2009-01-31
sem TV nos EUA
este artigo de gail collins mostra que os estadunidenses sabem tirar sarro de si mesmos. vale a pena. diversão
Zumbis na estrada
é o tipo de coisa que me lembra da frente de libertação dos anões de jardim.
2009-01-30
Monumento ao tiro de sapato no Iraque
é ótimo ver o país renascendo, e com humor.
Inglaterra investiga Blair sobre invasão do Iraque
sou otimista. ele vai acabar enjaulado.
grey's anatomy cru e cozido
estruturas binárias, inversões e simetrias por todos os lados
exemplo
no episódio 3x24, um casal separado (chefe e adele) aparecem ambos com algo como "filhos", embora nunca tenham tido filhos
mas os "filhos" são um aborto de um garoto com quem adele teve um caso, e meredith grey, a qual é "filha" só porque o chefe tinha um caso com sua mãe
mas, como há a inversão de casados para separados que não frutificaram quando casados, a reunião entre adele e o chefe pode ter "filhos" como um eco negativo de algo que não ocorreu
é claro, esses "filhos" não são filhos, são meros frutos de inversões que aparecem mantendo uma simetria em uma estrutura binária
2009-01-29
Evernote, software de becape e de busca no conteúdo dos arquivos
Serve para guardar cópias de arquivos e de material da internet, colocando tags ou palavras-chave, caso se queira. É possível guardar arquivos online, e o software faz buscas (tal como o Google) no conteúdo dos seus arquivos.
Ótimo para quem estuda e produz, e quer um meio simples de localizar leituras e produtos. O buscador deles é eficiente.
O software também reconhece escrita manual, e funciona com dispositivos móveis, como celulares.
A versão gratuita tem limitações: só aceita textos em PDF (também aceita págians da web), só aceita 40Mb por mês. Mas dá para fazer bastante coisa com isso. E, se você realmente precisa de mais do que isso, pagar pelo serviço (5 dólares por mês) pode ser uma boa opção.
Dica do Marcio TeX.
2009-01-23
O refúgio político a Battisti se justifica
Obrigado pela indicação do texto, Flávio !
A CartaCapital se atrapalhou na cobertura do caso, vendo uma "afronta" ao Estado italiano. Mas cabe aos justos ter a coragem de afrontar os injustos, como CC deve saber.
PS - o Flávio mandou outro ótimo artigo que sustenta a decisão brasileira: "Refugiados, uma decisão soberana do Brasil", de Dalmo Dallari. O artigo também revela que a Itália está tratando o Brasil de maneira dura, mas foi doce com a França quando ela tomou decisão semelhante à brasileira.
2009-01-22
Isratina
Ao invés de uma solução com dois Estados, Israel e Palestina, uma solução com um único Estado, "Isratina". Essa é a proposta de paz para o Oriente Médio do líder líbio Muammar Qaddafi, em um artigo de opinião publicado no New York Times.
Tenho simpatia pela idéia. Haveria um único Estado, e uma única categoria de cidadãos. Seria uma maneira de garantir prosperidade e modernidade aos palestinos, e Israel já tem muitos árabes na sua população, tendo inclusive partidos árabe-israelitas no seu espectro político. Isso também garantiria aos palestinos o acesso a todo o território reivindicado, e seria uma maneira de reabsorver os refugiados sem maiores tensões.
Há, é claro, o lado das dificuldades, as quais são devidas aos fundamentalistas de ambos os lados, e ao ódio que alimentam e os retro-alimentam. Mas acho que é preciso enfrentar os fundamentalistas e a lógica da cisão. Idéias apoiadas em lógicas da união são uma maneira de enfrentá-los.
Enfim, acho que o homem do livrinho verde veio a público com algo interessante.
2009-01-21
A posse de Obama vista do espaço
Foto tirada pelo satélite GeoEye-1, em vôo sobre Washington durante a cerimônia de posse de Barack Obama, ontem.Por respeito aos meus dias de laboratório fotográfico, dei uma ajustada básica na foto.
Via Infobae.
PUCRS muda tratamento dado aos alunos do ProUni
Agora esses alunos só podem cursar pelo programa o mínimo de créditos obrigatórios e eletivos.
A decisão, comunicada apenas um dia antes das matrículas, provocou transtornos para os bolsistas.
Eis o que escreve, por email, a irmã de um bolsista:
Pessoas pensantes,
Gostaria de compartilhar um acontecimento, triste, ao meu ver, com vocês. Trata-se da limitação de créditos eletivos àqueles que são bolsistas do Prouni, pelo menos, na PUCRS. Meu irmão la estuda e é, por acaso, um desses beneficiados. O guri escreveu pro Prouni (ver abaixo no e-mail) perguntando se o procedimento da universidade era licito. Recebeu como resposta que os bolsistas têm o mesmo direito dos alunos pagantes. Mas, nesse caso, o que isso significa? Gostaria de saber da opinião de vocês sobre o assunto, sob o ângulo que quiserem abordar. Junto da biologia, meu irmão pensava em concluir as disciplinas de inglês, por exemplo. Longe de querer simplesmente "aproveitar a boquinha", ele pensava que isso poderia ajuda-lo a ir cada vez mais adiante nos estudos e com uma melhor qualidade; ora, como todos sabemos, o conhecimento de uma lingua estrangeira é muito util e nos abre muitas possibilidades.
Trechos do email do aluno ao ProUni:
Durante esses três anos, sempre pude cursar disciplinas eletivas sem me preocupar com número de créditos ou qualquer "medida" que possa representar normalmente algum valor financeiro para a universidade.
No entanto, deste semestre em diante (2009/01) a PUCRS simplesmente mandou um comunicado a todos os estudantes bolsistas do PROUNI, indicando que toda e qualquer disciplina fora do currículo do curso ao qual o aluno pertence está VEDADA ao aluno. Só é permitido ao aluno cursar o número de créditos de disciplinas eletivas que são obrigatórios para o curso (vale lembrar que este número é sempre muito pequeno, quase sempre 8 créditos; isso pode bem dar uma única disciplina, pelo menos na minha área [...]). Uma vez completados estes créditos obrigatórios de disciplinas eletivas, não mais é permitida a matrícula em qualquer outra disciplina extra-curricular. Na minha visão esta decisão "trapalhona" da universidade é péssima por duas grandes razões: primeiro, simplesmente muda "as regras do jogo" para muitos alunos que estão exatamente no meio do curso (tal como eu), causando assim uma necessidade imediata de "mudança de planos" (sem contar o transtorno, uma vez que este comunicado foi enviado pela universidade UM DIA antes da data da matrícula, dia no qual meu horário já havia sido programado com algumas disciplinas eletivas, tal como vinha fazendo normalmente nos semestres anteriores); segundo, isso certamente impede o aluno bolsista de crescer o máximo que ele pode, desenvolvendo conhecimento sólido e integrado, atuando ativamente junto a diferentes fontes de conhecimento.
O ProUni respondeu, de maneira semi-automática, como indica o "caro(a)" (seu nome é claramente masculino):
From: Programa Universidade para Todos <Prouni@mec.gov.br>
Date: 2009/1/13
Subject: RES: Disciplinas Permitidas pelo Programa
Caro(a) estudante,
Em atenção a sua mensagem, informamos que conforme determina o Art. 4o da Lei Nº 11.096/2005, todos os alunos da instituição, inclusive os beneficiários do Prouni, estarão igualmente regidos pelas mesmas normas e regulamentos internos da instituição.
Para mais informações sobre o ProUni acesse www.mec.gov.br/prouni ou ligue 0800-616161.
ProUni – Programa Universidade para Todos
Secretaria de Educação Superior
Ministério da Educação
Imagino que a universidade vá alegar que não tolhe direito algum, pois garante a cada bolsista do ProUni o usufruto do número mínimo de créditos eletivos previsto no curso, e contratou apenas isso com o MEC.
Talvez isso seja verdade, talvez não, mas de qualquer modo seria desejável que a PUCRS não tivesse provocado esse transtorno de última hora aos bolsistas, mantendo a política que adotava até o momento, ou comunicando-a com antecedência razoável.
Seria desejável, também, que o MEC se manifestasse de maneira menos zumbi, trabalhando no caso em tela e resolvendo a disputa, de preferência de uma maneira que garanta a quem quer estudar mais e se aperfeiçoar mais a chance de fazer isso, quer venha de família rica, quer não.
Esse é o espírito do ProUni, não?
PS - Deixando claro, acho que as regras tácitas deveriam continuar em vigor. Isto é, a PUCRS deveria garantir àqueles que já estão a anos no programa o direito de fazer cadeiras eletivas a mais. E acho que o ProUni precisa garantir que o bolsista que queira estudar mais faça créditos eletivos a mais.
Não tenho bases diretas, mas imagino que os bolsistas são a parte atingida em uma disputa entre cachorros grandes.
A disputa seria a seguinte: as Instituições de Ensino Superior (IES) ficam felizes em ter alunos do ProUni fazendo cadeiras a mais, pois assim podem mandar uma conta mais gorda para o MEC. O MEC, por sua vez, se faz de louco e diz que vai pagar apenas o currículo básico.
Essa minha fantasia se resolve com a leitura dos documentos sobre o ProUni, creio eu.
Seja como for, acho que uma vez que o bolsista tenha sido admitido no programa, tem que se garantir que ele possa fazer mais do que o mínimo do currículo, pois senão criaremos um meio perverso de discriminação entre bolsistas e não bolsistas.
Thomas Friedman
So, in sum, while it is impossible to exaggerate what a radical departure it is from our past that we have inaugurated a black man as president, it is equally impossible to exaggerate how much our future depends on a radical departure from our present.
Lidar com a mudança
It's interesting and, I think, significant that after a campaign predicated on change, Barack Obama spoke far less of change (he used the word only twice today) than Bill Clinton did (11 times) in his much shorter (yes, it's true) first inaugural address. [...] Like Franklin D. Roosevelt, President Obama clearly understands that change is terrifying to most people, and he stresses, therefore, the continuity of his aims with enduring American principles. "What is demanded," President Obama said today, "is a return to these truths."
Discurso muscular
It was quite a severe speech — muscular, tough-minded and unsparing (at times startlingly so) in its critique of the outgoing administration. It was a display of strength (his) and a summoning of strength (ours). Never again, I suspect, will his critics talk of the wispiness of "hope" and the emptiness of "change." (They will talk of other things, but not this.)
2009-01-20
Posse de Obama via MSNBC
Visit msnbc.com for Breaking News, World News, and News about the Economy
Dica do Leonardo Bernardes.
Acompanhando a posse de Obama
Cinema estadunidense, hoje
On a larger level, though, this has been a festival rooted in strong acting and propulsive storytelling, and even in films that embrace their own artificiality. For whatever combination of aesthetic and sociological reasons, it's as if the "new American realism" of the last two years -- which has never much interested the public -- has simply vanished.
2009-01-19
Como fumar cafeína
Não testei, pois o fumo não me atrai, mas achei curioso, cafeísta que sou.
Me fez lembrar daquela cena do filme Bagdad Café na qual um alemão ansioso por um café forte faz uma carreira de pó de café e cheira, ficando feliz e aliviado logo em seguida.
A proprietária
Mais sobre a oratória de Obama no NYT
In college, as he was getting involved in protests against the apartheid government in South Africa, Barack Obama noticed, he has written, "that people had begun to listen to my opinions." Words, the young Mr. Obama realized, had the power "to transform": "with the right words everything could change -— South Africa, the lives of ghetto kids just a few miles away, my own tenuous place in the world."
Michiko Kakutani
Estilo e conteúdo
style is not a substitute, but a vehicle, for substance. Because we pay attention to how we say what we say doesn't mean that we have nothing to say.
Michael Eric Dyson, no WP
Academês, retórica acadêmica
Moreover, Obama's speech is sprinkled with hiccups and hitches, "ahs" and "ums" -- a verbal tic encouraged, no doubt, in academe, where one learns to be extremely cautious, reluctant to offer sweeping statements without justification, and where arguments sometimes die the death of a thousand qualifications. In such a setting -- and I can tell by my own speech -- "ahs" and "ums" are not uncommon.
O dito dos pastores negros estadunidenses
On that occasion, he obeyed the black preacher's dictum: "Start low, go slow, rise high, strike fire and sit down."
No Washington Post, mesmo artigo das postagens anteriores.
Mais um trecho do artigo de Michael Eric Dyson sobre Obama e a retórica
Obama was making a risky move that played to inside-group understanding even as he campaigned in the white mainstream: While denying that he was Muslim, he fastened onto the rhetoric of the most revered Black Muslim, mimicking his tone and rhythm beat for beat.
Belo artigo sobre Obama e a arte oratória afro-americana
Trecho:
Addressing a largely African American audience, Obama let loose with the black tradition known as signifying -- in which the speaker hints at ideas or meanings that are veiled to outsiders.
2009-01-14
Raid Gaza!, jogo sobre o massacre de Gaza
Tem saídos jogos de computador que criticam a atuação de Israel no massacre de Gaza. Um deles é Raid Gaza!, no qual você joga como israelense, construindo tanques, aviões, helicópteros, e pedindo ajuda $$$ generosa aos EUA. Há um contador de vítimas de cada lado, e você ganha pontos extra quando atinge hospitais.Via GamePolitics.
Boicote a Israel, Klein, América do Sul
Naomi Klein apresenta quatro razões para boicotar produtos e serviços israelitas:- Apesar de perpetrar massacres inomináveis, Israel não está sendo punido. Ao contrário, a bolsa de Tel Aviv subiu mais de 10% após o início da recente chacina no matadouro de Gaza.
- O boicote funcionou contra o regime do apartheid na África do Sul, e Israel é pior do que a África do Sul na engenharia da segregação, segundo o político sul-africano Ronnie Kasrils.
- Faz sentido boicotar Israel por causa da ocupação da Palestina, sem boicotar EUA e Inglaterra por causa do Iraque, porque o boicote é uma tática, não um dogma.
- Boicotes forçam a criação de novos e melhores canais de diálogo.
Creio que o comércio da América do Sul com Israel seja pequeno. Mas, ainda assim, acho que os países da nossa região precisam tomar a dianteira no movimento internacional de pressão sobre Israel para que devolva aos palestinos as terras ocupadas.
Cabe a nós, cidadãos brasileiros, argentinos, uruguaios, paraguaios, peruanos, colombianos, venezuelanos, equatorianos e chilenos, pressionar nossos governos.
Uma plataforma para sites sociais que estou prospectando
Pretendo usar uma plataforma para fazer sites coletivos com meus alunos, e procuro algo melhor do que o Moodle para isso. Também dei uma olhada no Wikia e no Wikispaces.
2009-01-13
"Valsa com Bashir" e a responsabilidade moral de Israel
A revista Salon traz um artigo fundamental sobre o massacre de Gaza e massacres de responsabilidade israelita anteriores, como o de Sabra e Chatila em 1982: "What 'Waltz with Bashir' Can Teach Us About Gaza" ("O Que 'Valsa com Bashir' Pode Nos Ensinar sobre Gaza", de Gary Kamiya.O artigo liga o filme Valsa com Bashir, vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, com os eventos atuais do açougue de Gaza. O filme é uma animação sobre um homem que tenta recuperar sua memória de soldado israelita no Líbano em 1982.
O artigo de Kamiya mostra os paralelos entre Israel em 1982 e Israel em 2009, sem deixar de notar que a situação é mais sombria. Nos dois casos a opinião pública israelense foi manipulada pelos líderes militaristas, nos dois casos Israel só conseguiu mais problemas, mas naquela ocasião cerca de 10% da população israelita se manifestou contra as atrocidades, enquanto agora praticamente todos israelitas apóiam as ações militares, apesar do massacre.
Infelizmente não tenho como traduzir o artigo todo no momento, mas espero poder traduzir ao menos alguns trechos, e (meio constrangido) ofereço a opção da tradução automática.
"Sempre achei que os países subpovoados da África eram extremamente 'subpoluídos'"
Daewoo quer "alugar" por 99 anos metade das terras aráveis de Madagascar
Exibir mapa ampliado O gigante coreano dos negócios Daewoo quer alugar, por 99 anos, 1,3 milhão de hectares em Madagascar, metade das terras aráveis da ilha, sem contrapartida financeira, apenas ao preço do investimento em infra-estrutura necessário para o grupo lucrar com tal locação.
Ou seja, praticamente de graça, e ameaçando o sustento da população local.
Esta proposta indecente que pode ser uma nova forma de colonialismo, na qual uma empresa privada, e não um Estado, coloniza um território ou nação.
A negociação está preocupando parte da população de Madagascar, pois elas se dão sem transparência, o impacto negativo na forma de sustento da população será grande, os responsáveis locais têm interesses em jogo, muitos silenciam por temer represálias, e muitos não compreendem o alcance e o impacto da operação.
Via Libération Afrique (RSS)
2009-01-12
Israel testa bombas DIME no açougue de Gaza
Segundo os médicos noruegueses, os únicos médicos ocidentais cuidando das pessoas no matadouro de Gaza, Israel está inovando na arte do massacre de seres humanos com o uso de bombas DIME em Gaza.
As bombas DIME fazem o seguinte contigo, se você está lá embaixo, no matadouro.
Se você está a dois metros do ponto de impacto, a bomba te parte em dois.
Se você está a até 8 metros, a bomba amputa teus membros e queima os cotos. E tuas hemorragias internas são estranhas, e ficam partículas cancerígenas no teu corpo.
É duro ser gado em um matadouro como esses, não? A garotada que pilota os aviões e helicópteros israelenses deve estar orgulhosa de espalhar alterações genéticas, câncer, morte e mutilação naquelas pessoas.
Via Le Monde.
2009-01-10
2009-01-09
Nossos interlocutores "ponderados" simplesmente não são civilizados
"Em qualquer conversa minimamente civilizada, alguém que se propusesse a estudar o nazismo ou o Apartheid “vendo os dois lados” seria ridicularizado. Mas ante a catástrofe palestina, esse filistinismo pretensamente neutro tem ampla circulação."
2009-01-08
A correspondente da Globo no Oriente Médio achou esta piada engraçada
Em algum momento do futuroEu não achei graça nenhuma, mas talvez agora mesmo ela esteja rindo do que Israel está fazendo no matadouro, digo, Gaza, local onde uma população equivalente à de Porto Alegre está confinada, e sendo despedaçada por artilharia pesada.
Pai e filho caminham pelas ruas de Nova York quando o pai, desolado, pára em frente a um terreno vazio, suspira e diz para o filho:
- E pensar que aqui neste lugar, um dia, estavam as torres gêmeas - diz em tom de desabafo.
O filho olha espantado para o pai e dispara:
- Papai, o que são as torres gêmeas?
- Meu filho querido, as torres gêmeas eram dois prédios extremamente altos, lotados de escritórios, que eram considerados o coração dos Estados Unidos. Mas, há muitos anos os árabes destruíram os prédios.
Curioso, o garoto pergunta:
- Papai, o que são árabes?!
HAHAHAHAHA! Você não achou graça? EU ACHEI! Foi mandada, em inglês, pelo meu amigo Moshe. Eu tomei a liberdade de traduzir e fazer pequenas modificações.
Simply Renatinha at 3:24 PM
Encontrei isso via Biscoito Fino, o furo é do blog Cloaca News.
2009-01-07
Vou te contar como ele morreu
Um relato pungente publicado no blog In Gaza, direto do matadouro, contando como um paramédico em uma ambulância muito bem sinalizada foi dilacerado por uma bomba enquanto trabalhava:Um homem bom, corajoso e muito engraçado foi morto ontem quando carregava o corpo de um civil morto duas vezes, em uma ambulância. Paramédicos, Arafa Hani Abd al Dayem, 35, e Alaa Ossama Sarhan, 21, tinham respondido ao chamado para resgatar Thaer Abed Hammad, 19, e seu amigo morto Ali, 19, que estavam fugindo de um bombardeio quando eles foram eles próprios atingidos pelo tiro de um tanque israelita.Foi após as 8h30 de 4 de Janeiro, quando eles estavam na região de Attattra, em Beit Lahia, no noroeste de Gaza, ao redor da área da escola americana bombardeada no dia anterior, matando um vigia civil de 24 anos, despedaçando-o e queimando o que restou do seu corpo.
Guinchando de dor, com o pé direito amputado e estilhaços e lacerações em todo o seu corpo, Thaer Hammad Ali explica como seu amigo foi morto. "Estávamos atravessando a rua, deixando as nossas casas, quando o tanque disparou. Havia muitas pessoas saindo, e não apenas nós." Hammad pára seu depoimento, novamente guinchando de dor. Durante os últimos dois dias, desde que a invasão israelense por terra e os bombardeamentos começaram, residentes em toda Gaza fogem das suas casas. Muitos não tiveram a oportunidade de fugir, e foram capturados no interior das suas casas, enterrados vivos, esmagados. O médico continua a narrativa. "Depois que eles foram bombardeados, Thaer não podia andar. ele pediu para Ali carregá-lo". O restante segue: Ali estava alguma distância na frente de Thaer quando foi baleado na cabeça, uma bala, tiro de um soldado invisível na direção de onde eles fugiram. Ali morto, Thaer ferido, e as pessoas fogem, a ambulância foi chamada.
Quando Arafa e Alaa chegaram, eles conseguiram carregar Thaer na ambulância, e estavam trabalhando em carregar o corpo de Ali no veículo bem-marcado quando a bomba chegou. Ali perdeu a cabeça, morto duas vezes. Alaa fica cheio de estilhaços sobre seu corpo e sua virilha. O pulmão de Arafa ficou para fora do corpo.
Arafa passou por cirurgias cardíacas e os médicos trabalharam em seu corpo mutilado. Ele entrou em choque e morreu uma hora ou mais tarde.
Seu funeral foi realizado apressadamente, uma procissão, um enterro, e a tradicional tenda de luto. A tenda foi bombardeada com as pessoas de luto no seu interior.
Como Israel impede jornalistas de entrarem em Gaza, e ainda há "jornalistas" bem empregados pelo mundo afora dando versões que serão consideradas cumplicidade com o crime internacional nas próximas décadas, nos livros de história, achei importante traduzir esse trecho de um relato de quem está lá, em Gaza, tendo suas casas, seus parentes, seus amigos e seus corpos dilacerados.
2009-01-06
Carta do B'Tselem
Desde o início da operação militar na Faixa de Gaza, em 27 de Dezembro de 2008, o exército tem bombardeado dezenas de casas, edifícios públicos, e outras estruturas em toda a Faixa de Gaza. O princípio de distinção, um dos princípios fundamentais do direito internacional humanitário, afirma que todas as partes envolvidas no combate deve distinguir entre objetos civis e alvos militares, e são proibidos de atacar intencionalmente civis e objetos civis. O Primeiro Protocolo Adicional às Convenções de Genebra estabelece duas condições que devem ser cumpridas para um objeto para ser considerado um alvo militar legítimo: deve contribuir efectivamente para a ação militar e a sua destruição total ou neutralização parcial oferece uma clara vantagem militar. Apesar disso, outras declarações feitas por funcionários israelitas nos últimos dias levantar a suspeita de que o exército não está mantendo a distinção requerida nos seus ataques em Gaza ... Uma análise dos lugares que foram bombardeadas nos últimos dias levanta dúvidas quanto à legalidade de alvejar muitos deles. Por exemplo, os militares bombardearam o edifício principal da polícia em Gaza e mataram, de acordo com relatos, quarenta e dois palestinos que estavam em um curso de formação no momento do bombardeio. Os participantes estudam primeiros socorros, gestão de distúrbios públicos, dos direitos humanos, segurança pública, exercícios de segurança pública, e assim por diante. Após o curso, os policiais são atribuídos a vários ramos das forças policiais em Gaza responsáveis pela manutenção da ordem pública.
O B'Tselem é um centro israelita de informações sobre os direitos humanos nos territórios ocupados por Israel.
Dos 9 soldados israelenses mortos, 4 por fogo "amigo"
2009-01-05
Heródoto é mais gostoso de ler do que Tucídines porque.....
Herodotus: a historian for today | Culture | guardian.co.uk
