999, uma sociedade com a Telefônica por apenas 50 dias. O CARF avaliou que a sociedade foi uma simulação conhecida como “casa-separa”, onde, para escapar da tributação sobre a venda de um ativo, a empresa compradora se torna sócia da empresa vendedora temporariamente, por meio de um aporte de capital. Pouco tempo depois, a empresa deixa a sociedade, levando o ativo, em vez do dinheiro.

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Jornal orwelliano livra a cara de Serra

Reescrever o passado é tão lindo. Na próxima versão, Serra vai parecer ainda mais sábio. Quem domina o presente domina o passado, dizia aquele cabra, o O'Brien.

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Revista Veja e o fiasco da falsa citação

Vejam a real beleza da coisa: em sua resposta, A VEJA NÃO REPRODUZ A FRASE QUE O EVC DIZ QUE NÃO DISSE, para que o leitor não possa compará-la com a frase que ele disse, e ver que (1) ELAS NÃO SÃO IGUAIS, e (2) A FRASE DO EVC SAIU NA VEJA ENTRE ASPAS, COMO DECLARAÇÃO REPRODUZIDA LITERALMENTE. O leitor tinha todo o direito de achar que era uma frase saída da boca do EVC. Não era: A FRASE FOI INVENTADA PELA VEJA.

Mais adiante o NPTO se enche de lirismo, e diz: «Nem se vocês enfiarem o Reinaldo Azevedo no cu do cadáver fresco do Lévi-Strauss você vai conseguir fazer essa idéia sair de dentro de um antropólogo.»

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Disclaimer

Nota bem que eu publico aqui opiniões de diversas pessoas, o que não quer dizer que eu concorde com tudo. A responsabilidade pelo que reproduzo aqui é dos autores citados. Essa responsabilidade se estende aos autores dos comentários feitos às postagens deste blog.