2009-11-30

Impostos e dissonância cognitiva

Na New York Review of Books, Tony Judt fala de uma dissonância cognitiva estadunidense: querer serviços públicos melhores, mas não querer pagar impostos. A dissonância cognitiva em questão também atinge brasileiros que são donos de carros grandes e caros, a levar em conta os adesivos grudados nos mesmos. 

Estar em dissonância cognitiva é ter duas ideias ou atitudes contraditórias ao mesmo tempo. Se você quer melhores serviços publicos, devia querer mais impostos. Além disso, se você quer justiça ao invés de exploração dos mais sofridos, deve querer também que a riqueza dos mais ricos seja o alvo principal dos impostos. Mas querer ótimas estradas, ótima limpeza urbana, ótimo judiciário, ótimos hospitais e ótimas universidades públicas sem querer os impostos que os pagam é estar em dissonância cognitiva, o que é uma maneira de viajar na maionese, pra ir pro popular. 

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A morte das mídias tradicionais e o UOL

Pelo mundo afora, as empresas de comunicação discutem como ganhar dinheiro em uma época na qual as pessoas já não compram mais jornais. Uma das ideias é cobrar pelo conteúdo, mas ao menos no mundo estadunidense se vê problemas nessa proposta, pois parece difícil que as pessoas queiram pagar por tal produto. 

Uma coisa curiosa no Brasil é que as pessoas pagam por esse produto. Muitas pessoas -- imagino que uma parcela considerável da camada da população com acesso à internet -- pagam para acessar o conteúdo exclusivo do UOL e de outros portais. 

Por que pagam? Não faço a menor ideia, mas imagino que é porque gostam do que encontram. 

E aqui temos tudo: pagam porque gostam, deixam de pagar quando a coisa desagrada. 

Bem, semana passada a Folha de São Paulo chegou ao que talvez seja o fundo do poço, e eu sei de ao menos um assinante que cancelou o serviço do UOL. A razão é simples: vale a pena pagar por informação, baixaria é melhor de graça. 

Não quero discutir a baixaria, pois não vale a pena. Mas acho importante notar a falta de visão do pessoal da Folha para o negócio que tocam. Enquanto o mundo todo espera encontrar um jeito de fazer as pessoas pagarem pelo conteúdo, a Folha dá um jeito de perder clientes que pagavam numa boa. 

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Impostos e justiça social

Eu e o Fabian estamos trabalhando em um artigo para revista (magazine) sobre impostos brasileiros e justiça social. 

A ideia é comparar o quanto um pobre trabalha por ano para pagar impostos (197 dias/ano) com o quanto um rico trabalha (106 dias/ano), segundo estudo recente do IPEA. 

A partir daí, mostramos que libertaristas, utilitaristas, marxistas e igualitaristas liberais acham a distribuição ruim, mas por diferentes razões. 

Vemos como bem fundadas dos pontos de vista moral e político as razões de utilitaristas, marxistas e igualitaristas liberais, e defendemos a proposta desses últimos, por ser a mais bem embasada, e por ser a preferida pelos governos e instituições multilaterais do mundo afora. 

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A Quarta meditação está na base

Andrea Christofidou retoma uma tese que vem tendo relativo sucesso desde Descartes' dualism, livro de 1996 de Gordon Baker e Katherine Morris: a Quarta meditação é a base do projeto filosófico de Descartes nas Meditações

Isso quer dizer que a espontaneidade humana é a base de todo seu projeto, o que quer dizer que a base é nosso poder de julgar, e nossa responsabilidade total pelos nossos julgamentos. O que quer dizer que só podemos culpar a nós mesmos pelos nossos erros. O que quer dizer que Sartre não é um cara lá muito original, ainda que seja muito capaz de dar uma roupagem estilosa a essa ideia fundamentalmente cristã, pois fundamentalmente encontravel nos textos do bispo Agostinho. 

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Melhor não ter existido?

O filósofo David Benatar diz que os pais são culpados de todos os males sofridos pelos filhos, e não merecem elogio por nenhuma das vantagens de existir. De modo que quem procria age mal, pois faz mal a alguém. 

Confesso que não entendo. Digamos que um filho espete o dedinho em um espinho, e sinta dor por isso. Devemos culpar seus pais pelo sofrimento da criança? Não vejo como. Certo, a procriação é condição do sofrimento, mas não é causa, muito menos motivo. De modo que simplesmente não cabe falar em responsabilidade e culpa pelos sofrimentos do filho. 

Me parece que ser-alguém é condição para sofrer mal ou fruir do bem, e tudo que os mais fazem é tratar do ser-alguém. Quanto ao que vem depois, fora o que exigimos dos pais, como cuidado e atenção aos filhos, não é culpa deles. 

Mas, claro, estou só dando voz ao senso comum e ao bom senso, ainda que com argumentos que distinguem uma coisa da sua condição. A visão de Benatar me parece bem bizarra. 

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As figurinhas de Copenhagen

O Guardian fez um retrato divertido das principais nações da conferência de Copenhagen sobre o clima. 

Os EUA vão à conferência com a abordagem Poliana, pois querem grande redução das emissões de CO2 com pouca mudança na produção industrial. 

Líder em emissões de CO2 desde 2006, dificilmente ouviremos os chineses dizendo "somos o número 1!" na conferência. A China vai disposta a cortar emissões se outros também cortarem, e querem mesmo é financiamento internacional para a mudança na base industrial. 

A União Europeia posa de grande defensora do ambiente, mas quer mesmo é que as nações pobres resolvam o problema do clima deixando-os em paz para poluir. 

O Japão vai à conferência após ter cortado por conta próprias as emissões de maneira significativa, e querem ser vistos como líderes no campo climático. 

A Rússia é grande fornecedora de combustíveis fósseis, mas emite menos gases poluentes do que a URSS emitia. 

O Brasil é um dos maiores emissores de gás carbônico entre os países em desenvolvimento, mas por causa das emissões das suas florestas. Oferece mantê-las de pé, e o exemplo de líder em combustíveis renováveis. 

A Índia quer usar suas enormes reservas de carvão com combustível, mas teme os efeitos da elevação do nível do mar. 

No quesito emissão de CO2 o Canadá é um dos países mais porcos, e não tem metas ridículas de redução. 

A Austrália é um dos maiores emissores de CO2, mas quer passar a ser vista como líder ambiental. 

As Maldivas estão em Copenhagen para dizer que não é divertido viver sob as águas do mar. 

A Arábia Saudita quer que essa conversa de corte de emissões de CO2 seja deixada pra lá. Vai comum ou aditivada? 

A Etiópia será um dos países mais atingidos pelas mudanças climáticas, e só tem uma coisa a dizer: "Socorro!"

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Sem clima em Copenhagen

A revista New Scientist buscou as opiniões de cientistas, políticos e negociantes sobre a conferência de Copenhagen, e encontrou um cenários de dúvida e ceticismo. 

R. K. Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental de Mudança Climática, deseja um acordo nas linhas da proposta da União Europeia, o qual prevê fundos para que as nações mais pobres "se adaptem" e "mitiguem" o impacto do seu desenvolvimento futuro no clima. 

Não sei até que ponto o otimismo acima não está baseado em lançamento do ônus do clima nas nações pobres e não poluidoras, pois não sei até que ponto a "adaptação" não é eufemismo para forçar as nações pobres a serem diferentes das nações ricas, as quais continuariam poluidoras. Se esse for o cenário positivo a ser alcançado em Copenhagen, estamos perdidos. 

O grande temos de Pachauri é que o Conselho não dê em nada, a não ser acusações mútuas. Se sua fala indica que as nações que poluem há séculos não mudarão suas próprias práticas, há base para esse temor. 

John Schellnhuber, conselheiro cientifico da chanceler alemã Angela Merkel, não tem nenhuma esperança de alcançar um grande acordo que imponha restrições legais às práticas econômicas que deterioram o clima. 

Richard Lindzen, professor de ciências atmosféricas no MIT, acha a estupidez das estupidezes vincular o clima ao parâmetro único das emissões de CO2. Para ele, conversas em tal base estariam apoiadas em conhecimentos científicos de séculos passados, e estariam em desacordo com o que se sabe hoje. 

Jeremy Leggett, investidor em energia renovável, simplesmente não fala coisa com coisa, a não ser que não dá para verdear as práticas econômicas sem ter em vista os negócios e o investimento. Ou seja, simplesmente não fala coisa com coisa. 

Raul Estrada-Oyuela, diplomata argentino que presidiu as negociações do Protocolo de Kyoto em 1997, diz que a conferência de Copenhagen não atingirá suas metas porque os EUA não têm uma política clara sobre emissões de CO2, visto que a nova administração não teve tempo de reverter a catastrófica política de Bush W. para o clima. 

Richard Folland, conselheiro do J. P. Morgan, só tem olhos para acordos que dêem bons negócios. Na verdade, não demonstra interesse ou conhecimento algum do que está realmente em discussão, a vida humana no futuro. 

A melhor esperança de Stephen Schneider, professor de Estudos Ambientais Interdisciplinares em Stanford, é um acordo de última hora entre EUA e China. 

Sarah Butler-Sloss é presidenta dos Prêmiso Ashden para Energia Renovável, e lembra que não precisa estar em discussão a diminuição do crescimento econômico, pois já há várias tecnologias limpas disponíveis. Ela teme que as nações ricas emperrem as negociações, o que seria desastroso para as nações pobres. 

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2009-11-27

Anotação sobre o futuro e a história

Estava relendo Kuhn para a aula do Paulo, então cheguei nesta oração, e parei:

«[...] para compreender algum corpo de crenças científicas passadas, o historiador precisa adquirir um léxico que, aqui e ali, difere sistematicamente daquele corrente em sua própria época.» (O caminho desde A estrutura, p. 78)

Usualmente eu lia isso como uma teoria sobre o passado, mas não mais. A oração inicia com um sintagma preposicional, um PP, e isso faz toda a diferença. O assunto é o futuro: [PP para [VP compreender [DP algum [NP corpo de crenças científicas passadas]/NP]/DP]/VP]/PP. O historiador busca algo futuro, uma compreensão que ele ainda não tem. Eis a história, ao menos para um hermeneuta: algo da ordem da compreensão que se almeja, e que está no futuro como tudo o que se almeja. 

A meta de quem faz história é algo futuro: é «[...] a repetição de uma possibilidade de existência recebida pela tradição.» (Heidegger, Ser e Tempo, ¶74). 

Usar uma palavra de uma maneira é uma possibilidade de existência. Para realizar essa possibilidade é preciso adquirir um conceito, isto é, ser capaz de usar ou ao menos reconhecer uma palavra nos seus lugares, sejam esses as sentenças, instituições, autoridades ou línguas (Hacking, Ontologia histórica, p. 85). Assim, o assunto de Kuhn é o futuro, por ser uma compreensão futura, na medida em que é almejada. Essa compreensão se alcança colocando os conceitos nos seus devidos lugares. 

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2009-11-26

Livros acadêmicos e leitores eletrônicos

Todo o mundo que lê no meio acadêmico (ou seja, uma fração desse meio) está empolgado com leitores de PDF como o Que, o Iliad, o Nook e o Kindle, pois eles nos permitem levar nossos livros a todos os lugares, e liberar vários metros cúbicos nas nossas casas. 

Mas há um problema: boa parte dos leitores tem uma tela pequena, de 6 polegadas. Textos acadêmicos precisam ser reduzidos para caber nessa telinha, o que resulta em leitura desconfortável. 

Solução? Há duas: leitores com telas maiores ou livros com páginas menores. 

Como acho que a primeira solução deveria ser opcional, e a escolha do aparelho menor deveria ser prestigiada, faço campanha por livros acadêmicos com páginas menores, as quais seriam melhores para a leitura em aparelhos eletrônicos. 

Não há porque os livros acadêmicos terem um formato que é bom para o papel mas ruim para o meio eletrônico, pois é nessa mídia que acabarão sendo lidos pela fração do mundo acadêmico que lê. 

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2009-11-17

Metafísicas canibais

Pessoal,

acabei de ler o último livro do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, intitulado Métaphysiques Cannibales (PUF, 2009). O livro foi lançado duas semanas atrás, e, na minha opinião, merece a atenção dos filósofos brasileiros desde já. É uma pena que Bento Prado Jr. esteja morto, pois ele era um dos poucos filósofos brasileiros com a visão para a importância do projeto do Viveiros de Castro, e certamente nos faria ler este livro com a devida atenção. 

Métaphysiques Cannibales é um livro que dá de presente a nós filósofos um mundo possível muito interessante: imagine um mundo possível no qual o ser humano, outros animais e outros seres são dotados de alma, e ser dotado de alma é classificar as coisas tal como os humanos classificam, mas segundo a função de cada coisa para os humanos. Assim, se os humanos classificam o centro da aldeia como um lugar de celebração, os porcos do mato classificarão aquilo que nós humanos vemos como lamaçal como lugar de celebração, pois é assim que eles o veem. Nós classificamos o sangue como algo repugnante, e o evitamos na alimentação. A onça se delicia com o sangue, e o vê tal como os humanos veem a cerveja, com a qual se deliciam. Nesse mundo possível, os predicados de cada objeto mudam de acordo com o que você é, de modo que a natureza muda de acordo com a perspectiva do ser dotado de alma. 

Esse é um mundo possível bem interessante pelas suas consequências epistêmicas e metafísicas, e só isso já valeria a atenção dos filósofos. Mas há mais: esse mundo possível é real, pois é assim que os povos amazônicos concebem a natureza e a mente. 

Na minha opinião, isso é o bastante para que o livro não passe despercebido entre nós da filosofia, principalmente no Brasil. 

c.

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2009-11-13

Surb

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Artistas ganhando mais grana

O gráfico acima serve para enterrar o debate encenado sobre os ganhos dos artistas em tempos de downloads arraigados, pois mostra que na Inglaterra os artistas ganharam mais grana em 2008 do que em 2004.

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Possuído pelos livros

Agora não consigo parar de ler Métaphysiques Cannibales, de Eduardo Viveiros de Castro. 

Acabei de reler Historical Ontology, de Ian Hacking. Acho que vou comprar a tradução na Feira do Livro e ler outra vez. 

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2009-11-12

Burroughs e os gatos

Estou totalmente apaixonado pelo livro de William Burroughs sobre os gatos. Leio o tempo todo, principalmente quando tô deitado abraçado com a Ane. 

O nome do livro é O gato por dentro, e custou R$6,40 na Feira do Livro de Porto Alegre, banca da L&PM. 

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2009-11-10

Aborto e ultrassom

Mandatory ultrasound is about punishing women who take motherhood seriously but who differ from pro-life legislators in their understanding of just what that means. By insisting that women take a particular and literal view of fetal existence, the legislation attempts to ensure that women who abort will feel as guilty as possible.

Coisas dos EUA: em vários estados, as mulheres são obrigadas a se despir para um ultrassom caso queiram um aborto, e forçadas a olhas para a imagem escaneada. Duplo abuso. Primeiro do corpo, depois da mente. É a ideologia intolerante de direita abusando da individualidade feminina.

Ainda assim, a situação do Alabama é melhor do que a do Brasil. Aqui ainda somos obrigados a levar nossas amigas a clínicas clandestinas, e jovens se endividam sem auxílio da família para fazer um aborto em segredo.

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Puliça para quem precisa de puliça

os desvios de conduta são mais frequentes entre a casta dos salários superiores, do que entre os que ganham menos.

Sobre corrupção policial, via Marco Weissheimer http://rsurgente.opsblog.org/2009/11/10/sobre-a-corrupcao-policial-lula-pisou-na-bola/

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2009-11-09

Relator pede ação penal contra Eduardo Azeredo

O ministro Joaquim Barbosa, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) da denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de envolvimento em um esquema de caixa dois durante sua campanha pela reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998, defendeu na quarta-feira (4) a abertura de uma ação penal contra o senador por crime de peculato.

Segundo o relator, há indícios que apontam “para a atuação dolosa de Azeredo” no esquema de desvio de recursos públicos, que envolvia pessoas “de plena confiança” do então candidato à reeleição. “Há fortes indícios da natureza criminosa da campanha de Azeredo. Indícios de que o acusado tinha conhecimento do esquema e queria realizá-lo estão presentes na denúncia”, ressaltou em seu voto. Azeredo foi presidente nacional do PSDB.

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1968 nos EUA

1968 can also be seen as a turning point, marking the terminus of American socialism and the ascendancy of a self-confident, pro-capitalist conservatism.

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O tamanho da tela dos e-readers

Ano que vem comprarei um leitor portátil de PDFs. Tá decidido. Não será o Kindle, pois ele não lê PDFs, e a Amazon te sacaneia. Não será o Nook, pois sua tela tem apenas 6 polegadas, enquanto o ideal para a leitura de PDFs acadêmicos é algo entre 7-10 polegadas. Qual será? Não sei. Talvez o Que. 

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Violando a causalidade

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Brazil's soap operas linked to dramatic drop in birth rates - CNN.com

Despite a religious culture that condemns modern family planning methods, birth rates in Brazil have decreased from 6.3 children per woman in 1963 to 2.3 in 2000. This drop is of a similar scale to that seen in China, where the government has played an extensive and controversial role in controlling population numbers.

Vital Signs
Each month CNN's Dr. Sanjay Gupta brings viewers health stories from around the world.

Although such a change could be attributed to a range of factors, a new study reveals that there is a direct correlation between the availability of the Globo TV signal and low fertility rates across Brazil. This is accompanied by a similar pattern of increasing divorce rates, as well as the (albeit less remarkable) tendency for parents to name their children after popular characters.

Novelas depict the "small, healthy, urban, middle and upper-class consumerist family," says Alberto Chong, one of the study's authors. "They have been a powerful medium through which the small family has been idealized."

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Dead wrong: Man attends own funeral after mix-up over body's ID - CNN.com

On the holiday known as the Day of the Dead, a Brazilian bricklayer walked into his own funeral.

The sight of Ademir Jorge Goncalves alive shocked relatives, some of whom tried to jump out of the windows of the funeral home in southern Brazil.

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2009-11-08

Um cão detona mais meio ambiente do que uma camionete

Da revista New Scientist http://www.newscientist.com/article/mg20427311.600-how-green-is-your-pet.html

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Impactos do agronegócio sobre ambiente e saúde são alarmantes, avaliam especialistas | MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Vicente lembra que o processo produtivo do agronegócio gera disputa de território. De acordo com o pesquisador, essa disputa leva à concentração fundiária que, por sua vez, gera riqueza, que gera poder, que ocasiona a fome, a erosão genética e a contaminação do solo, da água e da biodiversidade. "O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. A agricultura promete geração de renda e emprego, mas o que vemos são trabalhadores contaminados, alimento contaminado. É importante avançarmos na negação do atual modelo e incentivarmos uma transição agroecológica. É preciso analisar os custos que essa mudança traz e suas conseqüências para a população".

Para Marcelo Firpo Porto, pesquisador da ENSP, é necessária a articulação de uma rede de pesquisadores lutando contra o agronegócio, e não somente contra os efeitos do agrotóxico. Para isso, segundo ele, é importante articular saúde, economia, agronomia, política e outros atores para uma transição agroecológica justa e sustentável. "Grandes plantações são uma bomba ecológica, pois agridem a cultura local, geram disputa por território e trazem vários outros danos. Um exemplo da expressão do agronegócio é a soja. Ela tem avançado sobre o cerrado brasileiro e a Amazônia. É a expressão clara da expansão da monocultura e do agronegócio. Envolve diretamente queimadas para a preparação do solo e cria aquele 'oceano' de soja".

Marcelo apresentou um mapa que demonstrou a expansão do agronegócio de 1995 a 2005. Nesse período, a venda de agrotóxicos triplicou, e a área de plantio aumentou apenas 20%. "O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Denúncias da Rede Brasileira de Justiça Ambiental falam da fusão da indústria química com produtores de semente. O agrotóxico que o Brasil consome foi proibido na Europa e nos Estados Unidos. É preciso incentivar a transição agroecológica, e o papel da saúde é fundamental para um modelo com justiça social e cultural, com segurança alimentar e preservação ambiental".

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Oposição oca

A oposição não tem projeto, discurso nem base de apoio social. O que eles têm é uma tentativa de partidarização de alguns segmentos da imprensa, substituindo a oposição política por uma oposição quase midiática

Palavras de Dilma Rousseff

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MST exige cumprimento da lei

A nova CPI tem por objetivo se contrapor à luta pela atualização dos índices de produtividade agrícola. Os atuais índices foram estabelecidos em 1975 e devem, pela Lei Federal 8.629, de 1993, ser atualizados. Exigimos que se cumpra a lei.

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Que venha a CPI do MST | MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Que venha a CPI do MST

3 de novembro de 2009

Por João Pedro Stedile*

A CPI contra o MST está instalada, por iniciativa dos parlamentares mais atrasados da bancada ruralista. Esses não se encaixam nem mesmo como representantes do agronegócio. Promovem as mesmas atuações da bancada da UDR, liderada por Ronaldo Caiado.

Querem projeção pré-eleitoral. Sonham em dar ao mandato parlamentar atribuições policiais contra os movimentos sociais. Rebaixam o Parlamento.

É a terceira CPI contra o MST. E todos os convênios destinados às áreas de reforma agrária recebem rigorosa auditoria dos órgãos competentes, como o Tribunal de Contas da União (TCU). Lamentamos que tal rigor não seja aplicado à classe patronal e a ONGs tucanas.

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2009-11-07

Monopólio: Cutrale destrói mercado e capitalismo

Por conta do monopólio da Cutrale no comércio de suco e da imposição dos preços, agricultores que plantam laranjas foram obrigados a destruir entre 1996 a 2006 cerca de 280 mil hectares de laranjais. A empresa já foi processada por formação de cartel e danos ambientais e seus donos acusados por porte ilegal de armas de fogo.

É a velha história: no campo, o MST é a favor da modernidade produtiva do capitalismo, e os ruralistas são favoráveis ao lucro fácil para poucos com improdutividade e mau uso da terra.

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Dõe 140mil e ganhe uma CPI contra os pobres

Arnaldo Madeira (PSDB/SP) recebeu, em setembro de 2006, R$ 50.000,00 em doações da empresa. Carlos Henrique Focesi Sampaio, também do PSDB paulista, e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB/BA), obtiveram cada um R$ 25.000,00 para suas respectivas campanhas. Nelson Marquezelli (PTB/SP) foi beneficiado com R$ 40.000,00 no mesmo período. Os quatro parlamentares que votaram favoravelmente à CPI integram a lista dos 55 candidatos beneficiados pela empresa em 2006.

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Deputados que assinaram CPI contra o MST receberam dinheiro da Cutrale

Quatro deputados federais que assinaram a CPMI do MST receberam doações da empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça.

Bancada ruralista, bancada antipobre.

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2009-11-05

A presença da vulnerabilidade animal

A consciência que cada um de nós tem de ser um corpo vivo, estando "vivo no mundo", leva consigo a exposição ao senso corpóreo da vulnerabilidade à morte, vulnerabilidade animal pura, a vulnerabilidade que partilhamos com eles. Essa vulnerabilidade é capaz de nos levar ao pânico. Apenas ser capaz de reconhecer isso, nem mesmo como algo partilhado, é mortificante; mas reconhecer isso como partilhado com outros animais, na presença do que fazemos a eles, é capaz não apenas de levar ao pânico mas também de isolar, como Elizabeth Costello é isolada. Há alguma dificuldade em ver porque devemos não preferir retornar ao debate moral, no qual a vitalidade e morte dos animais entram como fatos que tratamos como relevantes dessa ou daquela maneira, não como presenças que podem tirar nossa razão do lugar?
Cora Diamond, "The Difficulty of Reality", p. 77

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Professores guaranis são encontrados mortos no Mato Grosso do Sul

Enviado para você por Cesar S. através do Google Reader:

via O Incrível Exército Blogoleone de zealfredo em 04/11/09

A informação é do Conselho Indigenista Missionário (Cimi): indígenas da comunidade Po´i Kuê informaram que, no início da tarde desta quarta (4), foram encontrados os corpos dos professores guarani kaiowá Olindo e Genivaldo Verá. Eles estavam desaparecidos desde 30 de outubro, quando foram atacados por um grupo de pistoleiros perto da cidade de Paranhos no Mato Grosso do Sul.

Os dois professores faziam parte de um grupo de 25 indígenas que vivem na aldeia Pirajuí e tinham voltado ao seu território tradicional no dia 20 de outubro. No dia seguinte, um grupo de pistoleiros atacou os indígenas e os expulsou da área, ferindo diversos guaranis. A Polícia Federal está investigando o ocorrido.

Mais no blog do Sakamoto.


Coisas que você pode fazer a partir daqui:

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Disclaimer

Nota bem que eu publico aqui opiniões de diversas pessoas, o que não quer dizer que eu concorde com tudo. A responsabilidade pelo que reproduzo aqui é dos autores citados. Essa responsabilidade se estende aos autores dos comentários feitos às postagens deste blog.