2009-10-29
Lítio: o futuro dos portáteis depende da Bolívia
El salar de Uyuni, la mayor reserva de litio del mundo, estimada en 5,4 millones de toneladas métricas, se adscribe para el siguiente decenio como un puente de desarrollo para la región, Bolivia y el mundo en base a sus ingentes reservas de este mineral.
Pentágono aposta em software livre
In addition, the memo lays out a list of open source positives, including broad peer-review that helps eliminate defects, modification rights that help speed changes when needed, a reduction in the reliance on proprietary vendors, a licensing model that facilitates quick provisioning, cost reduction in some cases, reduction in maintenance and ownership costs, and favorable characteristics for rapid prototyping and experimentation.
Embaixatriz brasileira trabalhou pra CIA
O fato de alguém como Virginia Leitão da Cunha - cujo marido ocupou altos cargos, foi até ministro do Exterior da ditadura - ter atuado como espiã a serviço de potência estrangeira, dentro da embaixada brasileira, e recrutado agente para serviço de espionagem de outro país, é vergonha que tem de ser exposta à execração pública, para o exemplo nunca ser seguido.
Argemiro: O passado sinistro do Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores atravessou todo o período da ditadura militar como se vivéssemos no melhor dos mundos, enquanto perseguia diplomatas - intelectuais como Antonio Houaiss, Vinícius de Morais, João Cabral de Melo Neto entre muitos. E prestou-se a papéis indignos mesmo antes do golpe de 1964.
2009-10-28
The new brits - The Rude Pundit
Okay, enough. We've tolerated this "war" in Afghanistan long enough. Both of the conflicts started by the Bush administration were the arrogant indulgences of a bloated, louche empire in decline. Like wealthy, young Victorian Brits who went off for a couple of years to Africa or India for an adventure among the brown people, this white colonial expedition is nothing more than a pathetic projection of putative power, and, like those Brits, some of whom made fortunes exploiting the lands and others who returned horribly scarred and dismembered, it's time to admit we're spread too thin and that if we haven't failed yet, failure, however long deferred, is merely the inevitable outcome of a mission that was doomed from day one.
Iraq: A Bigger Threat Than Bombs
But the problems in Iraq are much more profound, and much more threatening, than occasional bomb blasts, however powerful. The bombings distract from the sobering fact that politics remain so dysfunctional as to disable governance. Following a two-year lull in which security steadily improved but politicians made no progress on the principal constitutional issues dividing them—particularly on the questions of how to share or divide power and wealth, and how to settle territorial disputes—Baghdad has entered a season of crisis that may undo the relative peace that has been achieved.
Ricardo Piglia e trauma nacional
Ricardo Piglia’s The Absent City
Oppressed Memories Unearthed
Irene WirshingMiami Dade College
The Argentine novelist Ricardo Piglia’s The Absent City reflects upon the retrieval of the past as a prerequisite for healing from national trauma. If postdictatorship countries are to implement a transition to democracy, their citizens must confront the past. The denial of national trauma perpetuates tyranny. Taken together, the many fragmented stories in Piglia’s novel can be viewed as a metaphor for the process of retrieving a repressed history. The central trope of the novel is Elena, a gendered machine made responsible for integrating Argentina’s past dissociations and making healing possible.
Key Words: National trauma • Traumatic memories • Argentina • Latin American literature • Tyranny
Latin American Perspectives, Vol. 36, No. 5, 108-120 (2009)
DOI: 10.1177/0094582X09341983
2009-10-27
O compromisso da esquerda com a participação e a pluralidade
Since the powers-that-be always prefer to rule over populations that are passive, inarticulate, fearful, subdued, and obedient, active participation is itself a good thing, even though some of us will want to criticize or oppose the resulting activities. Standing on the left, I imagine goodness being created and sustained by activist men and women in movements that are hostile to authoritarianism and hierarchy; in associations whose members commit themselves freely to one another—and to other others too; in communities experimenting with different understandings of a common life; and also, finally, in states where the practice of democracy engages the interests and passions of the citizens. To create and sustain this plurality of good societies will never be easy. It will turn out, in fact, to be a substantial, difficult, and radical project. But it is a possible project, while the one and only good society is both dangerous to attempt and impossible to achieve.
Michael Walzer, de novo.
Esquerda, liberdade e igualdade
I won’t pretend that freedom and equality are the common qualities of all good societies (monasteries are an obvious exception), but they are common to all left versions of goodness.
Texto do Michael Walzer. Tô adorando ler a revista Dissent.
O liberalismo segundo Michael Walzer
I will define liberalism simply and conventionally. Liberal politics is characterized by two sets of commitments: first, to individual freedom, civil liberty, the separation of church and state, religious toleration, and a pluralist society; second, to social justice, the welfare state, and the idea of mutuality or solidarity that, however attenuated in the modem world, underlies welfarist commitments. The relevant liberalism is that of the New Deal and the Great Society. In theoretical terms, it is the liberalism of John Stuart Mill and John Dewey, not of Adam Smith (as he is usually understood) or of Herbert Spencer or Frederick Hayek or Milton Friedman. It is strongly individualist but not libertarian.
Esclarecendo: *liberalismo*, aqui, é uma palavra com conotações positivas, e indicativa de uma posição de esquerda.
Uganda homophobia bill
A new Private Members Bill – Anti-Homosexuality Bill 2009 – has been tabled in the Uganda Parliament which would allow for the death penalty for “aggravated homosexuality”. The Bill also carries a sentence of life imprisonment for being or committing the offense of homosexuality, 7 years for attempted homosexuality and anyone who “aids, abets, counsels or procures another to engage in acts of homosexuality or anybody who keeps a house or room for the purpose of homosexuality.”
Novo da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou
"The riches of Vodoun rhythms are of such magnitude that one would never get to the bottom of it - we've tried"
Vincent Ahehehinnou - Lead Singer
.................................................................Release Date October 26th, 2009
"Echos Hypnotiques"Four years in the making, Analog Africa finally presents the second volume of Africa's funkiest band, the mythical
Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou.
Estes caras são ótimos. A música do Benin é muito demais de boa!
Outubro: Mês da História LGBT « Homomento
Que o Mês da História LGBT sirva não como momento saudosista das antigas formas de ativismo, pois estamos em tempos diferentes e ainda há muito pelo que lutar, mas como injeção de inspiração e ânimo para as reivindicações de hoje e amanhã. E que seja, em algum momento, importada para solo tupiniquim, em cuja história não faltam personalidades admiráveis para se explorar nessa área.
Roberto Freire, o lamentável
Roberto Freire deu um show de manobras argumentativas confusas na tentativa de apresentar um caminho ideológico minimamente plausível para o palanque de Serra.
Criticou firmemente o bolsa-família, mas quase sumiu na cadeira quando foi questionado se o Serra deveria ou não manter o referido programa. Não chegou a formular resposta.
Começou a dizer que o importante seria uma grande revolução tecnológica e energética, considerando que a era industrial foi superada pela era do conhecimento, e que o governo deveria olhar para o futuro, etc. e blá, blá, blá… (ou seja: na hora do aperto, restou-lhe apenas devaneios da ilusão).
Chegou a reconhecer que o bolsa-família melhorou as condições de vida de muitos brasileiros, mas que isso não foi, na realidade, uma mudança. Não entendi. Melhorar não é mudar?
O Globo apostando na ignorância do leitor, e se dando mal
Podemos discutir se jornalista tem que saber estatística (alguns dos melhores jornalistas acham que tem, sim), mas não há dúvida que tem que saber escrever com precisão. A manchete da capa indiscutivelmente sugere uma relação causal, direta, claramente identificável, entre o BF e a informalidade do trabalho. Como demonstra o trecho da página 3 citado acima, bem cedo na matéria O Globo já desistiu de provar esse argumento.
Costa-Gavras: "A América-Latina está se libertando dos EUA" - Vi o Mundo - O que você nunca pôde ver na TV
O realizador grego-francês Costa-Gavras, que denunciou em célebres filmes como "Estado de Sítio (1972)" e "Desaparecido" (1982) a mão invisível dos Estados Unidos na política latino-americana, confessa agora sua alegria pelo fato de "a América Latina estar, enfim, se libertando dos Estados Unidos". Em entrevista à imprensa espanhola, ele diz que tem admiração especial pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
de Cuba Debate, via Vermelho
"Na minha geração, vimos como os EUA controlavam tanto ditaduras como democracias na América Latina. O primeiro que teve a valentia de enfrentá-lo foi Fidel Castro e Cuba pagou e está pagando muito caro por isso", diz, em uma entrevista à imprensa madrilenha o diretor.
"Outros encontraram outras maneiras de fazer isso. E, em mim, o que mais admiração desperta é Lula da Silva. Há países que, ao contrário, parece que nunca sairão desta situação, como o México", assinalou.
O México foi derrubado pelo neoliberalismo elogiado por Veja
Nota do Viomundo: O Viomundo tem memória de elefante. O Viomundo se lembra muito bem quando a TV Globo mandava repórteres ao Chile para dizer que lá, sim, estava o paraíso capitalista. O Viomundo se lembra muito bem quando a revista Veja mandava repórteres ao México para dizer que lá, sim, estava o futuro da América Latina. O Viomundo é suficientemente informado para declarar que o texto acima é um primor de desfaçatez, ao atribuir os problemas do México a mau gerenciamento de algumas empresas privadas. O México está nessa pindaíba por ter acoplado sua economia à dos Estados Unidos, como fornecedor de mão de obra barata. O México está nessa pindaíba por ter promovido privatizações que concentraram o controle da economia na mão dos amigos do rei. Se o México fizer o que o autor do Economist sugere, "aprofundar" o estado mínimo, o México vai implodir. O México precisa desesperadamente de um mercado interno, mas promover um mercado interno no México atrelado ao NAFTA implica em perder a vantagem competitiva que sobrou ao país: mão de obra barata para produzir as mercadorias que os americanos agora não querem comprar. Quando é que os neocons vão admitir que a política de distribuição de renda -- no Brasil, via salário mínimo e Bolsa Família -- foi responsável por fortalecer o mercado interno, que ajudou a salvou o Brasil na crise? Podem esperar sentados. Eles ainda vão culpar o Obrador pela atual crise do México. Ou o Lula.
Economist: México morre de inveja do Brasil - Vi o Mundo - O que você nunca pôde ver na TV
Quando o Brasil foi não apenas incluído, mas nomeado primeiro entre os BRCs, a sigla usada amplamente para as principais economias emergentes, os líderes empresariais mexicanos protestaram que seu país deveria fazer parte. Bem, talvez. Mas acrescentar um "M" às letras iniciais do Brasil, Rússia, Índia e China tornaria a sigla muito menos atraente (MBRICs? BRIMCs?). E o homem que inventou a sigla em 2001, Jim O'Neill da Goldman Sachs, disse que o México (junto com a Coreia do Sul) foi considerado, mas não se encaixava no grupo.
A inveja mexicana do Brasil está mais intensa do que nunca, como este colunista descobriu na semana passada na Cidade do México. Um líder empresarial disse que estava otimista sobre o futuro econômico, mas isso porque "eu escolhi ser assim, por não ter alternativa -- e, além disso, o próximo ano não pode ser pior que este, pode?" Outros pareciam preocupados, prevendo vários anos difícies adiante.A economia mexicana foi atingida fortemente pela crise que se seguiu ao colapso da Lehman Brothers no ano passado. A economia do Brasil sofreu bem menos -- e já está acelerando de volta, em forte contraste com a do México. Isso é simbolizado pela força do mercado de ações do Brasil. Na semana passada o Santander, banco espanhol, levantou 7 bilhões de dólares vendendo ações de sua subsidiária brasileira, a maior oferta de ações que o país já viu. Em junho a oferta pública inicial (IPO) da Visanet, uma empresa brasileira de cartões de crédito, levantou quase 5 bilhões de dólares, e há várias outras grandes ofertas locais a caminho. Por contraste, o IPO mais recente do México foi em junho de 2008.
Parte do problema do México, especialmente depois da criação da Área de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), é que o país se especializou crescentemente em fazer coisas baratas para exportar para os Estados Unidos, uma estratégtia que parece menos brilhante agora que os consumidores americanos estão em greve. Enquanto isso, o Brasil rico em commodities se beneficia das exportações para a China, que compensa as exportações mais fracas para os Estados Unidos com uma escalada de gastos domésticos que, entre outras coisas, requer a importação de muitos materiais para construir nova infraestrutura.
Anuncian reunión entre Bolivia y EEUU en Washington para normalizar relaciones
Washington, 27 oct (ABI).- Autoridades de los gobiernos de Bolivia y de Estados Unidos se reunirán el miércoles en Washington para evaluar la marcha de sus relaciones políticas y económicas con el fin de normalizarlas, según un informe publicado el martes por el periódico estadounidense El Nuevo Herald. De acuerdo con este informe basado en un comunicado del Departamento de Estado, la delegación boliviana estará encabezada por el ministro de Relaciones Exteriores, David Choquehuanca, quien sostendrá un encuentro con sus similares del país del norte. Agregó que el canciller boliviano se entrevistará inicialmente con la Responsable de Asuntos Globales del Departamento de Estado, María Otero, quien es de ascendencia boliviana. El Nuevo Herald anotó que con el reinicio de reuniones entre altas autoridades bolivianas y estadounidense se dará mayor fuerza a un diálogo reiniciado en mayo pasado. "Este diálogo refleja el compromiso de ambos países para revisar y mejorar las relaciones sobre la base de respeto mutuo e intereses compartidos", indica un comunicado del Departamento de Estado. Agrega que entre los temas que se abordan será la retoma de la cooperación para el desarrollo, la inclusión social y la responsabilidad compartida para combatir el tráfico de drogas. El informe subraya que el encuentro en Washington del canciller boliviano con autoridades del Departamento de Estado estaba previsto inicialmente para los días 29 y 30 de junio, en el marco de la visita que realizó a Bolivia en mayo el entonces secretario de Estado adjunto de Estados Unidos para Latinoamérica, Thomas Shannon. Agrega que el Gobierno de La Paz propuso postergar esa reunión para preparar una serie de propuestas a ser presentadas probablemente esta semana a Estados Unidos en el marco de las relaciones bilaterales. En el primer encuentro celebrado en La Paz, las autoridades de ambos países decidieron fijar bases mínimas para recomponer sus relaciones, tras la decisión boliviana de expulsar en septiembre de 2008 al embajador estadounidense Philip Goldberg y a los agentes de la Oficina Anti Drogas (DEA) ante informes de intromisión en los asuntos internos. El gobierno boliviano denunció en septiembe del año pasado la existencia de un golpe cívico-prefectural impulsado por grupos de poder económico latifundista y cívicos de algunos departamentos, tras el triunfo contundente del presidente Evo Morales en el referéndum revocatorio en el que logró el respaldo del 67 por ciento de los votos. En esa consulta popular algunos de los prefectos opositores, como Manfred Reyes Villa en Cochabamba y José Luis Paredes en La Paz, no reunieron los suficientes votos para mantenerse en el cargo. Hoy ambos ex prefectos forman parte de un frente opositor, el Plan Progreso para Bolivia (PPB), que enfrentará al presidente Evo Morales Ayma en los comicios del seis de diciembre. En diciembre del año pasado, la Administración de la Casa Blanca suspendió para Bolivia el programa de preferencias arancelarias andinas por considerar que no había cumplido con las metas de lucha contra el narcotráfico. Mediante la Ley de Preferencias Arancelarias Andinas y Erradicación de Drogas (ATPDEA, por sus siglas en inglés), Bolivia exportaba con arancel cero principalmente manufacturas al mercado estadounidense. El gobierno de La Paz instó a Estados Unidos a cumplir con su responsabilidad en la lucha contra el uso de drogas, una vez que ese país se constituye en uno de los principales mercados mundiales de consumo. Acl ABI
FMI destaca políticas económicas en Bolivia y augura el mejor crecimiento de la región
La Paz, 26 oct (ABI).- El Fondo Monetario Internacional (FMI) destacó el lunes las políticas económicas implementadas en Bolivia por el gobierno del presidente Evo Morales que posibilitaron enfrentar la crisis financiera internacional sin tener mayores efectos, situación que le permitirá asumir el mejor crecimiento económico de la región con cerca al cuatro por ciento. "Bolivia es un país donde la crisis económica no impactó tanto y en el cual las políticas económicas permitieron suavizar el impacto de la crisis global. Bolivia es ahora el país de Latinoamérica que va a tener la tasa de crecimiento más alta, de cerca al cuatro por ciento Son pocos los países que van a salir con una tasa de crecimiento positiva en el 2009", destacó Gilbert Terrier, subdirector del departamento del Hemisferio Occidental del FMI. Terrier explicó que los países de Latinoamérica utilizaron políticas contra cíclicas para evitar que la crisis golpee sus economías con la implementación de medidas mucho mejores que de las economías avanzadas. "A menudo, en crisis pasadas, los países latinos tenían que aumentar las tasas de interés, tenían que reducir el déficit fiscal, en vez de eso vamos a ver que los países bien preparados pudieron utilizar en ese caso espacio que le había dado la prudencia en los años anteriores y que las políticas contra cíclicas han ayudado a atravesar esta parte del ciclo de la crisis", dijo. En el caso de Bolivia, señaló que no se cometió el error de otros países al gastar todo el ingreso que tenían en tiempos de bonanza, sino más bien durante los últimos años, (2005-2008), los ahorros fiscales fueron bastante altos lo que le permitió al país adoptar una política fiscal contra cíclica en 2009. "Una política fiscal que incluyó un aumento en la inversión pública para apoyar la demanda interna y también para un aumento del gasto en los programas de protección social", agregó. Según la explicación del experto del FMI, el crecimiento real promedio del gasto público en Bolivia de 2005 al 2008 fue del 9 por ciento anual, un ritmo bastante fuerte pero que se mantuvo muy por debajo del crecimiento real de los ingresos que fue del 18 por ciento anual. Aseguró que Bolivia y Latinoamérica tuvieron la capacidad de implementar políticas contra cíclicas en tiempos de crisis, con la reducción de sus tasas de interés, logrando una buena transmisión de las tasas de colocación bancarias en un contexto de tipo de cambio estable. "Sobre la política cambiaria, cada país reaccionó en forma diferente dependiendo de su contexto, de las idiosincrasias de sus economías, en Bolivia, la alta dolarización sugería mantener una clara tasa nominal durante la crisis y esa fue la decisión de las autoridades en un contexto donde no se requeriría una depreciación del tipo de cambio real y las reservas internacionales están altas", aseveró Terrier. Asimismo, la importación de bienes y servicios en Bolivia registró uno de los niveles más altos de Latinoamérica, incluso más que Brasil, Perú y Uruguay, situación que le permite atravesar la crisis con más confianza. "Bolivia ha aplicado una política económica acertada, la acumulación de ahorros y reservas le permitieron implementar políticas contracíclicas. La inflación está bajo control, el proceso de desdolarización está avanzando. Los agentes económicos tienen confianza por ese nivel alto de reservas internacionales, y tenemos que verlo como un factor muy positivo", enfatizó Terrier. afbs/acl ABI
Recomendo a leitura das notícias da Agencia Boliviana de Información, principalmente àqueles que gostam de notícias sobre um país que tem crescimento, industrialização e outras conquistas capitalistas a apresentar.
Resistência ao glifosato: pesadelo assombra produtores de soja transgênica – Marco Weissheimer
A trajetória tecnológica dos cultivos geneticamente modificados nos conduz a um beco sem saída. É claro que, para as empresas e seus cúmplices no governo, este é um bom instrumento para tornarem-se donas do campo, transformando-o em seu espaço de rentabilidade.
ABN / Gobierno colombiano prevé firmar pacto militar con EEUU sin aprobación del Congreso
Bogotá, 26 Oct ABN.- El canciller de Colombia, Jaime Bermúdez, afirmó este lunes, que el gobierno podría materializar un polémico acuerdo militar con Estados Unidos sin necesidad de enviarlo al Congreso. Bermúdez, quien participa en un evento auspiciado por la Organización de Estados Americanos (OEA) en esta capital, indicó que el Ejecutivo tiene todos los argumentos para firmar el referido pacto, sin que pase por el Legislativo, según indicó la agencia Prensa Latina. De igual manera señaló que no había necesidad de pedirle al Consejo de Estado un concepto sobre el acuerdo, aunque dijo que serán respetuosos de los planteamientos del alto tribunal. El gobierno está convencido de que se cumplieron todos los requisitos, por tanto no hay necesidad de llevarlo al Congreso, existen argumentos para ello, puntualizó, tras manifestar que tampoco era requisito incluso pasar por el Consejo de Estado en términos de consulta. Bermúdez también expresó que el gobierno tiene la facultad de avanzar en este proceso, pues el concepto de ese alto tribunal no es vinculante y, aunque se está revisando con respeto, el ejecutivo espera que el convenio sea firmado muy pronto, acotó. Al respecto, subrayó que la Casa Nariño tomará una decisión lo antes posible. En virtud del citado pacto militar entre Bogotá y Washington habrá permanentemente en Colombia por lo menos mil 400 soldados estadounidenses, 800 de manera directa y otros 600 bajo condición de contratistas, lo cual es considerado por varios países como un riesgo a la estabilidad y la paz en la región.
2009-10-26
Doctor's mistakes to blame for Keats's agonising end, says new biography
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Portrait of John Keats on his death-bed in Rome by his friend Joseph Severn. Photograph: Hulton Archive/Getty Images
The agonies of John Keats's final months in Rome were partly the result of his doctor's misdiagnoses, according to a new biography.
When the poet arrived in Rome from London in November of 1820, Dr James Clark initially ruled that "mental exertions and application" were "the sources of his complaints" which seemed chiefly "situated in his Stomach". "Though Clark had 'some suspicion of disease of the heart and it may be of the lungs', he confidently predicted that 'if I can put his mind at ease I think he'll do well'," writes Sue Brown in her biography of Joseph Severn, the friend who nursed Keats until his death in a small room by the Spanish Steps in Rome.
When Clark finally diagnosed consumption, he put Keats on a starvation diet of just an anchovy and a piece of bread a day to cut the flow of blood to his stomach.
Provando do próprio veneno
In short, helicopters are the irreplaceable connective tissue of the Afghanistan war effort — and its potential Achilles’ heel. “It’s our strategic weak point,” a defense official told Danger Room.
In the 1980s, the U.S. famously supplied Afghan militants with Stinger missiles that began to threaten the Soviets’ helo fleet at risk. It drove up the cost of operating in Afghanistan, and contributed to the Red Army’s eventual defeat.
EUA provando do próprio veneno no Afeganistão:
. Não tem estradas, tem que usar helicópteros, e há falta desses no momento
. Mas nos anos 1980s os EUA ensinaram os afegãos a derrubar helicópteros, e eles aprenderam direitinho
Isto não surpreende
É de lamentar que parlamentares do campo popular e democrático (pero no mucho) ainda precisem desse expediente para se comunicar com a sua base eleitoral: usar a mediação da mídia oligárquica como método privilegiado de informar e expor as suas atividades congressuais.
O querido blogueiro está falando de notícia da Maria do Rosário em coluna da Ana Amélia Lemos, e tá de cara com isso. Bem, ainda que as duas sejam muito diferentes, a coisa não me surpreende nem um pouco. Quem assistiu a um único programa eleitoral da MdR nas últimas eleições municipais de Porto Alegre viu muito bem que ela está querendo ficar com cara de Omo eleitoral a ser comprado por qualquer um, inclusive AAL. O que talvez seja bom pra MdR, mas pode não ser bom pra nós.
Crumb, o cartesiano
The divine creator shouldn’t be saying: “Note to self: Don't wipe out all of humanity on a whim.”
But then again, if God wants to be irrational, that’s his business. Rationality is a human concept. Consistency and being reasonable, those are all human concepts, and we can’t impose those on the creator. He can be as irrational and inconsistent and whimsical as he damn well pleases. He wants to destroy us in a moment with a snap of his fingers, that's his business. We can't say, “God, you shouldn't do that.” We’ve broken his heart. It’s like having a kid and the kid turns out bad. What are you going to do?
E aqui a concepção de deus de Crumb lembra a de Descartes nas cartas a Mersenne de 1630.
"Onipotência", estilo Gênesis
My favorite part is when he meets up with Abraham just outside of Sodom.
I love that part too. He shows up at Abraham’s campsite with these other two guys, these messengers or angels or whatever they are, and Abraham doesn’t even recognize him as anything special. And then he reveals that he’s the Lord.
He's talking about Sodom and Gomorrah, and he basically says, “I better go down there and check it out.”
(Laughs.) That’s right. It’s odd, it’s very odd.
He’s an all-seeing, all-knowing entity who apparently isn’t entirely sure what’s going on in that city a few miles away.
It doesn’t make much sense. But he gets more and more distant as you get towards the end of Genesis. He talks intimately with Abraham, and he talks with Noah, but I don't think Joseph ever talks directly to God, does he?
I don’t think so. But that may be because Joseph is always crying.
He is something of a weeper.
É o tipo de coisa que os filósofos não entendem bulhufas do deus judaicocristão.
Crumb: Ló transando com as filhas
Compre o Gênesis de Robert Crumb na Livraria Cultura.
Educação católica como violência contra as crianças
It’s funny, you don't meet a lot of former Catholics who aren’t bitter. They’re never like, “Y’know, it just wasn't for me.”
I received an intense Roman Catholic brain-washing when I was a small child in Catholic school. It’s a terrible, terrible thing to do to a child. It might still have some subconscious hold on me. But consciously and intellectually, I’ve worked my way through that a long time ago.
Ah, os intermediários
When was the last time you set foot in a church?
I was raised Catholic and I went to church until I was 16. I went through a phase when I was 15 of being quite fanatically Catholic. I was going to church a lot, receiving communion, saying the Rosary, praying, all that stuff. But when I started scrutinizing it, it just fell apart so quickly. I asked the local priest, an Irish priest named Father Donahie, some questions that angered him so much, he came right at me with his fist. (Laughs.) I wasn’t being rude, I was just politely asking about some of my doubts. Obviously he wasn't a thinking man. And I suddenly realized, “Oh, I get it. The people who hold these ranks in the church and pretend or presume to be the intermediator between us and God actually haven't thought this thing out very well.” That was a big eye-opener for me
Passagem bacana. Crumb deixou de ser católico quando era católico fervoroso, e simplesmente queria esclarecer algumas pequenas dúvidas com o padre local, o qual se mostrou bem obtuso.
Sexo e incesto: Crumb não corta as melhores partes do Gênesis
That’s probably true. Bible stories aimed at kids tend to leave out the dirty parts.
Yeah, they gloss over it. When you’re a kid, they don’t inform you that Lot has sex with his daughters. Or that Judas slept with his daughter-in-law. Those parts are just glossed over. In illustrating everything and every word, everything is brought equally to the surface. The stories about incest have the same importance as the more famous stories of Noah and the Flood or the Tower of Babel or Adam and Eve or whatever. I think that's the most significant thing about making a comic book out of Genesis. Everything is illuminated.
O absurdo de matar por causa da Bíblia
It might not be intended as a satire, but you don't have much control over whether it’s considered scandalous. The Bible has a funny way of making people crazy. It’s very loaded.
It is loaded, yeah. It’s very, very loaded. It’s ridiculously loaded. When you read it, you think, “It’s absurd that people kill each other over these texts. And that people are fighting over some miserable piece of earth because of this text.” It’s just sad and tragic.
Gente mata gente por causa da Bíblia, que é um texto do caralho de bom! Isso sim é analfabetismo de alguma ordem, ou de várias ordens, pois denota a incapacidade de fruir de um bom texto.
Gênesis, leitura de primeira
Eric Spitznagel: I consider myself an agnostic, but I was still fascinated by this book. I read the entire thing cover to cover in one sitting. Did you trick me into reading the Bible?
Robert Crumb: Well, you don’t have to be a Fundamentalist Christian to be interested in the Bible. It’s really a fascinating mythology. Genesis in particular is really interesting to me. These books weren’t buried and forgotten and then dug up later by some archaeologists, like the myths of other ancient peoples. They’ve been in continuous use. The scrolls have been kept and studied by the Hebrew people for thousands of years, continuously. It contains this morality that's so lurid, and it’s set in an ancient world that's so grindingly primitive and brutal. It lends itself so well to lurid comic-book types of illustrations.
Concordo com Crumb, o Gênesis é leitura de primeiríssima qualidade. Uma das minhas passagens prediletas é Noé dançando bêbado e pelado depois de surfar um dilúvio inteiro.
Fiel ao original
Crumb's latest collection, The Book of Genesis Illustrated, is a literal rendering of that Old Testament classic—including the stories of Adam and Eve, Cain and Abel, Sodom and Gomorrah, and all the incest high jinks you half-remember from Bible class. In true Crumb form, there are plenty of creepily sexy moments, like Onan diddling his brother's wife, Lot getting drunk-raped by his own daughters, and Judah being tricked into sleeping with his daughter-in-law. It’s also got lots of gore and bloody action, from the bobbing corpses during the Great Flood to the perverts burned alive in Sodom. The stories are often so engaging, it’s easy to forget that they're technically (if you believe the religiously devout) the Word of God. Not bad for a guy whose last collaboration was with Charles Bukowski.
Tal como a obra original, o Gênesis por Robert Crumb é cheio de sexo e violência :)
Yeda também faz mal ao ambiente
O governo Yeda Crusius (PSDB) entrará para a história, entre outras coisas, como o patrocinador do maior ataque à legislação ambiental no Rio Grande do Sul.
Uruguai: Aguiar sobre Mujica
Em fevereiro de 1845, ao fim da Revolução Farroupilha, reuniram-se em Ponche Verde, perto da atual cidade de Dom Pedrito, 13 generais do Exército Riograndense. Examinaram a proposta do Tratado de Paz que lhes fora encaminhado, por ordem de D. Pedro II, pelo Barão de Caxias, comandante das forças imperiais. 12 votaram pela paz. Bento Gonçalves da Silva, que não compareceu, acometido pela doença que dois anos depois o levaria à morte, votou por carta. Só um votou pela continuidade da luta: o general Antonio de Souza Netto, que, quase nove anos antes, proclamara a República. Teria ele então declarado que, diante da esmagadora maioria dos demais, também assinava o documento. Mas teria, de acordo com a tradição, ajuntado:“- Vou-me embora para a Banda Oriental [como às vezes ainda se chamava o Uruguai]. Lá é uma República. E o meu sombrero cansou de dar barretadas a Imperador”.E se foi, levando com ele cerca de 200 ex-escravos e familiares que com ele tinham lutado na Revolução.É essa tradição republicana que, respeitada, dará a presidência do pequeno, mas grande país, a José Pepe Mujica, ex-guerrilheiro tupamaro, hoje senador da República, Ministro da Agricultura do Governo de Tabaré Vasquez. É essa tradição republicana que, mesmo com as políticas conservadoras dos partidos tradicionais, deu ao Uruguai a condição de vanguarda educacional da América no começo do século XX. Foi essa tradição que a ditadura, iniciada em 1973, espezinhou. E foi ela que, depois, repôs o Uruguai de pé, com o fim da ditadura e terminou levando Tabaré Vasquez primeiro, à prefeitura de Montevidéu, e depois à Presidência da República.Em 2004 a TV Carta Maior cobriu ao vivo a posse de Tabaré Vasquez, desde um estúdio improvisado no alto de um hotel da capital. Mas fizemos também reportagens e entrevistas gravadas em outros locais, que editávamos e púnhamos no ar.Um dos pontos altos dessa cobertura, e também, devo dizer, de minha trajetória como jornalista, foi a entrevista com o então senador recém eleito e mais votado, José Pepe Mujica. Fizemos a entrevista, de que também participou sua esposa, Lúcia, em duas visitas à sua chácara. Foi memorável.Estávamos diante de um homem, ex-guerrilheiro, que passara anos de sua vida não só no cárcere, mas confinado numa cela que na verdade era um poço de pouco mais de dois metros de diâmetro, sem falar com ninguém. Contou-nos coisas terríveis e lindas ao mesmo tempo. Que conversava com os insetos. Que aprendera que as formigas gritam. Coisas assim.Mas o mais memorável de tudo é que estávamos diante de um homem que não só não saíra alquebrado ou mesmo quebrado dessa ignomínia, mas saíra também sem amargura. Era ( e é) um homem pronto para guardar e compartilhar a alegria de viver. Por isso, José Pepe Mujica é um fenômeno político admirável. Por isso, além de pelas razões de sua competência e de seu programa libertário, o Uruguai e sua tradição republicana merecem tê-lo como seu Presidente.
Belo texto do Aguiar.
Violência no campo
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.
Um Saara de energia
EVERY two weeks, the sun pours more energy onto the surface of our planet than we use from all sources in an entire year. It is an inexhaustible powerhouse that has remained largely untapped for human energy needs. That may soon change in a big way. If a consortium of German companies has its way, construction of the biggest solar project ever devised could soon begin in the Sahara desert. When completed, it would harvest energy from the sun shining over Africa and transform it into clean, green electricity for delivery to European homes and businesses.
Casamento do mesmo-sexo como realização da Constituição
The future of marriage looks, in one way, a lot like its past. People will continue to unite, form families, have children, and, sometimes, split up. What the Constitution dictates, however, is that whatever the state decides to do in this area will be done on a basis of equality. Government cannot exclude any group of citizens from the civil benefits or the expressive dignities of marriage without a compelling public interest. The full inclusion of same-sex couples is in one sense a large change, just as official recognition of interracial marriage was a large change, and just as the full inclusion of women and African Americans as voters and citizens was a large change. On the other hand, those changes are best seen as a true realization of the promise contained in our constitutional guarantees. We should view this change in the same way. The politics of humanity asks us to stop viewing same-sex marriage as a source of taint or defilement to traditional marriage but, instead, to understand the human purposes of those who seek marriage and the similarity of what they seek to that which straight people seek. When we think this way, the issue ought to look like the miscegenation issue: as an exclusion we can no longer tolerate in a society pursuing equal respect and justice for all.
Da Martha Nussbaum
Argumento em favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo
The argument in favor of same-sex marriage is straightforward: if two people want to make a commitment of the marital sort, they should be permitted to do so, and excluding one class of citizens from the benefits and dignity of that commitment demeans them and insults their dignity.
Texto da Martha Nussbaum. Traduzo: «O argumento em favor do casamento de pessoas do mesmo sexo é direto: se duas pessoas querem realizar um compromisso de tipo marital, deve ser permitido a elas fazê-lo, e excluir uma classe de cidadãos dos benefícios e dignidade desse compromisso as humilha e insulta sua dignidade.»
2009-10-25
Casamento, natureza, sectarismo
The first and most widespread objection to same-sex marriage is that it is immoral and unnatural. Similar arguments were widespread in the anti-miscegenation debate, and, in both cases, these arguments are typically made in a sectarian and doctrinal way, referring to religious texts. (Anti-miscegenation judges, for example, referred to the will of God in arguing that racial mixing is unnatural.) It is difficult to cast such arguments in a form that could be accepted by citizens whose religion teaches something different. They look like Jewish arguments against the eating of pork: good reasons for members of some religions not to engage in same-sex marriage, but not sufficient reasons for making them illegal in a pluralistic society.
Da Martha Nussbaum.
Martha Nussbaum sobre o mito da pureza matrimonial
To begin with, Byrd’s idea that lifelong monogamous marriage has been the norm throughout human history is just mistaken. Many societies have embraced various forms of polygamy, informal or common-law marriage, and sequential monogamy. People who base their ethical norms on the Bible too rarely take note of the fact that the society depicted in the Old Testament is polygamous.
O artigo todo é um filé só.
2009-10-24
2009-10-23
Superimportante
"Only 8 per cent of the US adult population bought one e-book in 2008," and most read them on PCs, said Michael Norris, senior analyst at research firm Simba Information. "So it's a device that is extremely important to everyone except 92 per cent of American adults."
E-readers imunes de impostos
Antes que eu comece a discorrer sobre o conceito de livro (ou de papel) é importante esclarecer algo: quando estamos falando de imunidade, a interpretação deve ser feita de forma extensiva e não restritiva – ou seja, extendendo o alcance da imunidade àquilo que seja similar ou equivalente (no caso, o Kindle seria equivalente a “livro”, ou, na pior das hipóteses, ao “papel destinado à sua impressão”).
A interpretação deve ser extensiva e não restritiva porque o intuito é proteger a divulgação de ideias, de pontos de vista, a informação e o direito à informação por si só; assim, sob este ângulo, evidentemente o Kindle deveria ser importado imude de impostos de quaisquer espécie.
Nook sem impostos?
Aliás, sobre o preço dos e-readers no Brasil, a advogada Lady Rasta, que participa ativamente de O Livreiro, escreveu um post em seu blog sugerindo que esses leitores digitais deveriam tentar aproveitar a imunidade tributária prevista a “livros, jornais, periódicos e papel destinado a sua impressão”. A blogueira reflete sobre a situação dos e-readers como o “novo papel” em uma sociedade digitalizada, o que os enquadraria na imunidade. Isso significaria aparelhos a preços significativamente mais baratos no mercado brasileiro.
Olha só que delícia. O raciocínio parece ok: se *livros* não isentos de tributos, porque não os e-readers?
Yeda, bugigangas exclusivas, e Lei das Licitações
No processo administrativo está expresso que os móveis estavam em liquidação e tinham singularidade no mercado "segundo sua Excelência". Ou seja, procedeu-se a compra porque Yeda quiz aquele móvel, daquela loja e com aquele preço. Este procedimento é completamente estranho à Lei de Licitações, portanto ilegal. O inciso 5º do parágrafo IV do artigo 7º da lei diz: "É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas, características e especificações exclusivas (...)".
Sem tomada de preços e sem justificativa, mesmo assim foi comprado. O Roberval assistiu a isto e nada fez.
O detalhe fatal do depoimento de Roberval Taylor é o seu testemunho que os móveis infantis só teriam algum sentido se fossem comprados para uso no palácio Piratini e que era esta a informação contida no precesso de compra. Inquirido se sabia onde estavam os móveis, se sabia que estavam na casa da governadora, Roberval afirmou que sim, teria ficado sabenso disto. Bordignon lascou a pergunta que desandou a maionese:
- Mas então o senhor foi enganado pela governadora para endossar uma compra para sua a casa própria?
O Roberval perdeu a cor, tremeu, gemeu e teve de admitir que sim, que ele jamais autorizaria a compra dos móveis se declaradamente constasse que seriam para a residência particular de Yeda.
Definitivamente, um Novo Jeito de Governar.
A transparência de Yeda
Na ficção que tenta vender à população, a governadora diz que apóia as investigações. Na vida real, sua base parlamentar trabalhou (e trabalha) para impedir qualquer investigação. Na vida real também, Yeda procura posar de vítima, apoiada por uma pesada operação publicitária que despeja milhões de reais nos meios de comunicação do Rio Grande do Sul. Operação esta, aliás, já questionada pelo Tribunal de Contas.
Assim, Yeda Crusius vai chegando ao final do terceiro ano de um governo marcado até aqui pelo autoritarismo, pela ausência de políticas públicas e pelas denúncias de corrupção. Essas parecem ser, de fato, as únicas marcas transparentes e reais de sua gestão.
The Future of eReading Is Now - Barnes & Noble Book Clubs
There’s no denying it: eBooks are revolutionizing the way we read—and fast. Literature is moving from our shelves to our screens, and with it comes easy, instant access to eBooks, anytime, anywhere.Computers and handheld devices are swiftly becoming the mediums of choice for many bibliophiles who no longer find it feasible to store and carry all of their physical books. And as a new generation turns to computer screens and PDAs for their information, digital learning is playing an increasingly crucial role in our schools.The revolution is here, and it’s digital.
Eu *quero* um Nook
De preferência antes de me mudar, para que eu venda minhas centenas de livros, ganhe metros cúbicos de espaço livre em casa, e não sofra fechando e transportando caixas e caixas na próxima mudança.
2009-10-22
Revistas de filosofia mais lidas
Novamente, o que temos no Mendeley é um público seleto que lê ótimas revistas de filosofia.
Pra quem não sabe, o Mendeley é uma mistura de iTunes com Last.fm para papers acadêmicos. Como o iTunes ele organiza teus arquivos, só que PDF. Como a Last.fm ele gera estatísticas sociais, só que sobre papers.
Estatística do Mendeley sobre filosofia
Os filósofos e leitores de filosofia filiados ao Mendeley têm bom gosto :)
2009-10-21
Redes sociais e políticas públicas
Abstract In this paper, we analyse the recent rapid growth of ‘binge’ drinking in the UK. This means the rapid consumption of large amounts of alcohol, especially by young people, leading to serious anti-social and criminal behaviour in urban centres. British soccer fans have often exhibited this kind of behaviour abroad, but it has become widespread amongst young people within Britain itself. Vomiting, collapsing in the street, shouting and chanting loudly, intimidating passers-by and fighting are now regular night-time features of many British towns and cities. A particularly disturbing aspect is the huge rise in drunken and anti-social behaviour amongst young females. Increasingly, policy makers in the West are concerned about how not just to regulate but to alter social behaviour. Smoking and obesity are obvious examples, and in the UK ‘binge’ drinking has become a focus of acute policy concern. We show how a simple agent based model approach, combined with a limited amount of easily acquired information, can provide useful insights for policy makers in the context of behavioural regulation. We show that the hypothesis that the rise in binge drinking is a fashion-related phenomenon, with imitative behaviour spreading across social networks, is sufficient to account for the empirically observed patterns of binge drinking behaviour. The results show that a small world network, rather than a scale-free or random one, offers the best description of the data.Keywords Agent based model - Social network effect - Simulation methodology
Este é o resumo do artigo "‘Binge’ drinking in the UK: a social network phenomenon", publicado na revista Mind & Society. O que mais chama a atenção é a proposta de uma fórmula para a geração de políticas públicas sobre fenômenos que emergem de redes sociais. A ideia é simples: formar um modelo da ação de um agente a partir de uma pequena quantidade de informações facilmente encontráveis.
Ou seja, eis uma proposta para ações públicas, mesmo repressivas, com respeito a fenômenos do mesmo gênero que as flashmobs.
Isso é problema? Não, pois flashmobs são TAZes, zonas autônomas *temporárias*. Se elas não funcionarem mais, pulamos para outras TAZes.
Yeda: comparando o gasto na Tok&Stok com o investimento na UERGS
Vamos nadar mais um pouco em números:
. Só na Tok&Stok, comprando bugigangas pros netinhos, Yeda gastou R$6.000 do dinheiro público - ver http://rsurgente.opsblog.org/2009/10/07/reforma-na-casa-de-yeda-foi-feita-com-dinheiro-publico-governo-diz-que-e-legal/
. Até julho de 2009, o governo Yeda só tinha investido R$34.000 na UERGS - ver http://praiadexangrila.com.br/yeda-%E2%80%9Cinveste%E2%80%9D-r-34-mil-na-uergs-e-articula-ajuda-milionaria-para-gm/
. Isso quer dizer que, comparando os gastos de Yeda com tranqueiras pra sua casa particular com os minúsculos investimentos na universidade estadual, o que temos é que ela botou apenas 5,6 vezes mais dinheiro na universidade pública do que na sua mobília privada, o que é uma proporção indecente, pois o correto seria investir milhões de vezes mais grana na universidade pública do que na mobília pros netinhos na casa privada da vovó
A charge é do Kayser
Vale a pena ler a postagem clássica da Rosane de Oliveira sobre as comprinhas de Yeda: "Um novo jeito de ver a coisa pública" http://ow.ly/vDAB
Quase 10% do empréstimo do BID virou propaganda
Vamos fazer umas continhas:
. Yeda pegou no BID um empréstimo de US$1,1 bilhões, o qual tem juros "normais", digamos, mas algum risco cambial
. Tomando como base um dólar a 2 reais (mais ou menos o valor da época do empréstimo), foram tomados de empréstimo R$2,2 bilhões
. Lembrando: a desculpa pro empréstimo foi falta de grana, supostamente pra escolas, presídios, estradas. Não lembro dos yedapologistas dizendo que o empréstimo era necessário para a compra de puffs ou investimento na "imagem"
. Mas, curiosamente, em 2008 Yeda gastou R$ 168 milhões em propaganda, o que dá um desperdício de 8,4% da grana que foi pega no BID em propaganda
. Pergunta inocente: não seria mais inteligente fazer uma dívida menor, legando aos gaúchos do futuro um débito menor?
. Outra pergunta inocente: faz algum sentido investir tanto dinheiro assim em propaganda?
. Última pergunta inocente: além de dar uma gráfica de luxo a uma empresa de cigarros e comprar uns mijados pras suas crianças, o que mais Yeda fez com a grana? As escolas, presídios e estradas tão mal. Não se vê investimento ou projeto em lugar algum, e não há "gestão de imagem" que dê conta de tal incompetência e inação real
Vale a pena ler a postagem toda lá no Diário Gauche.
Não faz falcatrua com o tio – Milton Ribeiro
Depois de algumas quadras, notei que estava fedendo. Era o pior cheiro que já tinha sentido em mim. Era uma coisa animalesca, chegava a arder no nariz. Horrível. Caminhei, acho, por três horas. A sede era imensa. Quando cheguei à casa da minha mãe, ela dormia. Melhor assim. Devo ter ficado meia hora esperando a banheira encher, coisa que nunca fizera antes. Mergulhei na água pensando em meu azar e sorte, e no significado de “falcatrua” para aqueles caras. (Ouvi depois essa palavra ser usada no sentido de sacanagem).
Este é só um pedacinho de um texto imperdível do Milton Ribeiro. Baseado em fatos reais.
Universidades com material online
No tuition money? No problem! There are many top universities that offer free courses online. This list ranks several of the best free university courses available for people who want to enhance their personal knowledge or advance in their current field.
Algumas universidades top disponibilizam online material top sem custo algum. Tomara que a moda pegue por aqui. Até onde sei, a UNICAMP é a mais avançada no quesito, por disponibilizar online toda a produção intelectual.
Vamos lembrar.....
Os responsáveis pela decadência política e econômica do RS na última década procuram agora esconder sua responsabilidade pelo que está acontecendo, como se tudo não passasse de um acidente da natureza. Onde está o balanço da RBS sobre as posições políticas que abraçou na última década? E as fórmulas milagrosas do Sr. Gerdau (sempre ávido em conquistar “incentivos” fiscais), contribuíram no que mesmo para o desenvolvimento do Estado? E os padrinhos políticos de Yeda Crusius e seu grupo, por que se esforçam agora em não aparecer ao lado da governadora? Qual o balanço do senador Pedro Simon que selou seu apoio a Yeda com um carinhoso beijo na testa?
Marco Weissheimer está falando da decadência econômica e política que o RS viveu nos governos Rigotto e Yeda. Se Zero Hora, Gerdau e Simon fossem sérios, deveriam prestar contas da defesa de figuras e ideias que levaram à queda do PIB gaúcho, além do vexame político.
2009-10-20
Violência e religião

[...] a fé religiosa está em guerra com a racionalidade, e só o que há a fazer é escolher seu lado. O melhor que os campos podem esperar é um respeito mútuo rancoroso --- concordando em discordar, evitando que a disputa se torne violenta. Isso é o que a racionalidade dita, talvez. Esperançosamente, a fé do crente vai cooperar, embora a história da tolerância religiosa não seja promissora.
Este e outros textos fundamentais estão na coletânea Philosophers Without Gods (Amazon, Cultura, Ebookee)
2009-10-19
É nóis no OED
O brazilian waxing, jeitinho brasileiro de conter os pelos pubianos nos limites estritos dos mais exíguos triângulos de pano, emplacou na língua inglesa como um neologismo já devidamente dicionarizado pelo Oxford. Na Wikipédia, ele conquistou um verbete minuciosamente ilustrado e que, como o assunto em si, não esconde nada. Com salões em Manhattan, pioneiros na disseminação no exterior da técnica nacional, as J. Sisters ficaram milionárias.
2009-10-18
Cadê o Outfoxed brazuca?
Não sei o que os videomakers brasileiros estão esperando: é só chegar e fazer um documentário como Outfoxed sobre a mídia empresarial-familiar brasileira, seja focando em uma das grandes famílias que explora o negócio, seja mostrando o que há de comum: todas "informam" fatos e propostas que rendem dinheiro (muitas vezes público) nos seus bolsos, silenciam ou distorcem sobre fatos, pessoas ou grupos que buscam o interesse público de maneira democrática e republicana, quando tal interesse não rende proporcionalmente mais dinheiro mais rapidamente nos seus bolsos.
Taí a bola picando na grande área, videomakers. Mãos à obra! Não é porque o Brasil tem muitas Foxes, ao invés de apenas uma, que a coisa não merece ser documentada. Me parece ser antes o contrário.
2009-10-17
Abraão e o terrorismo

Atualmente, lemos quase diariamente sobre pessoas que matam seres humanos inocentes, alegando estar fazendo o que Deus quer. As chamamos de terroristas, ou quase-terroristas se (como Abraão) elas são impedidas no último minuto. Não importando o que mais pensemos de tais pessoas, presumo que não duvidamos da sinceridade das suas crenças. Elas devem ser sinceras, visto que muitas delas deliberadamente se matam no processo. São as crenças elas mesmas que são doentes, dementes, irracionais. Nenhum Deus quereria isso, nos dizemos. O filósofo em mim também pergunta: Qual a diferença entre o quase-sacrifício de Isaac e o terrorismo religioso contemporâneo?
Este e outros textos fundamentais estão na coletânea Philosophers Without Gods (Amazon, Cultura, Ebookee)
2009-10-16
A religião como obstáculo à felicidade

Minha…visão da religião é a de Lucrécio. A vejo como uma doença nascida do medo e como uma fonte de miséria inarrada da raça humana. … Existe conhecimento pelo qual a felicidade universal pode ser assegurada; o principal obstáculo para sua utilização para esse propósito é o ensino de religião. A religião impede nossas crianças de ter uma educação racional; a religião nos impede de remover as causas fundamentais da guerra; a religião nos impede de ensinar a moral da cooperação científico em lugar das velhas doutrinas ferozes do pecado e do castigo. É possível que o gênero humano esteja no limiar de uma idade de ouro; mas, nesse caso, será primeiro necessário matar o dragão que vigia a porta e esse dragão é a religião.
2009-10-09
Un puré de impurezas

Bilingual Blues"Bilingual Blues" (1995), poema de Gustavo Pérez Firmat, "the Terminator of cultural certainties". Só agora percebi que fiquei exatamente um mês sem postar nada por aqui. Na minha cabeça, foram só uns dias.....
Soy un ajiaco de contradicciones.
I have mixed feelings about everything.
Name your tema, I’ll hedge;
name your cerca, I’ll straddle it
like a cubano.
I have mixed feelings about everything.
Soy un ajiaco de contradicciones.
Vexed, hexed, complexed,
hyphenated, oxygenated, illegally alienated,
psycho soy, cantando voy:
You say tomato,
I say tu madre;
You say potato,
I say Pototo.
Let’s call the hole
un hueco, the thing
a cosa, and if the cosa goes into the hueco,
consider yourself en casa,
consider yourself part of the family.
Soy un ajiaco de contradicciones,
un puré de impurezas:
a little square from Rubik’s Cuba
que nadie nunca acoplará.
(Cha-cha-chá.)


